Em um dia qualquer de 1996 (lembro o ano pois na ocasião foi me adiantado que haviam acabado de lançar seu 2º CD), meu parceiro de desventuras musicais JR (aka Djeiar) levou para uma de nossas 'Terça É Dia de Rock' -evento brenfoetílicomusical quinzenal constituido por uma penca de viciados em música que, apesar do combinado revezamento na sede, na imensa maioria das vezes rolou no meu apê mesmo por uns 6 ou 7 anos- o 'Tempus Stetisse' (1994), primeiro CD da banda de um seu colega de trabalho que lhe presenteara com aquele exemplar, e fui agradavelmente surpreendido por um prog sinfônico -um estilo que costuma ser um tanto o quanto genérico demais- recheado de referências fusion que borbotava das caixas de som. Sinceramente, pouco ou quase nada naquele cenário da época me chamava atenção em nossa música e o esforço daqueles talentosos músicos -Zé Lima (guitarras/violões), Flávio Araújo (teclados/vocais), David (baixo) e Fred Paulo (bateria/percussão)- conseguiu o feito de dar-me esperanças de um futuro melhor. Tornou-se um disco com o qual criei uma bela empatia, a ponto de, ao adquirir meu primeiro gravador de CD em 99, este ter sido dos primeiros que copiei e continua na minha estante com artwork completo até hoje.
Apenas há alguns anos deparei-me em uma banquinha de saldos (um vício do qual não consigo me livrar) com um exemplar de seu segundo trabalho -o irregular 'Singularities'- já com alterações na formação com a entrada do experiente Claudio Cepeda, ex-companheiro de Zé Lima na Terraço (banda expoente do prog neoiguaçuano), no baixo.
E o meu contato com a banda terminou por aí pois procurava incessantemente por informações e nada surgia. Tudo levava a crer que, além de mim (e JR, claro!), ninguém mais conhecia a banda. E isto perdurou até alguns meses atrás quando resolvi fazer mais uma busca e o AllMusic (sempre ele!) acusou uma discografia com mais de 10 itens!!! É claro que não levei a sério tal informação e, de filtro em filtro, descobri que estes meus conterrâneos resolveram alterar o nome da banda para Anima Dominum e que haviam lançado apenas mais um (excelente, por sinal) álbum -agora com o fera Ricardo Lima em substituição a Araújo e seguindo um conceito baseado na obra 'O Nome Da Rosa' de Umberto Eco- chamado 'The Book Of Comedy', em 2002, e que gozariam de algum prestígio entre os seguidores do gênero. No meu entender, merecido.
E o meu contato com a banda terminou por aí pois procurava incessantemente por informações e nada surgia. Tudo levava a crer que, além de mim (e JR, claro!), ninguém mais conhecia a banda. E isto perdurou até alguns meses atrás quando resolvi fazer mais uma busca e o AllMusic (sempre ele!) acusou uma discografia com mais de 10 itens!!! É claro que não levei a sério tal informação e, de filtro em filtro, descobri que estes meus conterrâneos resolveram alterar o nome da banda para Anima Dominum e que haviam lançado apenas mais um (excelente, por sinal) álbum -agora com o fera Ricardo Lima em substituição a Araújo e seguindo um conceito baseado na obra 'O Nome Da Rosa' de Umberto Eco- chamado 'The Book Of Comedy', em 2002, e que gozariam de algum prestígio entre os seguidores do gênero. No meu entender, merecido.




