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segunda-feira, 16 de maio de 2011

dredg-CHUCKLES & MR. SQUEEZY (2011)

A dredg já é velha conhecida da casa -sua discog está disponibilizada aqui- e, apesar da polêmica envolvendo este seu novo trabalho, que muitos (na verdade, quase todas as resenhas que li apontam em uma mesma direção) acusam de uma 'traição' ao seu currículo, não poderia deixar de conferir uma das bandas que melhor trafega na difícil fronteira que separa (ou une?) o prog, o rock e o pop, que alguns progheads costumam denominar crossover. E a minha conclusão é que está se queimando 'palha' por muito pouco desde o anúncio do produtor escolhido para a nova empreitada, nada menos que Dan The Automator, célebre por seu trabalho com a...Gorillaz!!! Por tudo isso, parti extremamente receoso para audição deste 'Chuckles & Mr. Squeezy' e o grotesco da capa em nada ajudou. Será personagem de alguma nova franquia de 'terrir'?
Na verdade, confesso que fiquei muito positivamente surpreso. Para começar, o disco é infinitamente superior a tudo que li em todas as resenhas que o detratavam. Ok, superar um trabalho como seu antecessor, o fantástico 'The Pariah, The Parrot, The Delusion', é uma tarefa espinhosíssima e esperar isto de uma banda -mesmo que já com 18 anos de estrada sem alteração em seu quadro e um séquito considerável conquistado com um trabalho sempre privilegiando o respeito aos seus- é um grave erro. É certo que as expectativas aumentaram bastante desde então mas, tranquilizem-se, o bom e velho dredg a que todos estamos acostumados não alterou seu nome para 'Ximpan Zé' e está presente, firme e forte e, a não ser por um enxugamento (nada de tão exagerado) na octanagem das guitarras e no tamanho das faixas, com algumas dando a impressão de poder render bem mais com arranjos um pouco mais extensos, quase não se percebem os dedos de Dan nos controles -que, na minha opinião, ganhou um bom dinheiro para muito pouco, ainda bem! Ainda estão aqui a sonoridade orgânica, com todos os instrumentos (alguns bem inusitados e manufaturados pelos próprios integrantes) tocados pela banda, os frequentes ruidos rosas, a bela voz de Gavin Hayes e as composições ganchudas de sempre emolduradas por arranjos cheios de dramaticidade, apesar de ressentir-se do pouco uso de um dos emblemas da banda, a lap steel. Algumas destas composições estão entre as melhores de sua longa discografia e já vinham sendo executadas ao vivo -é o caso da acachapante 'Upon Returning'. Como não se emocionar com 'The Tent', escolhida para primeiro single; ou deixar de bater o pé com o pop com cérebro de 'Another Tribe'; ou mesmo ficar em silêncio absoluto para ouvir o lindo violão de 'Kalathat'? Está mais pop? Sim,  por que não? Se até Muse e The Mars Volta, só para citar alguns, fizeram concessões para atingir um mercado maior e nem por isso seus últimos trabalhos podem ser considerados menores -muito longe disso!-, por que não a dredg, cuja veia pop sempre foi mais afiada que as 2 citadas?
Querem saber? De ruim, 'Chuckles & Mr. Squeezy' só tem a capa.



segunda-feira, 26 de outubro de 2009

dredg

Como são as coisas, não? Conheci a californiana dredg há quase 2 anos através da densa trilha sonora de 'Waterborne', um apenas mediano -apesar de algumas premiações por aí- thriller sobre bioterrorismo, mas não corri atrás de nenhuma outra informação ou material por supor tratar-se de um projeto, compositor ou outra coisa qualquer, menos uma banda. No entanto, alguns meses atrás, dei com as fuças em um blog gringo cujo nome me escapa, até porque não é dos que costumo visitar com frequência, com a belíssima capa de 'The Pariah, The Parrot, The Delusion', resenhado de forma entusiástica pelo CEO daquele espaço e anunciado como um tremendo furo de blogagem pois só seria lançado apenas dali uns 15 dias, blábláblá.... E foi das melhores (não tão) novas novidades que ouvi este ano. O interessantíssimo mix indie/prog criado por Gavin Hayes (vocais/lap steel/slide/guitar), Drew Roulette (baixo/teclados), Mark Engles (guitarras) e Dino Campanella (bateria/percussão/pianos/órgãos) me pegou de jeito. Não, não são virtuoses mas mandam muitíssimo bem em seus inúmeros instrumentos e sua música é genuinamente orgânica, sempre se utilizando de equipamento vintage, abolindo quaisquer resquícios de excesso de tecnologia -segundo li, mas não vou colocar minha mão no fogo, nunca utilizam samplers, pro-tools ou qualquer outro subterfúgio para criar seus ruídos e timbres únicos- e fazendo o disco soar de uma honestidade impressionante. A partir de então, saí pesquisando tudo sobre a banda e seus inúmeros projetos multi-mídia e baixando e assistindo tudo que podia e cada vez me admirando mais e mais com o crescimento da banda, daquela criativa rusticidade, mas já demonstrando um requinte melódico invejável, de seus primeiros EPs ainda em '96 à excelente carpintaria e belíssima engenharia musical e de produção deste seu último trabalho. Como se não bastasse, ainda reproduzem no palco de maneira eficientíssima todas as filigranas que um material deste exige. Na minha modestíssima opinião, 'The Pariah, The Parrot, The Delusion' é um grande rival às pretensões de Muse, com seu também magistral 'The Resistance', e The Mars Volta com o perfeitamente conciso 'Octahedron' -duas das bandas mais influentes da atualidade no gênero- a abocanhar o título de melhor do ano na categoria. E sai na frente por conta de, apesar de -como as demais citadas- ter optado por um trabalho mais palatável, terem sido mais parcimoniosos no uso deste tempero e terminando por dar um passo à frente na sua sonoridade.
Aqui, a discog completinha e mais uns brindes desta excelente banda que sabe amalgamar como poucos hoje, entre estes Muse, Porcupine Tree, Radiohead e The Mars Volta, o gancho pop e a liberdade de proposta indie -aqui, à moda My Morning Jacket- com o rebuscamento do progressivo.
















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Live



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EP's






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Soundtrack



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Clipes




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