quinta-feira, 29 de novembro de 2007

FERNANDO VIDAL - "FUNK VAN"(2006) 2nd Repost

Originalmente postado em 16/08/2006.
Gallera, esse repost não estava nos meus planos mas como um novo visitante -Junior- implorou de joelhos no milho, estou abrindo uma exceção como forma de dar-lhe boas-vindas. O outro motivo é que o disco
É BOM PRA CARAAAAIIII, VÉÉÉIII!!!!


Bom, já que anteriormente postei um guitarrista 'gringo', vou partir agora pra um 'brazuca'. E escolhi justamente um dos guitarristas mais requisitados do país, já tendo colocado sua Strato e seu Cry-Baby a serviço de, por exemplo, Marina Lima, Ed Motta, Fernanda Abreu, etc: FERNANDO VIDAL. Seu 1º cd solo é extremamente bem executado, com músicos excelentes e com certeza gravado na base da camaradagem. É, em todos os sentidos, um disco de guitarrista mas com uma saudável diferença: apesar de ter estudado em Berklee, Vidal não tem os vícios estilísticos característicos dos músicos oriundos desta escola. Não espere ouvir neste cd o estilo de Satriani, Vai, Petrucci, Malmsteen e afins. Não me lembro de ter ouvido um hammer-on sequer em todo o cd! Aqui o que vale é o suingue, a musicalidade, o sentimento. E ainda tem uma homenagem muito bem humorada ao meu glorioso Botafogo, com seu hino tocado ao estilo "Star Spangled Banner" por Hendrix. Coloquem o som no 'talo' pois o cd é PHODA!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

TOMMY-With The London Symphony Orchestra (1972) Repost

Originalmente postado em 18/10/2006



Não há como imaginar que alguém, afirmando gostar de rock, desconheça a ópera-rock 'TOMMY'. 'TOMMY' é, efetivamente, um clássico do gênero. Em qualquer enciclopédia rock este adjetivo será usado para descrever este trabalho magistral escrito e idealizado por Pete Townshend, um dos gênios da música contemporânea e líder do The Who, que sempre alimentou a ambição de desenvolver um enredo utilizando o rock. Uma ópera-rock. É bem verdade que os Kinks já haviam feito algo muito próximo disto alguns anos antes mas Townshend, ao criar 'TOMMY', formatou em definitivo este gênero. Não vou aqui desenrolar a sinopse de 'TOMMY' e todas as suas metáforas, símbolo de um determinado momento na história do rock mas que, em nenhum instante, soa datada, seja como música ou como espelho dos anseios e temores da juventude -sempre ela a provocar as grandes mudanças da humanidade.
Bom, expus tudo isto não para postar aqui o álbum original com o The Who, nem tampouco a trilha sonora do filme (que assisti 3 vezes seguidas no dia de sua estréia), porque são muito fáceis de obter. O que estou disponibilizando é uma versão meio chatinha de encontrar -há mais de 10 anos vendi o meu vinil duplo importado, acondicionado em uma caixa luxuosíssima e recheado de um belo encarte, devido a uma oferta irrecusável- e executada pela The London Symphony Orchestra e ilustres convidados, entre eles o próprio Pete Townshend, John Entwistle, Roger Daltrey, Rod Stewart, Richard Harris, Steve Winwood, Ringo Starr, Maggie Bell, etc.
Este projeto veio à tona através de Lou Reizner, produtor americano muito respeitado à época, que resolveu materializar um sonho desde que tomou contato pela primeira vez com esta obra: transpô-la para um arranjo sinfônico e registrá-la em disco. Para isso contou com David Meashan, renomado maestro, que topou de pronto a empreitada pois sempre se disse grande admirador de 'TOMMY'.
Baixem e deliciem-se com mais esta versão de uma obra-prima que atravessa gerações. E, de lambuja, acrescentei todo o belíssimo encarte ripado em altíssima definição.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

AL DI MEOLA (Repost)

Originalmente postado em 26/10/2006
Esse moço aí está entre meus favoritaços na guitarra fusion. Tem estilo, técnica, pegada, bom gosto e ainda compõe muuuuuiiiito. Hoje, alterou seu estilo e está meio chatinho. Selecionei só a sua primeira e excelente fase.
Divirtam-se!


Desde que me entendo por gente sou um grande admirador da música latina e da sua 'miscigenação' com outros estilos musicais. Quando ouvi "Evil Ways" do Santana, ainda em '69, pirei!!! Até hoje, Carlos Santana é uma das minhas maiores referências como guitarrista.
Desde então, a curiosidade me fez revirar as lojas de discos atrás de novidades nesta fusão e, em '77, conversando com o Pedro da Modern Sound, foi-me recomendado conhecer um guitarrista muito novo, apesar de já bem rodado no jazz, que estava lançando seu 2º LP, 'Elegant Gypsy'. Seu nome: AL DI MEOLA, apesar do nome latino, é natural de New Jersey e, prodígio recém saído da Berklee, foi um dos membros fundadores do Return To Forever, banda que divide com Weather Report, Mahavishnu Orchestra, nosso Azymuth e Dixie Dregs -estes dois últimos por minha conta- o título de melhor banda fusion de todos os tempos.
Levei a bolacha para casa e, já no primeiro tema, "Flight Over Rio", caí de quatro. Quando chegou em "Mediterranean Sundance" (hoje, talvez, seu tema mais conhecido) já não havia mais salvação para mim. Estava viciado. Voltei à MS pouco tempo depois e adquiri seu 1º LP, 'Land Of The Midnight Sun', e não parei mais. O cara lançava discos, eu arrematava: 'Casino' (sua obra-prima), 'Splendido Hotel', 'Electric Rendez-vous', 'Scenario', 'Tour De Force-Live' e os discos em trio com John McLaughlin e Paco De Lucia. Parei por aí porque, infelizmente, aquele som furioso e lírico a um mesmo tempo, deste que é conhecido como 'rei da palhetada alternada', mudou completamente de rumo e passou a percorrer os terrenos perigosos da new age, gênero com o qual não simpatizo -quer me deixar de mau-humor é só colocar Enya no cd player- trocando, inclusive, a linda sonoridade de sua Gibson Les Paul por uma Roland Midi.
Confiram, então, o latin jazz fusion de Al Di Meola em sua melhor forma e sempre muito bem acompanhado: CHICK COREA, JAN HAMMER, JACO PASTORIOUS, STEVE GADD (MOOOONSTRO!!!!), ANTHONY JACKSON, LENNY PICKETT, PHILLIPE SAISSE, AYRTO MOREIRA, MINGO, LENNY WHITE, ALEX ACUÑA, PACO DE LUCIA, etc, etc, etc...
Para quem ainda não se convenceu com esse release, comece baixando 'Elegant Gypsy' e 'Casino' e, com certeza, partilharemos o mesmo vício. E deste não há reabilitação.

DIA DO MÚSICO

Cliquem na imagem e vocês terão uma pequena surpresa.


Uma singela e sacana homenagem a este profissional tão mal pago que me fez até desistir de continuar no ramo. Mas o meu amor pela música é eterno.

domingo, 18 de novembro de 2007

COLUNA ANTI-SOCIAL V


O Rio de Janeiro -tendo como epicentro a Vila de Noel, QG do Gravetos & Berlotas- tremeu com mais um encontro de três dos mais renomados bloggers musicais da grande rede. O evento aconteceu nesta quinta-feira, 15/11, e foi uma oportunidade única de constatar que a cada dia vivenciamos diversos milagres, não aqueles de caráter religioso mas, sim, os que congraçam a vida, a beleza de estarmos, simplesmente, vivos e gostarmos disso. Se não, como explicar que três personalidades tão díspares encontrem assunto por aproximadamente 14 horas de muita música, manguaça e fumaça? Falou-se muito, viu-se e ouviu-se muita coisa e a impressão é que ainda deixamos muito a ser dito, visto e ouvido.
Com o início dos trabalhos marcado para a partir de 12h de um dia de temperatura amena e com chuva esparsa, começou com a pontualidade britânica de Marcello a.k.a. Maddy Lee que já mandou bem com a oferta de alguns potes de deliciosos cubinhos de Chica-Bon -devidamente preservados para o inevitável momento da larica- e com alguns sons em mp3 nunca dantes navegados por esse humilde escriba. Impossível lembrar do nome de qualquer das bandas mas uma totalmente instrumental que passeava entre a surf music e o post rock me chamou demais a atenção. Deixo para o dj convidado as honras desta informação aqui pelos comentários.
Por volta de 14h, chega o momento da entrada triunfal de Ser da Noite montado em sua Harley-Davidson Night Train 'zero bala' e trazendo na bagagem uma caixa de suco de cevada já em ponto de bala -pois acondicionadas durante o percurso em uma providencial mochila que, de tão surrada, condensou uma densa camada de sebo que a fez adquirir propriedades térmicas- para reforçar o estoque. Estão pensando o quê? Aqui é todo mundo macaco velho!!! A esta altura a Primeira-Dama do G&B e nosso Headbanger-Mirim já eram amigos de infância de Maddy Lee. E dá-lhe dvd, fumaça, cd, cerveja, papo, dvd, mais fumaça, mais cd, batida de coco, mais cerveja e muuuuiiiita esbórnia!!!
Conforme prometido, resolvi disponibilizar para a gallera -para desespero dos que já convivem diariamente comigo- alguns poucos trabalhos que tenho registrados de meus quase 15 anos como músico e outros tantos já em fase solo gravados no G&B Home Studio e, para minha surpresa, não só foram aprovados como vários tiveram que ser bisados e outros até trisados. O ego foi bem massageado com a gentileza dos elogios, que me pareceram sinceros.
Em determinado momento, para delírio dos presentes, aportou à mesa um generoso sanduichão daqueles típicos de festa confeccionado com muito amor pela Primeira-Dama -costumo chamá-lo de 'sanduichão americano'- seguido dos já citados deliciosos cubinhos de Chica-Bon. Com a larica aplacada foi dado o sinal verde para que tudo recomeçasse. E assim fomos....até quase 2h da madruga!!!!
Uma vez mais, lamentamos a ausência de Miguelito, El Gran Bosta que, desta vez por motivo plenamente justificável, cada dia aprimora o que sabe fazer de melhor: DEIXAR FURO!
Já estou com saudade deste dia tão prazeroso pois simples e dividido com algumas das pessoas que eu e minha família mais gostamos de conhecer durante todo este ano. De minha parte posso dizer que em um período tão curto conheci alguns de meus melhores amigos de infância.
Só temos a agradecê-los por este belo dia, parceiros!

À demande!

sábado, 17 de novembro de 2007

THE GREATEST SHOW ON EARTH(1970) Repost

Originalmente postado em 22/10/2006


O THE GREATEST SHOW ON EARTH foi formado em '68 pelos irmãos Garth (guitarras, vocais) e Norman Watt-Roy (baixo, vocais), Colin Horton-Jennings (vocais, guitarra, flautas, percussão), Mike Deacon (teclados), Dick Hanson, Ian Aitcheson & Tex Philpotts (metais) e Ron Prudence (bateria, percussão) abocanhando uma fatia, devido à mistura de elementos de r&b, soul, jazz, folk, latin e prog-rock, de fãs de bandas como Traffic, Blood, Sweat & Tears, Chicago, Ides Of March, Blues Image, Steely Dan, etc.
Infelizmente, apesar de cultuados, lançaram apenas 2 álbuns -'Horizons' e 'The Going's Easy'- em um mesmo ano, 1970, e debandaram para outros projetos - Garth Watt-Roy, por exemplo, formou o The Marmelades ("Reflections Of My Life" e "Rainbow", lembram?).
Na verdade o destino foi cruel com a banda pois, apenas 2 anos após o seu desmembramento, a canção 'Magic Woman Touch' -de 'The Going's Easy'- foi regravada por The Hollies, com arranjos instrumentais e vocais idênticos ao original, e tornou-se um grande sucesso.
Não há como determinar se há um álbum superior ao outro pois, além de terem sido gravados com um intervalo de meses -o que lhes dá a característica de soarem como uma peça única e indissociável- ambos são belos exemplares de competência e amor à música.



domingo, 11 de novembro de 2007

COLUNA ANTI-SOCIAL IV

Uma vez mais o Rio de Janeiro foi palco dos já tradicionais tours sócioecológicos organizados pelo meu, o seu, o nosso Gravetos & Berlotas. E uma vez mais os participantes deste importante estudo foram, além deste escriba, Ser da Noite e Maddy Lee a.k.a. Marcello (ou será ao contrário?). E uma vez mais o mala supremo da grande rede -Sr. Miguelito, El Gran Féladamãe- não pode comparecer. Segundo fontes secretíssimas ligadas à NASA, CIA e Agnus Dei, ele está profundamente envolvido na criação de uma nova técnica sexual que irá revolucionar os dogmas estabelecidos para essa atividade tão importante para a raça humana. Segundo ainda esses informantes, seria uma mistura de pilates com o tantra yoga (Ó ou Ô, você decide!) e já teria sido batizado com o apropriadíssimo nome de Sexo Pilântrico. Bom, como tantas mentes geniais, Miguelito é um tanto excêntrico e tudo leva a crer que esteja experimentando o método em si mesmo e talvez isso explique a sua voz agoniada ao telefone nas duas tentativas que fiz de persuadi-lo a nos encontrar. Mas vamos ao que interessa: o evento.
Desta vez o local escolhido foi um trecho da Floresta da Tijuca conhecido como Baixo Tijuca. Depois de uma breve visita à Scheherazade, conhecida loja de cds da área, e passarmos por diversas agruras devido à dificuldade de acesso, conseguimos chegar ao nosso destino a salvo. Logo ao chegarmos -por volta de 17:48 h- fomos muito bem recebidos pelo centro de pesquisas avançadas denominado Buxixo com generosas quantidades de chopp Brahma geladíssimo. Em uma primeira avaliação, o local alvo do estudo apresentava apenas alguns turistas e poucos exemplares da fauna nativa -em sua maioria, machos. Como o nosso interesse não era por esse espécime repulsivo, aproveitamos para atualizar nossos diários de bordo e assistir à derrota da Seleção Brasileira 'sub-alguma coisa' para o Uruguai. No entanto, por volta de 19:32 h, nossos alvos de pesquisa começaram, mesmo que timidamente, a dar os ares de sua graça e...que grata surpresa: pudemos constatar que um de seus espécimes mais tradicionais, e antes considerados em vias de extinção, não só continuam a habitar aquele trecho como se reproduzem em proporção geométrica. São os patricium tijucanus -vulgarmente conhecidas como 'patricinha tijucana'- e a explicação para essa recuperação, segundo pudemos concluir, deve-se à alta concentração de shopping centers no local.
Passamos horas observando tão maravilhosos quanto exóticos espécimes e cujas principais características exponho a seguir: 1. pertencem ao grupo dos marsupiais e em suas bolsas carregam desde enormes quantidades de cosméticos a celulares de última geração. Eventualmente, até as usam para acomodar seus filhotes; 2. são, em sua grande maioria, belíssimas e com corpos esculpidos em enormes centros de suor denominados academias de ginástica; 3. só andam em grupos de, pelo menos, quatro exemplares; 4. o uso de shorts apertadíssimos e de dimensões quase imperceptíveis a olho nu é predominante; 5. a quantidade de adornos -brincos, colares e penduricalhos diversos- chega a ofuscar a visão, obrigando o uso de lentes especiais por parte dos observadores; 6. o cérebro nos pareceu ser de tamanho normal mas a capacidade de armazenanto de dados realmente relevantes ainda é incipiente; 7. sua bebida alcoólica predileta é um líquido insosso e espumante derivado do chopp escuro denominado Brahma Black e, por último, 8. o agrupamento deste espécime em um mesmo local costuma gerar um barulho ensurdecedor, muitos decibéis acima do tolerável pelo ouvido humano.
Infelizmente, não pudemos fazer um registro fotográfico desta rica fauna local pois a simples aparição de uma máquina fotográfica digital desencadeou um tal ambiente de caos -adoram ser fotografadas- que o equipamento acabou por espatifar-se no chão. Sorry, periferia.

À demande!

BLOODLINE(1994) Repost

Originalmente postado em 08/09/2006


Essa é uma preciosidade para quem, como eu, admira o trabalho de Joe Bonamassa. Para quem ainda não o conhece, vale a pena saber um pouco da história do cara, pois é muito interessante: Joe começou a tocar muito cedo pois seu pai era revendedor de guitarras e, segundo o próprio, "guitarras eram como cadeiras e mesas, tinham várias por toda a casa"- que sorte do moleque!!!!. Aos 12 anos, B.B. King foi apresentar-se em sua cidade e, como a prodigiosidade de Joe já era muito conhecida, foi convocado pelos organizadores a abrir o show do mestre. De seu camarim, B.B. King ouviu o som que vinha do palco e decidiu conferir quem estava tocando, tendo a grata surpresa de ver um moleque menor que seu próprio instrumento 'estraçalhando' no blues. Naquela noite ainda fizeram uma jam ao final do set do 'rei'. Após um batismo de fogo como este, sua carreira não parou mais. Em 1993, aos 14 ANOS!!!!, Smokin' Joe foi procurado por Barry Oakley Jr (baixo, filho do lendário baixista do The Allman Bros.) para formar uma banda com Waylon Krieger (vocal, filho de Robbie Krieger-The Doors) e Erin Davis (bateria, filho de Miles Davis) à qual, muito a propósito, deram o nome de BLOODLINE (algo como 'linhagem sanguínea'). E é justamente este único cd, lançado em 94, que disponibilizo aqui. É impressionante o que este bando de adolescentes talentosos conseguiu fazer. O disco é hard rock, com todos os dedos dos pés fincados no blues, extremamente bem executado e com composições e arranjos de gente grande. Pena ter durado tão pouco, deixando um tremendo gosto de que muito sangue ainda podia correr por aquelas nobres veias. Mas, aí, começa uma outra história.
Ah 1...e ainda por cima um dos produtores, embora não creditado, se chama WARREN HAYNES (The Allman Bros, Gov't Mule), simplesmente um dos melhores slide guitars da atualidade.
Ah 2...ele também dá umas canjas no disco.
Ouçam
MUUUUIIIIIIITO ALTO !!!!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

APERTADO & PILADO by G&B II: RARE EARTH (Repost)

Originalmente postado em 03/09/2006.
Esse repost vai dedicado ao parceiraço Ser da Noite.



Esta é mais uma das bandas favoritas da casa. O RARE EARTH -originalmente The Sunliners, uma banda de baile do início dos anos 60- foi uma das raras bandas formadas exclusivamente por brancos a ser contratada pela Motown. E, sem dúvida, foi a maior delas. Do fim dos anos '60 a meados dos '70 fizeram um sucesso estrondoso chegando, inclusive, a ser co-proprietários de um selo -Rare Earth Records- com a Motown, para agregar bandas que fugiam ao formato soul tradicional que era a marca registrada desta gravadora. Como Sunliners chegaram a figurar no Guinness como a banda de baile com o maior repertório que se tem notícia: mais de 5000 músicas(!!!). Mas isto foi antes de atingirem o estrelato.
Tudo começou quando Gil Bridges (sax/vocal) e Pete Rivera (o melhor vocalista-baterista da história da música) formaram, em Detroit, o The Sunliners. Após ralar por 7 anos em shows em pequenos clubes locais e serem considerados a melhor banda cover de motor city, fizeram alterações no line-up -a formação clássica inclui ainda Ray Monette (guitarra/vocais), John Persh (baixo/trombone/vocais), Mark Olson (teclados) e Eddie Guzman (percussão)- e mudaram o nome para RARE EARTH. Após um single e um álbum sem sucesso para a Verve, são indicados por Dennis Coffey a Berry Gordy, big boss da Motown e, em 1969, lançam seu primeiro single. No entanto, somente com o seguinte, um cover de 'Get Ready', originalmente gravada por The Temptations, estouram mundialmente. A partir de então, foram sucessos atrás de sucessos: '(I Know) I'm Losing You', 'What'd I Say', 'Born To Wander', 'I Just Want To Celebrate', 'Hey Big Brother', 'Ma', 'Good Time Sally', 'Warm Ride', etc. Grande parte produzido pelo, para mim, melhor produtor de black music de todos os tempos: Norman Whitfield. O RARE EARTH, graças a esta associação com Whitfield, tornou-se o maior expoente do psychedelic soul, estilo que conjugava a soul music e o funky com o rock psicodélico em faixas longas, climáticas e recheadas de groove pesado. O álbum 'Ma' é uma verdadeira obra-prima do gênero e, havendo interesse, o disponibilizo na íntegra.
Para quem já os conhece, aproveite e baixe esta coletânea tripla com mais de 60 faixas ordenadas cronologicamente, made by G&B, pois encontrar qualquer coisa de RARE EARTH na rede que fuja do óbvio é dificílimo. E, para quem ainda não os conhece, faça um favor a si mesmo: não perca essa oportunidade pois, ainda hoje, o som deles é extremamente atual.
De bônus, incluí o 'In Concert', mais conhecido como o 'disco da mochila' que, assim como o 'Ma', poderia fácil, fácil figurar entre os "CRÁSSICOS" do G&B.
Divirtam-se e Get Ready !!!


terça-feira, 6 de novembro de 2007

APERTADO & PILADO by G&B I: BLACKFOOT (Repost)

Originalmente postado em 26/08/2006
Mais um da sessão 'Atendendo a Pedidos Desesperados' transmitido ao G&B por um valoroso voluntário do CVV.



Esta banda conheci há uns 6 anos por intermédio de um amigo especialista em southern rock -salve, Galvão!!!. A partir de então cacei tudo o que pude sobre a banda na grande rede e montei esta coletânea com 3 CDs ordenados cronológicamente. É maravilhosa a homenagem que Rickey, já em seu primeiro álbum, Blackfoot(75), presta tributo ao pai ao gravar uma composição sua, "Railroad Man". A versão da banda abre o álbum enquanto que a original, cantada por seu próprio pai em uma ancestral gravação caseira, encarrega-se de fechá-lo. Aqui, optei por mixar as duas versões em uma mesma faixa e o resultado ficou bem bacana.
Vamos, então, a um pouco da história da Blackfoot:
Tudo começou em Jacksonville, 1969, quando duas bandas, Fresh Garbage e Tangerine, fundiram-se para formar a Hammer, de curtíssima duração. Rickey Medlocke, cujo pai era músico/compositor de country/blues, foi convidado a tocar bateria (!!!) no, ainda iniciante, Lynyrd Skynyrd -participou das lendárias e seminais sessões de Muscle Shoals e ficou na banda por 2 anos. Em 72, saiu para formar a Blackfoot, já como frontman, assumindo os vocais e a principal guitarra, com os amigos de infância Jackson Spires, Charles Hargret e Lenny Stadler. Após um ano tocando por toda Carolina do Norte, com Greg T. Walker em substituição a Stadler, decidem mudar-se para New Jersey em busca de melhores oportunidades. Gravaram seu primeiro disco em 1975 e, até 1978, conseguiram um sucesso apenas regional. Somente em 1979, com o álbum ‘Strikes’, tornaram-se de fato uma banda de sucesso. Mesmo assim, em 1984, divergências internas levaram à dissolução da banda; contudo, Rickey, confiante de seu potencial, comprou o nome Blackfoot e, a partir de então, a banda manteve-se com diversos line-ups mas sempre sob as rédeas de Rickey. Somente em 1994 voltaram a gravar, agora com Stet Howland, ex-WASP, na bateria, Mark Worpel na guitarra e Tim Stunsom no baixo. Já em 1996, Rick altera novamente o line-up convocando John Howsley para a segunda guitarra e Bryce Barnes para o baixo. Com essa formação gravaram mais dois álbuns e excursionaram incessantemente. Atualmente, a Blackfoot está de molho e Rickey Medlocke -o mundo dá muitas voltas, né mesmo?- é um dos guitarristas da Lynyrd Skynyrd.

"Rick é um dos melhores guitarristas/cantores/compositores/bateristas com quem já tive a honra de tocar. Eu o amo como a um irmão, além de ser um dos melhores amigos que sequer sonhei um dia ter. Então, eu acho que saio ganhando, pois vocês só poderão ouví-lo."
Gary Rossington (Lynyrd Skynyrd)