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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

RADIO MOSCOW-NEW BEGINNINGS (2017)


Ainda em fase de colocar esta birosca brenfoetílicomusical em ordem, trago o trabalho mais recente de uma das bandas prediletas da casa. E 'New Beginnings' é mais um belo exemplar do que a banda liderada por Parker Griggs tem de melhor: aquele bom e velho hard/heavy blues recheado de LSD. 
Pra ouvir no talo e fazendo muita fumaça!!!




Gostou e quer mais?! É só dar um rolê por aqui.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

RADIO MOSCOW-MAGICAL DIRT (2014) + '3 & 3 Quarters' (2012) + 'The Hearya Live Sessions' (2007/Demos)

Como já esperávamos, vazou (o lançamento oficial está previsto para 17.06) o novo trabalho da banda liderada pelo genial, e também um recluso de temperamento um tanto difícil, Parker Griggs. E como de hábito, além das fantásticas guitarras e vocais, Griggs encarregou-se de toda a produção e partes de bateria (ao vivo, as baquetas no momento estão a cargo de Paul Marrone), restando ao novo integrante, Anthony Meier, executar à perfeição as linhas de baixo imaginadas por seu líder, hoje um dos nomes mais conceituados da cena hard psych. Novidades? Em absoluto...até porque não há o que esperar da Radio Moscow nada muito além de um poderoso hard blues misturado a fortes doses de lisergia. E isto, além de muito longe de ser pouco, sobra em 'Magical Dirty', da abertura com com a virulenta 'Soul Alone' ao magistral encerramento com o blues de base acústica de 'Stinging'. A ser consumido sem moderação, mesmo considerando seu antecessor - 'The Great Escape Of Leslie Magnafuzz', de 3 anos atrás - um marco no gênero, de uma qualidade difícil de ser atingida.
Aproveitando a oportunidade, segue atualização da discografia com a inclusão de '3 & 3 Quarters', lançamento oportunista de 2012 apenas com material de baú registrado de forma precária por um Griggs ainda adolescente, em seu porão entre 2000 e 2004 e o registro de demos que, posteriormente, cederiam algumas faixas para os álbuns 'Radio Moscow' e 'Brain Cycles', de 2007 e 2009, respectivamente.
Se gostaram e quiserem mais, é só dar uma passada aqui e aqui.


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3 & 3 Quarters (2012)

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The Hearya Live Sessions (2007)




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VIDEOS


domingo, 15 de junho de 2014

RADIO MOSCOW / Re-postagem

Originalmente publicado em 19.05.2009.


Depois da Slipknot, mais uma banda de Iowa. Bem, na verdade, 'banda' talvez não seja o termo mais exato pois a Radio Moscow é, na essência, um duo formado pelo virtuose Parker Griggs (vocais/guitarras/bateria) e Zach Anderson (baixo/teclados) dedicado a transpor a sonoridade west coast psychblues dos 60/70 para jovens ouvidos mais acostumados a um peso sem dinâmica, reto. Agregue a isso um certo clima space rock e a excelência do resultado está garantida. Quando os conheci, à época do primeiro CD, só não os postei por aqui pois, praticamente todos os blogs gringos (e os brazucas mais antenados) que costumo frequentar já o haviam disponibilizado. Esperei pacientemente pelo lançamento de seu segundo trabalho e, voilá!, 'Brain Cycles' chegou esculachando. Os avanços em sua sonoridade são flagrantes, da crueza daquele autointitulado álbum de 2007 ao peso cheio de excelentes timbres (resultado de uma produção mais esmerada) de seu recém-lançado trabalho, agora com bem dosadas influências hendrixianas, esses moleques mostram que, apesar da longa estrada ainda a percorrer para encontrar seu próprio caminho, estão com tudo em cima. No meu entender, seria essencial, apesar de Griggs ser um baterista além do apenas esforçado, a definição de um especialista para a posição -ao vivo, utilizam Corey Berry- e assumir-se em definitivo como um power trio. Em resumo, ainda são uma incógnita, mas valem (e muito!) uma audição.




RADIO MOSCOW-THE GREAT ESCAPE OF LESLIE MAGNAFUZZ (2011) / Re-postagem

Originalmente publicado em 17.10.2011.


E as indicações ao Prêmio Rabo de Rabosa 2011 continuam -desta vez engrossada pelo novo CD da Radio Moscow, 'The Great Escape Of Leslie Magnafuzz'- e embolando de vez, tal qual o nosso emocionante Brasileirão, a disputa por tão cobiçada láurea. E com este trabalho, o power trio encabeçado pelo fantástico Parker Griggs demonstra um apetite voraz para não só abocanhá-lo como também criar talvez o primeiro clássico desta década que mal engatinha, com 12 petardos irretocáveis. Admirador confesso da banda desde bastante tempo, acompanho sua carreira com um interesse dispensado a pouquíssimos nomes da cena atual e posso dizer que impressiona a maturidade alcançada por esta molecada de Iowa em tão pouco tempo de estrada e apenas 3 álbuns na bagagem. E já não há como negar que à frente deste excelente resultado está um dos mais talentosos valores desta geração. Além de apresentar um arsenal de riffs como nunca antes, o multiinstrumentista (é, ainda continua responsável por toda a bateria em estúdio) Griggs evoluiu de uma forma estupenda em todas as suas inúmeras atribuições, incluindo solos memoráveis, convencendo até mesmo ao debulhar fraseados assombrosos impregnados de leslie, efeito comumente de resultados duvidosos em solos, e performances vocais impactantes; até mesmo seu desempenho nas baquetas, antes o calcanhar de Aquiles da banda em estúdio, está irrepreensível. E compondo como nunca, sempre mantendo o espírito psych/blues/garage sob pleno domínio e produção no no melhor estilo  porão chic, já marca registrada da banda.
Sem dúvida, a Radio Moscow tem em 'The Great Escape Of Leslie Magnafuzz' não somente seu melhor trabalho, mas também um divisor de águas.




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

PRÊMIOS G&B 2012


A cada ano a enfumaçada cerimônia de entrega dos prestigiosos e disputados a 'tapas' Prêmios G&B está sendo agendada para mais tarde. Claro que muito disto se deve à falta de tempo deste que vos escrevinha e também único responsável pela outorgação de tão cobiçada láurea, mas grande parte posso jogar na conta do enorme volume de lançamentos nestes tempos youtúbicos e soundcloudicos, quando basta gravar, abrir uma conta no site de vídeos que dominou o mundo e na nuvem de fumaça sonora do momento e esperar a sorte bater à sua porta e, quem sabe, chegar aos seus 15 segundos (sim, Wharol foi muito generoso) de fama. A coisa é tão grave que, já com 2013 cheio de lançamentos, ainda continuo com uma boa quantidade de CDs/DVDs de 2012 aguardando na fila. Mas o tempo urge e, dentre o que consegui ouvir do que foi lançado no prolífico -mas nem por isso notável qualitativamente- ano que passou, os itens a seguir foram os que mais proporcionaram a meus tímpanos momentos indescritíveis de prazer, exceção feita ao indesejável Prêmio Palhoça, tradicionalmente outorgado ao pior lançamento do período. Curioso destacar que, em comum com a enorme maioria dos agraciados, está o formato power trio. Será uma tendência?

Mas vamos a eles!


PRÊMIO RABO DE RAPOSA

StoneRider-Fountains Left To Wake

Este foi um álbum que demorou um tanto para ser assimilado mas à medida que o estranhamento na digestão dissipava-se, também transformava-se em um vício. Passei a escutá-lo na íntegra ou em partes todos os dias mas, insatisfeito com as versões que eram constantemente disponibilizadas na rede, continuava no encalço de um arquivo com uma sonoridade mais gorda. Sem sucesso, decidi promover alguns ajustes através do SF 10 na melhor versão que encontrei e é esta que disponibilizo por aqui.
Mas vamos ao que interessa: o porquê da escolha de 'Fountains Left To Wake', segundo trabalho desta banda de Atlanta, para lançamento do ano. A verdade é que conheço a StoneRider desde o lançamento de seu primeiro trabalho, 'Three Legs Of Trouble' de 2008, quando ainda um quarteto formado por Matt Tanner nos vocais e guitarras, Neil Warren nas guitarras, Champ Champagne no baixo e vocais e Jason Krutzky na bateria e percussão. Com a excelente repercussão da estreia, recheada de um hard rock clássico com tempero southern, furioso e competentíssimo, os shows se avolumaram e chegaram a abrir para nomes como Robin Trower e Uriah Heep, sempre com enorme sucesso de público e crítica. 
Seduzido pelo rock e a psicodelia de fins dos 60 e início dos 70, Tanner começou a voltar sua veia criativa a forjar pérolas impregnadas de patchouli, provocando a saída de Champagne, que não concordava com o novo rumo da banda. Na impossibilidade de conseguirem um novo baixista a tempo de cumprir o restante da extensa agenda, Warren foi improvisado e posteriormente efetivado nas 4 cordas. E a StoneRider transformou-se em trio, agora com todos os seus integrantes imbuidos do desejo de recriar as sonoridades quentes e soltas de um dos períodos mais férteis do rock, e 'Fountains Left To Wake' começou a ser moldado.
Concebido como um caleidoscópio do rock, 'Fountains...' em muito se assemelha em conceito, roteiro e sonoridade a um dos grandes clássicos do gênero, 'Exile On Main St.', dos mestres The Rolling Stones. Mas as comparações acabam aí pois o que menos se encontra por todo o álbum são menções estilísticas ao clássico quinteto liderado pela dupla Jagger-Richards. No entanto, ecos de Faces, Humble Pie, Free, Kinks e outros fortes representantes do período e pitadas de west coast psych estão fartamente distribuidos, mas sempre alimentados pela forte personalidade das composições de Tanner e mantendo a indelével veia southern/country comum a todos os integrantes, por todos os 16 petardos que fazem parte do track list do álbum. E de forma magistralmente despojada, completamente registrado ao vivo no estúdio e valendo-se de econômico uso de overdubs, criaram uma pequena jóia contemporânea do roquenrou. 


De brinde, anexei também o link para seu álbum de estreia, até mesmo para que os que porventura nada conheçam da banda, possam não só deliciar-se com 2 belos exemplares do gênero musical mais popular do mundo como também fazer uma comparação dos diferentes estilos explorados pela banda.


+

 Langfinger-Slow Rivers  
(G&B Custom Edition)

Mas não havia como deixar de premiar 'Slow Rivers' (até porque um disco que consegue detonar meus wooferes, torna-se automaticamente sério candidato), novo trabalho da sueca Langfinger, banda que já havia conquistado meus coração e mente há 2 anos, quando de seu surgimento ainda adolescentes com 'Skygrounds', chegando a ganhar o Prêmio Semente 2010. Nitidamente mais maduro, este novo trabalho é a mais perfeita mistura de passado, presente e futuro do rock. Amálgama perfeito de alt e hard rock em 13 faixas (no original, apenas 9), a Langfinger e seu 'Slow Rivers' tem forte cheiro de sucesso comercial e de crítica, o que elevaria a Suécia a um novo patamar no cenário rock, para além do círculo restrito de admiradores do rock nórdico, no qual me incluo. Da psicodélica abertura instrumental com 'Them Tales' à estupenda faixa-título, uma das 4 estranhamente ausentes da edição original e incluidas nesta versão customizada, os ainda moleques Victor Crusner, Kalle Lilja e Jesper Pihl mostram um dos bons caminhos para o futuro do rock. Pegue uma carona sem receio você também. E se gostar e quiser  mais da banda, dê uma esticada até aqui e conheça também seu primeiro trabalho.


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PRÊMIO SEMENTE

Não por acaso esta categoria ocupa posição tão destacada entre os Prêmios G&B. Afinal, é daqui que, contando também com alguma sorte, talvez presenciemos o nascimento de uma grande banda ou compositor ou músico ou, glória suprema!, tudo em uma só embalagem. Mas isto somente o tempo dirá. Aqui, na verdade, só aponto os caminhos que mais me fizeram ter esperanças em um futuro promissor frente a um cenário um tanto caótico pois ainda tentando entender como trabalhar as novas mídias e, assim, novos talentos se lançam a uma velocidade estonteante, como diria o poeta. Afinal, hoje qualquer quarto é um home studio em potencial com trocentos canais à disposição para overdubs variados com o 'taxímetro' congelado ao mesmo tempo em que os banheiros -já saturados de tantos números 1, 2 e...3 de seus moradores- voltam a ter o destaque de outrora nas gravações de vozes e guitarras recheadas de reverb. E mais ou menos desta forma são despejados digitalmente e/ou fisicamente dezenas de milhares de novos produtos, e grande parte de maneira totalmente independente. Mas o surgimento de pequenos selos, geralmente seguindo a cartilha da segmentação de seu conteúdo e geridos por sangue novo, já vislumbrando um belo horizonte, tem feito a festa de audiófilos sedentos de curiosidade. E foi exatamente daí que surgiram as principais promessas sonoras para um futuro muito breve, até porque todos foram também fortes candidatos ao prêmio principal. A começar pelo clima tanto mais sombrio quanto à beira da genialidade da Walking Papers para, em seguida, embriagar-se pelo abusado garage blues da John The Conqueror e quedar exausto frente ao classudo deep soul/funk da fantástica Hannah Williams & The Tastemakers, esta última uma certeira indicação de Findini, um dos mais assíduos e antigos  frequentadores da casa.
Querem saber mais e conhecerem os motivos de terem sido escolhidos? É só dar um rolê por...


Walking Papers-Walking Papers


John The Conqueror-John The Conqueror


Hannah Williams & The Tastemakers-A Hill Of Feathers


e
aqui

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PRÊMIO APERTADO MAS SÓ ACENDIDO AGORA

Kingston Wall

Esta banda finlandesa de psych/prog me foi aplicada na carótida por meu spacey junkie brodim Maddy Lee e transformou-se em amor à primeira orelhada. Considerada uma lenda em seu país e extremamente conceituada no gênero, a Kingston Wall foi dirigida por um gênio de nome Petri Walli, que conciliou como poucos as diversas influências que flutuavam caoticamente por sua mente para transformar o som de sua banda em algo único e marcante em pouco mais de 6 anos de vida e 3 álbuns oficiais, antes do suicídio de seu líder. Interessou-se e deseja saber mais, faça uma viagem interdimensional ao Plano Z e ore de joelhos em milhões de sementes de cannabis a seu Comandante-em-Chefe pela repostagem de sua discografia. Valerá muito a pena.


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PRÊMIO DA LATA

Outra categoria de enorme carga de responsabilidade, já que funciona como que a destacar material que correu por fora, muitas vezes e/ou por muito tempo à dianteira ou mesmo revezando-se nas primeiras posições do grid, vindo a perder por pentelhésimos de segundos. Dentre estas, uma das prediletaças desde muito tempo da casa, a Rival Sons de Jay Buchannan e seu magnífico 'Head Down', já vencedora em categorias diferentes em duas edições anteriores.
As novidades ficam por conta de duas bandas em situações muito diversas. De um lado, o power trio Mount Carmel confirmando ser uma aposta segura no blues rock por cortesia de belas influências de Free e Ten Years After em seu 'Real Women'. E por outro, uma banda que chamou a atenção na cena doom/hard/heavy desde seu surgimento com um álbum homônimo em 2004 mas que nunca me entusiasmou, sempre me soando um tanto amador, apesar das inegáveis qualidades de seu líder Magnus Pelander. Por ser uma voz destoante dos rasgados elogios da enorme maioria de resenhas abordando seus de fracos a medianos trabalhos iniciais, cheguei a temer sofrer uma espécie de bullying virtual. Mas o tempo provou que eu estava certo e, finalmente, após um belo pé na bunda de toda a banda - resultando em um hiato de 5 anos-, Pelander e seus novos companheiros de banda cunharam o melhor disco doom/metal que ouvi em 2012. Com produção impecável, 'Legend' é exatamente o que seu título alardeia a qualquer headbanger que se preze.


 Mount Carmel-Real Women


 Rival Sons-Head Down


Witchcraft-Legend


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PRÊMIO PALHOÇA

Radio Moscow-3 & 3 Quarters
Muitos certamente estranharão a presença da cultuada Radio Moscow, já vencedora em categoria muito mais honrosa no passado, mas na falta de um trabalho que eu tenha considerado realmente desabonador, um mico abissal, decidi-me por este desnecessário resgate do que a gravadora afirma ser uma espécie de lost album da banda. Mas não se trata de nada disso. Na verdade, '3 & 3 Quarters' nada mais é que um retalho de gravações feitas por Parker Griggs solitário em seu porão/estúdio em 2003, quando ainda um garoto curioso procurando por sua identidade musical, que só terá serventia para fãs mais ardorosos, seja pela baixa qualidade dos registros ou pela ingenuidade das composições. Mas se, ainda assim, você desejar conferir o material (e sinceramente recomendo que o faça), é só clicar aqui.

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PERSONALIDADES ENFUMAÇADAS

Desta vez esta premiação de caráter variado, podendo servir para destacar qualquer personagem ou iniciativa profundamente ligada à música como também para reconhecimentos por conjunto da obra ou até mesmo para homenagens póstumas. Coincidentemente, o tema deste ano acabou caindo em reuniões ou retornos. Assim sendo, como desconsiderar a importância do tardio lançamento em CD/DVD/BluRay do registro da reunião da Led Zeppelin em 10 de Outubro de 2007 para apenas 18.000 privilegiadas cabeças? Um registro emocionado e emocionante -pouquíssimo maquiado, apesar do temor de muitos fãs, entre os quais eu- por demonstrar que estes sexagenários, acrescidos de um legítimo herdeiro das baquetas da banda, ainda têm muito a oferecer. Esbanjando o indubitável talento e uma desenvoltura própria de garotos em início de carreira, Plant-Page-Jones-Bonham são ainda a salvação do rock. Aconselho a todos que adquiram este registro histórico no original mas sei que nem todos terão recursos; portanto, segue um link para o DVD.

  Led Zeppelin-Celebration Day  
(CD+DVD+BluRay)

Mas outra banda, embora sem um pedigree do porte de uma Led Zeppelin mas com seguidores ardorosos, resolveu retornar após longos 7 anos de separação. E assim, transbordando uma adrenalina que só a alegria do reencontro pode causar, a The Tea Party lançou um dos melhores discos ao vivo que ouvi nos últimos 10 anos, pelo menos. Registrado durante a Australian Reformation Tour 2012, Jeff Martin, Stuart Chatwood e Jeff Burrows demonstram uma coesão rara para tanto tempo de separação. Se desejarem conferir, basta uma passada para um chá gelado por aqui.

The Tea Party-Live From Australia
(CD+DVD+BluRay) 


E, claro, a saudade de Eddie e sua gang não poderia ficar de fora. Mesmo sem lançar um álbum brilhante, fizeram o mais difícil e sinal de bons agouros para os próximos anos: não deixaram dúvidas, com 'A Different Kind Of Truth', de que estávamos diante de um autêntico Van Halen. E isso é o bastante para colocá-los entre os destaques do ano. Duvidam? Então dêem uma passada por aqui e confiram.

Van Halen-A Different Kind Of Truth




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

PRÊMIOS G&B 2011

O ano de 2011 pode não ter sido tão pródigo em bons lançamentos como 2010 e, até mesmo, 2009; apesar disso, a qualidade de muitos dos trabalhos que vieram à tona é invejável. Muito sangue novo brotando, bandas confirmando tudo que delas esperávamos e pouca coisa realmente decepcionante -ainda bem!
O grande diferencial de 2011 foi a variedade, do hardão mais rasgado ao retorno com força de um muito bem repaginado rocksoul, tivemos também a sempre muito bem-vinda (neo)psicodelia e o blues entronizando seu nome mais forte desde SRV e, assim, ganhando uma visibilidade como há muito tempo não acontecia. A lamentar, apenas, a pouca expressividade dos lançamentos de prog, ao menos de grande parte que me chegou aos ouvidos. Em contrapartida, a enorme maioria das excelentes velhíssimas novidades pescadas por mim vieram desta vertente.
Sei que muitos não concordarão mas, apesar das manifestações de todos os fiéis (e de outros nem tanto)parceiros serem  fundamentais, os Prêmios G&B são absolutamente antidemocráticos. Em outras palavras, eu, o CEO desta humilde birosca, sou o único responsável pela outorgação de todas as premiações.


PRÊMIO RABO DE RAPOSA

Rival Sons - 'Pressure & Time'
Incontestável, apesar de nada fácil, a escolha de não apenas um mas dos dois trabalhos lançados em 2011 por estes angelenos emersos do cenário hard em 2009 com o promissor 'Before The Fire'. Mal começara o ano e, com um fantástico EP auto-intitulado, deixaram claro que, agora livres das amarras que comparações a "um novo Led Zeppelin" naturalmente criam, haviam já colocado uma de suas mãos na internacionalmente cobiçada comenda máxima do seu, do meu, do nosso G&B. Quando do lançamento, apenas poucos meses depois, de 'Pressure & Time'  -um vigoroso exercício de urgência visando não contaminar as  excelentes canções com preciosismos desnecessários- veio à tona, praticamente asseguraram o Prêmio Rabo de Raposa. Tratava-se apenas de uma questão de formalidade.

Rival Sons - 'Rival Sons' (EP)


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 PRÊMIO SEMENTE

The London Souls - 'The London Souls'
De New York chega a maior revelação do ano que passou. E não só por ter lançado um petardo irretocável mas, também, por apresentar um autêntico compêndio da música pop dos últimos 40 anos sem o didatismo pelo qual trabalhos desta natureza costumam se caracterizar. E tudo devido a dois fatores irrefutáveis: em primeiro lugar, ao formato power trio que adotaram, o que garantiu uma saudável crueza a todas as suas 13 faixas; em segundo, a veia autoral livre de amarras, incorporando até mesmo elementos indie, garantindo uma completa ausência de ranços saudosistas. Com este seu álbum de estreia, a The London Souls nos presenteou com um trabalho recheado de vigor e absolutamente viciante. Certamente, uma grande aposta para o futuro mas não está só pois...    

The Shoes - 'The Shoes'
...da Itália, mais precisamente de Taranto, surgiu mais um power trio, desta vez adotando uma estrutura autoral mais tradicional, claramente espelhando-se nos grandes ícones deste tipo de formação, de Cream a Experience, mas com um surpreendente conhecimento de causa e, ainda assim, exalando um frescor inebriante. Músicos irrepreensíveis sob a liderança do talentosíssimo guitarrista/vocalista/compositor Elio Di Menza, a The Shoes não deixa pedra sobre pedra. É rock de verdade como pouquíssimas bandas italianas, tradicionalmente mais afeitas a sinfonismos, um dia já ousaram criar. Mais uma auspiciosa estreia, aplicada direto em minhas veias por meu spacey broDim Maddy Lee via Plano Z.

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 PRÊMIO APERTADO MAS SÓ ACENDIDO AGORA


Blackfeather - 'At The Mountains Of Madness' (1971)
Indescritível! É o mínimo que posso dizer acerca do impacto que a descoberta desta obra-prima concebida há 40 anos me causou, a ponto de não conseguir pensar em outro para esta nova categoria dos Prêmios G&B, criada com o propósito de agraciar as velhíssimas novidades (não confundir com novíssimas velharias) garimpadas durante o período. Se desejarem saber mais, e ainda fazer o download, sobre esta jóia esquecida do hard prog, é só dar uma passada por aqui.

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PRÊMIO DA LATA

Radio Moscow - 'The Great Escape Of Leslie Magnafuzz'
 
Como os visitantes mais antigos já sabem, esta categoria dedica-se a premiar outros excelentes trabalhos lançados, ou descobertos, durante o ano. Trata-se de uma espécie de menção honrosa, nunca um prêmio de consolação, devo deixar bem claro, pois cada um destes poderia encabeçar as demais premiações. E quase todos aqui perderam no photochart.
É exatamente este o caso de nossa velha conhecida Radio Moscow e seu 'The Great Escape Of Leslie Magnafuzz', um trabalho maduro e magistralmente conduzido por Parker Griggs, um dos grandes talentos da novíssima geração de músicos dedicados a explorar com muita personalidade o universo hard psych. Gostou? Quer mais? Então é só dar uma viajada até aqui.
Mas não havia como ficar apenas nisso e...

Three Seasons - 'Life's Road'
...decidi adicionar outro trabalho que me impressionou bastante: a estreia da Three Seasons, banda de Sartez Faraj, ex-vocalista (e o menos dotado dos que por lá passaram) da cultuada banda sueca Siena Root e aqui acumulando também a função de guitarrista, que conheci no Hard & Heavy de meu aborígene predileto, Dagon, também conhecido por Arariboia Man. E é justamente aí o calcanhar de Aquiles deste trabalho pois -a despeito da proposta extremamente bem direcionada e a excelente veia autoral de seu líder (por sinal, também mandando muito bem no gogó)- a incorporação de um guitarrista de mais 'pegada' seria fundamental para as pretensões da banda no futuro. Já até me coloquei à disposição...

The Sheepdogs - 'Five Easy Pieces'
Mas ainda era pouco e a inclusão de outra banda descoberta em visitas ao meu manim Maddy Lee que, inexplicavelmente, não atualizou sua postagem com seu novo lançamento, o estupendo EP 'Five Easy Pieces', foi a escolha mais óbvia. Estou falando da canadense The Sheepdogs. Caaaalma, não se deixem enganar pelo rídiculo nome pois trata-se de uma das maiores apostas do país que tem aquela folhinha um tanto canábica na bandeira e até já gozam de muito prestígio junto ao seu vizinho mais abaixo, sendo escolhidos pelo público para uma das capas da Rolling Stone em 2011. Como insinuado no título, tratam-se de 5 singelos pedaços do melhor que o rock pode oferecer a quem realmente conhece o gênero e sabe que 90% do que rola por aí está muito longe de merecer este título. Se quiserem mais, implorem ajoelhados em 150 kg de gravetos canábicos por 2 horas ao interplanetário comandante-em-chefe do Plano Z pela repostagem de sua discografia.

Lightning - 'The Lost Album' (1969)
A certa altura, pensei: "Por que não incluir nesta porra de categoria mais uma das tais velhíssimas novidades que garimpei durante o período?". E a escolha recaiu em 'The Lost Album' da Lightning, não só porque ainda esteja muito recente em meu único neurônio mas, também, por ser um trabalho irretocável em suas 8 faixas distribuidas por pouco mais de 28 minutos. Se gostou e deseja conhecer mais da banda e sua interessantíssima trajetória, dê um rolê por aqui.

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PRÊMIO PALHOÇA

Superheavy - 'Superheavy'
Este é pule de dez!!! Provavelmente, no futuro, será conhecido como o pior disco de todos os tempos. Inexplicável o que levou a lenda Mick Jagger e o respeitado David Stewart a jogar seus nomes na lama ao convidar 2 inócuos e absolutamente desprovidos de talento (um deles espoliando o sacrossanto nome de Bob Marley) para um projeto fadado ao fracasso. Mas o pior -na verdade, imperdoável!- foi seduzirem Joss Stone, um dos maiores talentos da música pop nos últimos 20 anos, a embarcar nesta canoa furada.
Link??? Pra quê??? Fuja disso!
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PERSONALIDADE ENFUMAÇADA

Joe Bonamassa

Não havia como deixar de prestar esta homenagem ao genial e incansável guitarrista, cantor e compositor novaiorquino de 34 anos de idade e 20 de carreira que tornou-se o nome mais popular do blues na era pós-SRV. Como se não bastasse ter iniciado o ano com o lançamento de mais um álbum solo, o incensado 'Dust Bowl', Zé Boapizza ainda encontrou forças para mais um petardo da Black Country Communion, o único supergrupo realmente merecedor deste título nos últimos tempos, e, como se não bastasse, lançou um belíssimo disco dedicado a covers de soul/r&b em parceria com a veterana blueswoman Beth Hart. E o maluco ainda encontrou tempo para turnês!
Acredito que 2012 será o ano das tais merecidas férias que, muito provavelmente, serão aproveitadas...compondo, criando novos e irrepreensíveis riffs e licks, reestruturando sua banda e adquirindo mais algumas dezenas de guitarras, violões, amplificadores e pedais de efeitos à sua modesta coleção.
Se decidir fazê-lo em um confortável hostel à beira-mar, o Rio o receberá de braços abertos, Zé!