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terça-feira, 20 de outubro de 2009

TODOS JÁ POSTARAM MAS EU VOU POSTAR TAMBÉM PORQUE...


...EU GOSTO BAGARAI À BEÇA!!!!




Gallera, estou ralando muito e em várias frentes (não maldem, por favor!) e manter o G&B atualizado com as últimas novíssimas novidades mais recentes está sendo muito difícil, até mesmo porque o período de setembro a dezembro costuma ser extremamente prolífico em lançamentos. Mas como muitos de vocês vêm deixando recados preocupados nos comentários acerca da não postagem de alguns destes finos biscoitos, resolvi-me por fazer uma reparação desta imperdoável negligência -até porque em muitos dos casos, estou entre os mais entusiastas divulgadores de seus trabalhos- em uma só postagem.
Então, se você também é uma pessoa extremamente ocupada e ainda não havia conseguido alguns dos grandes lançamentos do período, esta é sua oportunidade.


Já nasceu cercado de expectativas -afinal, Andrew Stockdale resolveu reformular a banda e este novo trabalho tomou 3 longos anos de gestação- e não só não decepcionou como já tornou-se um clássico para mim; tudo que julgava ser insuperável em seu disco de estréia foi aprimorado neste petardo, em muito graças ao impressionante crescimento de Stockdale como intérprete, músico e compositor e à excelente escolha dos nomes de Ian Peres (baixo/teclados/vocais) e Dave Atkins (bateria/percussão) para formar uma cozinha sólida e criativa a um só tempo, ajudando a diluir com mais fluidez um leque de influências infinitamente superior ao apresentado em seu magnífico cartão de visitas de 2005. Irretocável de ponta a ponta. Mais um belo candidato a melhor do ano. Totalmente excelente demais à beça!



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Esta, e quem me conhece sabe bem disso, está entre minhas bandas prediletas desde aquele Nescafé & Blues Festival de 96. A carreira desta que é considerada a maior expressão, para muitos sinônimo, de jam band é uma das mais belas, honestas e respeitadas de todo o circuito. Não há um só músico no mundo que não vendesse a mãe (calma, Donanna, é só figura de retórica!) para tocar com Haynes, Abts & Co.. No entanto, não posso dizer que tenha me entusiasmado com esse novo trabalho visto que -embora infinitamente superior ao anterior, uma desinteressante brincadeira em clima reggae/dub- desceu-me com a nítida impressão de ser inferior a quaisquer dos demais trabalhos da banda. Mas esses caras estão com muuuiiito crédito na praça e não será um tropecinho ou outro que jogará seu nome no SPC. E sejamos francos: um disco meia-bomba desses caras é melhor que 90% do que rola no mercado.


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Sem dúvida, um projeto ambicioso este. Me parece que a intenção foi fazer um mosaico das influências da banda e dividí-lo em dois discos; no primeiro, a faceta mais rock e que todos conhecemos muito bem, e na sua sequência um trabalho mais voltado às raízes country/folk e rural blues, sempre presentes em seus trabalhos anteriores mas nunca nessa dose. O resultado soou irregular mas se tivesse que destacar o que melhor se saiu em seu propósito, apontaria o segundo, principalmente por conter composições mais bem resolvidas, algumas até bem difíceis de tirar da cabeça. Um mérito que seu disco de 2007 teve de sobra. No entanto, vale também o dito na resenha da Gov'tMule: é melhor que quase tudo que as majors lançam por aí.


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O disco de retorno deste verdadeiro ícone neo-hippie, e considerada por muitos herdeira natural da Grateful Dead, teve como principal propósito privilegiar o lado canção e o fez de maneira genial. E não poderia ser de outro modo já que, para uma banda que costumava lançar discos de estúdio com uma certa voracidade e ao vivo de maneira quase obsessiva, um hiato de 4 anos com certeza ajuda a acumular muito material, bastando escolher o melhor do farto menu. No entanto, parece que um só disco foi insuficiente para tantas pérolas e resolveram lançar 2 trabalhos com um espaço de, aproximadamente, 30 dias entre eles. O próximo, segundo apurei, está em vias de ser lançado e privilegia o lado mais experimental da banda. Espero disponibilizá-lo em breve por aqui.


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Mais um que vem confirmando todas as expectativas com sobras e uma vez mais com um belo exemplar de roquenrou na veia, agora incorporando alguns novos elementos mas com a cautela de quem sabe que não se deve mexer (demais!) em time que está ganhando. Um daqueles discos para degustar com o volume no talo e quicando pela sala. Precisa mais?


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Sim, mais uma volta por cima deste símbolo maior do southern rock festeiro e, muitas vezes, reacionário. Hoje, do line-up original, sobrou apenas Rossington (e Medlocke, se levarmos em consideração que pilotou as baquetas no primeiro disco e saindo em seguida para criar outro ícone do gênero, a Blackfoot), mas essa não é apenas uma banda, é uma verdadeira nação, uma instituição. Acho que pode-se afirmar que qualquer músico de quaisquer das inúmeras bandas do gênero seria capaz -em um momento de emergência, por exemplo- de assumir um posto e dar conta do recado com um mínimo de competência; afinal, o repertório da banda é um verdadeiro compêndio do southern, cátedra obrigatória em qualquer faculdade do estilo. E este último trabalho, aqui com alguns excelentes bônus, mantém o nível dos demais da banda.

domingo, 19 de novembro de 2006

JET


O rock, atualmente, está dividido, básicamente, em duas vertentes revisionistas: uma, representada por bandas como THE KILLERS, FRANZ FERDINAND, INTERPOL, KAISER CHIEFS, etc, que reciclam o clima new wave -ás vezes, até mesmo com aquele tecladinho irritante- dos anos 80 enquanto outra, em que enquadram-se bandas como WOLFMOTHER, LIVING THINGS, THE STROKES, KINGS OF LEON, ARCTIC MONKEYS(genial!!!), JET, THE RACONTEURS, MATCHBOX 20, HOOTIE & THE BLOWFISH,THE WALLFLOWERS entre outras, abraça as pancadas dos 60/70. Apesar de gostar muito de algumas das bandas citadas no primeiro grupo, principalmente THE KILLERS e FRANZ FERDINAND, a sonoridade setentista me é, e sempre será, muito mais atraente. Acho que já deixei isso bem claro em outros posts. Não sou radical a ponto de afirmar, como alguns, que os 80 foram uma 'década perdida'. Rolou muita coisa boa -THE POLICE, U2, THE SMITHS, BIG COUNTRY, NEW MODEL ARMY, TALKING HEADS, TEARS FOR FEARS, REM, THE WATERBOYS, DEPECHE MODE, ECHO & THE BUNNYMEN, THE CULT,...- sendo, inclusive, o período em que fui muito mais ativo como músico. Até porque foi extremamente musical e hedonista também. E alguma outra década teve o 'verão da lata'? A onda de uma determinada galera é que era estranha mesmo.
Mas é de uma das bandas do segundo grupo que vamos tratar neste post: JET, nome extraído de uma canção do WINGS, surgiu em Melbourne, Austrália, quando dois irmãos, Nick(vocal e guitarra) & Chris(bateria e vocal) Cester, criados ouvindo a discoteca de seu pai -que incluia The Who, The Kinks, Faces, T. Rex, Led Zeppelin, The Beatles, The Rolling Stones, etc, resolveram formar uma banda com Cameron Muncey(guitarra e vocal), um velho amigo de infância. Para o baixo recrutaram Mark Wilson e, banda formada, gravaram em 2003 um EP independente, 'DIRTY SWEET', que chamou a atenção da Elektra Records, devido ao fato de TODAS as cópias terem sido vendidas, que redistribuiu-o, ainda em 2003, para atestar o potencial da molecada. Neste mesmo ano, aprovados no teste, lançam o álbum 'GET BORN' que tornou-se um estouro mundial. Quem não 'odiou' 'Are You Gonna Be My Girl', 'Rollover DJ', 'Last Chance', 'Cold Hard Bitch', 'Look What You've Done'(essa, então...), porque não conseguia tirá-las da cabeça?
Espaço conquistado, vem a paúra do segundo álbum. Questões como: será que vão segurar a peteca? Seguir a mesma fórmula? Adicionar novos elementos sem descaracterizar aquele som cru, mas extremamente bem executado?
De minha parte só posso dizer que 'SHINE ON'-o tal segundo disco- é tão bom como seu antecessor. Estão lá as mesmas influências presentes no primeiro, nenhum elemento surpresa foi adicionado. Se existe alguma diferença com relação à estréia, é que o número de baladas dobrou mas isto em nada diminui a qualidade do álbum pois 'Eleanor'(Ray Davies assinaria embaixo) e 'Shine On' coabitam em perfeita harmonia com rocks de alta octanagem como 'Stand Up', 'Rip It Up'(minha predileta), 'Put Your Money Where Your Mouth Is'(1º single) e 'Holiday'. E a verdade é uma só: é apenas o bom e velho, mas cheio de vigor, 'roquenrou' de sempre.
E querem saber de uma coisa? Como é bom saber que ainda existem bandas que acham que rock também é para se dançar.