Seguindo com repostagens de alguns dos 'crássicos' do meu, do seu, do nosso G&B, em comemoração ao seu oitavo aniversário de criação, fiquem com esta fantástica banda inglesa que ousou misturar tudo que encontrou à sua frente para construir uma música de qualidade e originalidade inquestionáveis. E absolutamente incategorizável!
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Originalmente publicado em 11/12/2006 e republicado em 07/11/2007.
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Originalmente publicado em 11/12/2006 e republicado em 07/11/2007.
Bem, gAllera, vou fechar essa sessão de repostagens com esta banda que, junto a Esperanto e Klaatu, tornou-se símbolo do meu, do seu, do nosso Gravetos & Berlotas.
Já conhece? Ótimo, sorte sua! Ainda não? Então contextualize-se com a resenha e faça-se um enorme favor: BAIXE TUDO!
Já conhece? Ótimo, sorte sua! Ainda não? Então contextualize-se com a resenha e faça-se um enorme favor: BAIXE TUDO!

Quando o assunto é Be-Bop DeLuxe, a tarefa mais espinhosa é categorizar o estilo desta estupenda banda. Na verdade, é quase impossível mas vou correr este risco:
progartpowerblueshardlatinbossaglampoppostrockA Be-Bop DeLuxe nasceu em 1972 da mente alucinadamente criativa de Bill Nelson, exímio guitarrista, excelente vocalista e exuberante compositor, quando, com o fracasso de sua carreira solo, decidiu convocar Robert Bryan (baixo/vocais) e Nicholas Chatterton-Drew (bateria/percussão) para formar uma banda onde todas as suas influências - de David Bowie (a mais explícita) a King Crimson, com providenciais pit-stops em Frank Zappa, Marc Bolan e Roxy Music - e sua requintada e bem humorada poesia pudessem ser colocadas a serviço de uma música sem limites estilísticos. Com esta formação lançam 'Axe Victim'(74), um belo e cru embrião do som ambicionado por Nelson e que começaria a ser formatado já a partir de seu segundo álbum, 'Futurama'(75), onde o line-up é radicalmente alterado com as entradas de Charles Tumahai (baixo/vocais) e Simon Fox (bateria/percussão). O álbum surte o efeito esperado, com "Maid In Heaven" (que riff!!!) e "Sister Seagull" tornando-se emblemáticas do estilo bebopdeluxeano.
No ano seguinte, lançam o que viria a ser considerada sua obra-prima: 'Sunburst Finish'. Aqui, Andrew Clarke (teclados) é definitivamente incorporado à troupe - já os acompanhava em shows -, trazendo uma discreta, porém importantíssima, contribuição para a sonoridade da banda e que permearia todo o álbum, de "Fair Exchange" a "Blazing Apostles", passando por joias como "Ships In The Night" - seu maior sucesso comercial -, "Crying To The Sky" e "Sleep That Burns" . Definitivamente, um crássico!
Incansáveis, ou quase, neste mesmo ano lançam 'Modern Music', outra grande obra onde, incrivelmente, conseguem manter o alto nível dos trabalhos anteriores com pancadas como "Orphans Of Babylon", "Kiss Of Light", "Modern Music" e "Dancing In The Moonlight". A rotina de exaustivas turnês continua e o resultado é o registro destas apresentações no magnífico 'Live! In The Air Age'(77) mas, já no ano seguinte, o cansaço se torna evidente com o lançamento de 'Drastic Plastic', um canto do cisne que, acenando em novas direções, muitas destas não assimiladas por alguns integrantes que demonstraram claramente sua insatisfação, como o punk e uma ainda embrionária new wave, não apresenta a inspiração dos trabalhos anteriores. Pouco depois, de surpresa, é anunciada a dissolução da banda.
Nelson ainda formaria com Clarke e seu irmão Ian Nelson (saxes) o Red Noise, de curtíssima duração e tendências ainda mais new wave/synthpop, porém retirando-se pouco depois e passando a trabalhar, principalmente, em trilhas sonoras.
Sou um aficionado de primeira hora mas acho que, devido à excelência e à contemporaneidade do trabalho, nunca é tarde a qualquer apaixonado por música conhecer a Be-Bop DeLuxe.
Não posso deixar passar em branco o magnífico trabalho gráfico de todos os seus álbuns pois foi assim que, ainda na época de 'Axe Victim', chamaram-me a atenção e chapei de imediato. Estou pensando até em fazer um poster com a capa de 'Sunburst Finish', uma das mais lindas que conheço.
Este post vai com uma dedicatória muito especial a toda a gallera do Lágrima Psicodélica, em especial ao Lemmy que, a um simples pedido meu, correu atrás do 'Futurama' e o disponibilizou e ao Fernando Torres por 'Live! In The Air Age'. Parceiros, desnecessário lembrar, mas a casa é de vocês.
O desprendimento no compartilhamento de cultura é o que nos torna cada vez mais fortes.
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