sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

VAI UNZINHO AÊ?!

E já que o mundo, embora um tanto maltratado, continua girando, segue os votos do Papai Noel Doidão de muita fumaça, goró e roquenrou neste Natal.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

VOCÊ SABE QUE O FIM DOS TEMPOS ESTÁ PRÓXIMO QUANDO...




É...diante de evidência tão forte... 
Nos vemos por aí...ou não?

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

MADURA + BANGOR FLYING CIRCUS

Não se pode falar do psych-jazz rock da Madura sem antes passar pela Bangor Flying Circus. Na verdade, pode-se afirmar claramente uma ser extensão da outra, não só porque David 'Hawk' Wolinski (teclados/baixo/vocais) e Alan DeCarlo (guitarras/vocais), antes de 'amadurecerem' cerraram fileiras, com o baterista Michael Tegza, na BFC, mas, também pelas semelhanças no som. 
E foi com esta formação que registraram em 1969 o auto-produzido filho único da Bangor Flying Circus, um caótico caleidoscópio recheado de lisergia e liberdade musical. Com a saída de Tegza para aliar-se à Lovecraft, uma das franquias da H.P. Lovecraft, e o posterior apadrinhamento do mestre do jazz rock James William Guercio, que ainda lhes trouxe a reboque um contrato com a Columbia, levar adiante a proposta da BFC, agora com chances de uma produção à altura, acarretaria algumas questões mercadológicas e a troca do nome para Madura surgiu naturalmente, derivado ainda do misticismo liségico de finais da década anterior.
Esta parceria, contando agora com Ross Salomone nas baquetas, gerou dois belos álbuns -o primeiro, 'Madura' (71), audaciosamente duplo e cru, como se fora um novo trabalho da BFC- e conseguiram algum destaque quando do laçamento de 'Madura II' em 1973, ainda mais audacioso e recheado de participações da nata do gênero, entre os quais integrantes de Chicago e Blood, Sweat & Tears e orquestrações de Jimmie Haskell, aproveitando-se do relativo sucesso de 'Free From The Devil', graças à exposição desta música no blaxploitation 'Electra Glide In Blue', dirigido pelo próprio Guercio.
Infelizmente, o mercado não absorveu muito bem mais uma banda com sonoridade jazzy e a Madura sofreu o mesmo fim de tantas outras do período. Todos seus integrantes tornaram-se posteriormente session men muito requisitados, com Wolinski sendo um dos líderes da Rufus a partir de meados dos seventies.



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VIDEOS

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

NÓÓÓSSINHOOORA...


SUZI QUATRO
Muita covardia foi cometida em seu nome!






segunda-feira, 10 de dezembro de 2012





TOO DAMN HOT WEATHER
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TOO COLD COMMENTS

=
PAUSE FOR A REST!


SEE YA NEXT WEEK!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

DIRTY LOOPS

Não se deixem enganar por estes rostos imberbes embalados em figurinos de gosto duvidoso e poses um tanto o quanto suspeitas. Não, a Dirty Loops não é mais uma boy band a infestar um mercado que insiste em seguir apenas em uma direção (sorry...não resisti a um 'trocadalho do carilho'), mas um trio sueco formado por jovens e requisitadíssimos session men que resolveram unir forças para injetar na música pop um pouco de qualidade e neurônios, ingredientes que o gênero há muito vem perdendo em doses cavalares.
E para lançar-se no mercado, Jonah Nilsson (vocais/teclados/arranjos), Henrik Linden (baixo) e Aaron Mellergårdh (bateria/percussão), todos egressos do Real Conservatório de Música de Estocolmo, optaram por desconstruir algumas das besteiradas que a indústria musical despejou no mercado nos últimos anos, exceção apenas para a deliciosa 'Rolling In The Deep', e disponibilizá-los em vídeo. E o resultado foi surpreendente, transformando-os em um viral que tomou de assalto a Grande Rede.


Neste momento,  encontram-se em estúdio gravando seu primeiro álbum que, apesar da excelência das 'brincadeiras' com faixas como 'Babe', 'Circus' e a já citada 'Rolling In The Deep', é uma grande incógnita. Afinal, como será a qualidade de seu material autoral? O timbre vocal e a interpretação de Jonah soam um tanto enjoadinhos em alguns momentos e o uso de timbres de teclados ridículos como os destes vídeos é inadmissível para o pop fusion classudo proposto pela banda. Como superarão isto? E o guarda-roupa? Continuará o mesmo? Aguardemos as cenas do próximo capítulo. Enquanto isto, divirtam-se com os vídeos abaixo.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

THE TEA PARTY / Atualização

Conforme previsto, o retorno da The Tea Party, após longos 8 anos do lançamento de 'Seven Circles', já rendeu frutos. E o primeiro a ser colhido é este magistral registro ao vivo de uma série de apresentações em Perth, parte do braço australiano da turnê de retorno, país com forte base de fãs da banda. Na minha opinião, um dos melhores alive que já ouvi nestes mais de meio século dedicados à música, seja pelo exuberante desempenho de todos os integrantes do núcleo-base e convidados, pela seleção criteriosa do repertório (que contou com a ajuda dos fãs) ou apenas pela excelente qualidade do áudio, que captou de forma perfeita não só todos os timbres e matizes da banda como também a participação entusiasmada e flagrantemente emocionada da audiência.
Com este CD duplo, Martin, Chatwood & Burrows provaram a seus admiradores e a si mesmos que nunca deveriam ter se separado, que talvez nada que umas curtas mas merecidas férias não resolvessem. Na verdade, a banda já declarou que este retorno é em definitivo e que um álbum de inéditas está no forno e previsto para o primeiro semestre de 2013.....para noooooooosssaaaaa alegriiiiiiaaaaa!!!
Estou tentando conseguir o DVD deste álbum em duas frentes: via download e por um amigo que costuma ter acesso a preços acessíveis deste tipo de material e, tão logo o tenha, disponibilizarei para os parceiros.
Valeu demais, Spacey BroDim!


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Publicado em 16.07.2012

Por diversas vezes, a pauta de uma postagem aqui no seu, no meu, no nosso G&B foi fortemente influenciada por uma outra de um blog parceiro (ou não). No caso da canadense The Tea Party, o ponto de partida deu-se quando de meu encantamento por uma banda, a finlandesa Kingston Wall, certeiramente disponibilizada por meu spacey cowboy lil' brother Maddy Lee em seu PlanoZ. Logo à primeira orelhada, uma imediata conexão, proporcionada pelo seu mix de hard, blues, folk, ragga, prog e muita psicodelia, se fez com uma banda que meus combalidos neurônios demoraram um bom tempo para identificar. E daí para o tesão de disponibilizar a discog da banda formada em 1990 pelo ensandecido e genial -aos 11 já encarava os palcos em longas jams com músicos profissionais da cena de Windsor, sudeste de Ontario- Jeff Martin (vocais/guitarras/violões de 6 e 12 cordas/bajo/mandolin/cítara e mais uma dezena de inusitados instrumentos de cordas e percussão) e seus fiéis escudeiros Stuart Chatwood (baixo/teclados/harmonium/tambura/cello/lap steel e percussão) e Jeff Burrows (bateria e percussão), foi rápido como se furta.
Minha iniciação no universo muito particular da The Tea Party (sem nenhuma conexão com o notório movimento ultra-conservador norte-americano e com o qual tiveram alguns entreveros de domínio) deu-se através dos bolachões 'Splendor Solis' (1993) e 'The Edges Of Twilight' (1995), ambos verdadeiras e pouquíssimo divulgadas jóias -em particular o último citado- e que julgava serem seus únicos trabalhos.

Mas a partir de 1999, ainda através da jurássica conexão discada de tantos dissabores e rudimentares mecanismos de downloads como WinMix, Audio Galaxy e similares, comecei a descobrir um verdadeiro tesouro em que sua peça mais antiga, um álbum independente auto-intitulado e ainda demonstrando uma certa imaturidade ao expressar tão claramente as influências de Led Zeppelin e Jim Morrison, datava de 1991. Mas seu conteúdo e as bombásticas apresentações locais chamaram a atenção da EMI canadense e, apenas 2 anos após, 'Splendor Solis', que apresentava regravações de algumas faixas do álbum de estreia, chega ao mercado recheado de influências orientais, incluindo afinações abertas e instrumentos exóticos, antes apenas esboçadas e que, a partir de então, tornariam-se uma constante por todo o trabalho da banda, quase uma obsessão. Com o single 'Save Me' em trajetória ascendente, tem início uma turnê nacional.
1995 é o ano de 'The Edges Of Twilight', o divisor de águas para Martin, Chatwood e Burrows. O grande sucesso do álbum -ainda hoje o mais bem sucedido da carreira da banda- com suas belíssimas camadas de guitarras e instrumentos incomuns ao universo power trio, expandia ad infinitum as limitações de uma formação tradicionalmente tão minimalista e seria exaustivamente explorada. Após o lançamento do EP 'Alhambra' -que contém uma das mais valiosas pepitas de Martin, 'Time', com vocais do lendário Roy Harper, que já havia recitado um poema em 'The Edges...'-  no ano seguinte, algumas alterações na sonoridade devido ao recente interesse da banda por eletrônica e começam a se manifestar já no ano seguinte com 'Transmission', um trabalho raivoso, em que extravasavam todo seu descontentamento com a falta de interesse da gravadora pelo trabalho da banda e os problemas internos que tal situação pode deflagrar, a despeito do sucesso regular de seus álbuns e enorme prestígio alcançado, em grupo ou individualmente,  no círcuito canadense.
Seu álbum seguinte -'Tryptich', de 1999- traz uma investida maior em uma sonoridade mais orquestral e 'Heaven Coming Down', seu único #1 nas paradas de seu país natal. No ano seguinte, chegam as tais merecidas férias com o lançamento de uma compilação de singles -'Tangent'- e outra de videos remasterizados por Martin em dolby surround chamada 'Illuminations', consolidando a excelente reputação da The Tea Party, agora em nível mundial.
O uso cada vez maior de elementos sinfônicos gerou 'The Interzone Mantras' em 2001, seguido de uma turnê nacional com uma sinfônica completa objetivando reproduzir o mais fielmente possível toda a ambientação do novo trabalho, bem como trazendo novas possibilidades de arranjo para antigos sucessos.
Seu último álbum, 'Seven Circles', data de 2004 e mantém o altíssimo padrão auto-impingido pelo virtuoso trio de músicos na confecção de cada trabalho mas não impede a ruptura com a abrupta saída de Martin para se lançar em carreira solo e abraçar outros projetos como a banda The Armada, criada durante seu exílio na Irlanda, e Jeff Martin 777, com músicos australianos (país com forte base de fãs da TTP), enquanto Burrows, seguramente um dos grandes em seu instrumento na atualidade, seguia com a The Dirty Band, projeto com vários celebrados nomes da cena canadense -entre os quais, Alex Lifeson e Geddy Lee- e Chatwood se entregava às composições de temas para o famoso game 'The Prince Of Persia'.
A boa notícia é que o jejum parece ter chegado ao fim. Ao menos é o que uma série de shows com o line-up original por todo o verão canadense de 2011 e rumores, nunca desmentidos por seus integrantes, de um  novo álbum para ainda este ano deixam transparecer.
Esperemos que isto ocorra antes de 21 de dezembro.









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The Complete 1993/2004 Artwork


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VIDEOS