E a saga continua, longos 30 anos após o lançamento de 'Stained Glass Stories', com quase toda a formação original. O 'quase' fica por conta da entrada de David Doig na vaga de Rudy Perrone, hoje um renomado violonista new age vinculado ao selo Windham Hill, ícone do gênero.
E o novo integrante não fez feio ao manter o elevadíssimo padrão impresso por seu predecessor naquele primeiro trabalho, o mesmo valendo para todos os demais integrantes, que procuraram ater-se, tanto quanto o possível, a estrutura daquele pequeno clássico cult -além de ainda valer-se dos bons e velhos teclados analógicos, incluindo aí o mellotron- ao mesmo tempo em que temperos mais contemporâneos eram cuidadosamente incorporados. Para tanto, foram necessários mais de 3 anos entre ensaios e gravações para que 'The Bridge' se mostrasse um digno sucessor de 'Stained Glass Stories'. Mas o esforço valeu muitíssimo a pena pois, apesar de ressentir-se da aura de surpresa causada na estreia, estão ainda aqui as longas e inspiradíssimas suites, agora com guitarras timbradas de forma a acresecentar uma muito bem equilibrada dose de século XXI à sonoridade da banda e violões arpejados com diferenciada maestria por Doig. Não à toa, um seu tema solo -'Kithara Interludium'- está entre os mehores momentos do disco em seus mais de 6 minutos de pura delicadeza e virtuosismo perfeitamente dosado.
Confesso que desconhecia por completo o lançamento de um segundo trabalho da banda e só o soube por intermédio de meu spacey brodim Maddy Lee, que subiu um link para disponibilizá-lo em seu Plano Z. Por conta disso, excepcionalmente, o link abaixo teletransportará os interessados neste material diretamente ao espaço-porto daquele blog via intrincadas manobras de dobra espaço-tempo, quando então, certamente, serão muito bem recebidos. Apertem seus cintos e boa viagem.



