Mostrando postagens com marcador Truth And Janey. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Truth And Janey. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de junho de 2015

TRUTH & JANEY / Repostagem


Originalmente publicado em 16.01.2009.

Esta banda, provavelmente, muitos já deram de cara por aí. No meu caso, conheci-os através do petardo 'Erupts!' (gravações inéditas ao vivo de 76 só lançadas em 2003) quando de sua postagem no CGR. Antes, Billy(Lee) Janey (vocais/guitarra) e seus fiéis escudeiros Steve Bock (baixo/vocais) e Dennis Bunce (bateria/vocal) sequer existiam para mim. E não é que foi uma gratíssima surpresa? O que me fez gostar da banda -mais do que o mínimo que costumo exigir, tais como originalidade, identidade própria, conhecimento de seus instrumentos, bons arranjos e composições, entre outros- foi a sua trajetória e o reconhecimento tardio, mesmo que um tanto carregado de exageros. Se não, vejamos: como tantas outras, a Truth & Janey era uma banda que amava o Cream mais que os Rolling Stones e resolveu que usaria -quase 8 anos depois!- a referência dos ídolos Clapton, Bruce e Baker para formatar seu power trio sound. No entanto, quase que de forma acidental, o resultado deste trabalho foi, em essência, algo muito próximo do que muitos anos mais  tarde convencionou-se chamar de stoner.
Com este propósito, lançaram um tão excelente quanto completamente ignorado disco de estreia em 76, 'No Rest For The Wicked', e prosseguindo pelo circuito de clubs sem muito alarde. Neste momento chegamos a outra parte interessante de sua história. De maneira inesperada, BillyLee chuta o balde e demite sua cozinha -Barton Peterson é convocado para as quatro cordas e Gary Dare assume os tambores-, partindo para uma sonoridade completamente diferente em seu álbum seguinte, 'Just A Little Bit Of Magic'(77). Daquele som 'gordo' e carregado de temas low e mid tempo, sua música passa a navegar pelos mares da negritude. Tudo bem que esse groove veio embalado em bastante peso -e boas levadas de wah- mas não há como negar que a mudança foi extremamente radical e, para uma banda ainda sem público formado, foi como injetar-se uma dose letal de arsênico. Isto sem considerarmos a produção muito próxima do padrão de uma apenas boa demo e que fez com que um bom material fosse estupidamente desperdiçado. Só não posso concordar -e depois dizem que sou implicante- com a resenha publicada em um destes guias musicais gringos, considerados por muitos como verdadeiras bíblias, que afirmou ter a banda feito concessões na tentativa de abocanhar uma fatia do público da disco music (aaaaaahhhnnn???!!!!) por ser o gênero musical que bombava à época. E para provar que estão errados, a título ilustrativo e degustativo, acrescentei o último e maravilhoso trabalho da BillyLee Janey Band, 'Soul Driver'(2007), onde percebemos claramente onde seu líder queria chegar com aquela 'bolacha' recheada de ótimas intenções de exatos 30 anos antes e que, talvez pela urgência determinada por uma pressão excessiva da indústria e à própria falta de recursos tecnológicos, tanto ficou devendo. Fiz o máximo que pude, a partir de um vynil rip muito ruim, para tornar audível essa autêntica raridade -segundo li, foram prensadas apenas algumas centenas de cópias promo- e considero que o resultado foi muito além do apenas satisfatório.
Apresento-lhes estes trabalhos na certeza do retorno, ao menos, de um 'muito prazer'.






(G&B Remaster)


***********************
EXTRAS




Valeu, parceirão Emílio Almeida, por subir os links para estes 2 belos trabalhos da  
BillyLee Janey Band. 
Totalmente excelentes demais!