segunda-feira, 26 de maio de 2014

LAURA RAIN & THE CAESARS-ELECTRIFIED (2013)

Meu fascínio por vozes femininas não tem remédio que cure. Principalmente, quando cantoras de timbres poderosos e elevada octanagem. E Laura Rain está, certamente, nessa categoria. Aqui, o modismo das cantoras com timbres de disquinhos de contos de fadas não têm vez. Não que não encontremos delicadeza em sua voz. Ao contrário...sua sensibilidade vem sempre acompanhada de fortes doses de Al Green, como em 'I Don't Wanna Play' ou da emoção sinceramente dolorida demonstrada em 'Four Long Years', algumas das pérolas downtempo incrustadas em um repertório capaz de fazer chover (com trocadilho mesmo) no deserto.
Mas quem é Laura Rain e seus The Caesars? Nada mais que a união de esforços de alguns veteranos da cena musical de Detroit. Capitaneados pela guitarra soul bluesy de George Friend, também um renomado produtor local, os demais 'césares' são os requisitadíssimos session men Phil Hale no baixo e B3 e Ron Pangborne nos tambores e pratos. E tudo começou em 2012, após algumas sessões em estúdio para um projeto duo de Friend e Laura. O trabalho agradou tanto a todos os envolvidos, e a boa acolhida dos ensaios abertos só corroboraram esta sensação, que tornou-se óbvia a necessidade do lançamento de um álbum e, assim, a ideia de 'Electrified' rapidamente tomou forma.
E entregando prontamente o que seu título promete: pura energia!


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segunda-feira, 19 de maio de 2014

BLACK STONE CHERRY-MAGIC MOUNTAIN (2014) (+ LIVE AT THE ASTORIA, LONDON 31.10.07)

Um novo álbum da Black Stone Cherry gera sempre uma enorme expectativa entre os amantes de um bom hard rock, mesmo que muito disto deva-se quase que na íntegra à sua fabulosa estreia distantes 8 anos deste 'Magic Mountain', visto que seus lançamentos de estúdio posteriores - 'Folklore & Superstition' e 'Between The Devil And The Deep Blue Sea', de 2008 e 2011, respectivamente - trouxeram muitas reservas por parte da crítica, e mesmo do público.
Neste seu novo trabalho, a uma primeira orelhada, a abertura com 'Holding On...To Letting Go' e seu refrãozinho forçosamente chicletando seus tímpanos não deixa muitas esperanças de que a coisa evolua de maneira satisfatória. Mas já a partir da abertura com wah-wah de 'Bad Luck & Hard Love', consigo esboçar um sorriso de satisfação que aumenta à medida que boas tramas e timbres suculentos de guitarra, o gogó privilegiado de Chris Robertson e uma competente cozinha pode fazer para contrabalançar uma produção um tanto recheada de cacoetes. A escolha da deliciosa 'Me And Mary Jane' como single foi acertada e galga galopante as paradas de singles europeias, apesar de coexistindo com temas de nível raso como 'Runaway' e alguns outros mais. Resumindo, a irregularidade continua sendo o fraco da BSC, mas as esperanças de que retornem ao nível de sua estreia permanecem. Afinal, são músicos de nível bem acima da média...talvez só precisem deixar de lado uma flagrante necessidade de dedicar parte de seu tempo a agradar  aos fãs de Bon Jovi e similares.



E, a título de bônus, um álbum duplo ao vivo acachapante da Black Stone Cherry ainda em seu início, aquela que nos encantou a todos, em uma noite memorável no Halloween de 2007.


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domingo, 18 de maio de 2014

BLACK STONE CHERRY / Re-re-postagem


Originalmente publicado em 05.09.2008.


Taí, gAllera! Este é o novíssimo trabalho da Black Stone Cherry. Se vocês, como eu, gostaram bastante do primeiro -repostado aí em baixo- também vão ficar amarradões nesse aqui, apesar de alguns recursos condenáveis como o uso abusivo em algumas faixas daqueles refrões característicos das bandas hard/heavy 'farofa' dos '80 e agravado pelos corinhos em falsete também comuns ao gênero(???) no mesmo período. Em uma arena lotada até funciona bem mas em estúdio fica chatiiiiiinho.
Diria que passaram pelo teste do segundo disco, mas poderiam ter caprichado um pouco mais. Ou menos, sei lá. Mas desce bem, sem traumas.


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Originalmente postado em 13.03.2008


Esta banda hard do Kentucky é formada por quatro amigos de longa data -Chris Robertson (vocais/guitarra), Ben Wells (guitarra/vocais), Jon Lawhon (baixo/vocais) e John Fred Young (bateria/vocais)- e todos com histórico musical na família. Após tornarem-se ídolos locais, os quatro moleques partiram para o lançamento de um EP -'Hell & High Water'- que os levou para a Roadrunner Rec. e daí à gravação deste álbum, aqui acrescido de 2 faixas bônus de seu primeiro lançamento, 'Big City Lights' e 'We Are The Kings'. Em 2007 foi a vez do EP 'Rain Wizard' e, mais para o final do ano, desovaram 'Live At The Astoria, London(31.10.07)' em apenas 1000 cópias. Acho que não preciso dizer que links para estes dois trabalhos serão muito bem acolhidos.
Altamente recomendado para quem gostou de Rose Hill Drive, Wolfmother, Roadstar, Earl Greyhound, Alter Bridge e The Answer.


BLACK STONE CHERRY-BETWEEN THE DEVIL & THE DEEP BLUE SEA (2011) / Re-postagem


Originalmente publicado em 09.06.2011.

Após um segundo trabalho, 'Folklore & Superstition', que, se prestou-se para manter, mesmo que sem necessariamente convencer, as expectativas geradas por um surpreendente álbum de estreia, chega-nos 'Between The Devil & The Deep Blue Sea', terceiro trabalho de estúdio desta banda de Kentucky, já veterana de cima de seus 10 anos de atividade. E o que tanto me desagradou em seu antecessor ainda mantém-se em parte neste novo trabalho, nos refrões, se não mais tão dignos de um Bon Jovi de 2ª, agora soando um tanto o quanto AOR mas com os efeitos colaterais resultantes deste excesso de glacê consideravelmente atenuados pelos riffs gordos incorporados ao repertório da banda. E assim, a poucos mas inspiradíssimos momentos acústicos beirando o folk, os sempre certeiros lampejos southern e alguns ótimos exemplares de hard/heavy como um dia ousaram cometer naquele despretensioso trabalho de estreia, misturam-se desnutridos arremedos de heavy metal e hard ballads açucaradíssimas. Já tenho a impressão de que jamais conseguirão sequer igualar o resultado daquele álbum epônimo de há 5 anos mas estão procurando um caminho e este 'Between The Devil & The Deep Blue Sea' já representa uma nítida evolução em relação ao seu trabalho anterior. Além do mais, todos continuam mandando muito bem em seus instrumentos, e isto não é pouco a se considerar.


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segunda-feira, 12 de maio de 2014

THE TEMPERANCE MOVEMENT-THE TEMPERANCE MOVEMENT (2013) / with 2 Bonus Tracks

Formado na Inglaterra em 2011 pelo escocês de Glasgow Phil Campbell e a dupla de guitarristas ingleses Luke Potashnick e Paul Sayer,  e com uma cozinha matadora formada pelo ex-baixista da Jamiroquai, Nick Fyffe, e o baterista australiano Damon Wilson, a The Temperance Movement tomou emprestado dos EUA mais do que o nome de um movimento adventista de tolerância zero ao álcool criado em início do século XIX. Na verdade, a voz impregnada de fumaça e álcool de Campbell é a mais perfeita antítese daquele movimento fundamentalista e talhada à paerfeição para trazer de volta o blues rock que bandas do início dos 70 do porte de Free e Humble Pie, só para citar algumas, importaram de sua antiga colônia para moldar de maneira única a conquistar o mundo. E, a julgar pelo resultado obtido neste seu primeiro álbum - as faixas de 'Pride EP', de 2012, estão todas aqui -, todos os integrantes parecem estar imbuídos do mesmo objetivo, mostrando uma coesão e honestidade raras em álbuns de estreia.

Impossível não contagiar-se com timbres de guitarras dignos de um Paul Kossoff proferindo fraseados perfeitamente entrelaçados e riffs simples mas extremamente eficientes a emoldurar faixas que passeiam com desenvoltura e elegância entre o swamp e o hard sem, em nenhum momento, soar derivativo ou forçado. Grandes momentos do mais puro blues rock com forte acento southern podem ser encontrados nas 13 faixas (incluindo 2 bônus) que integram essa excelente estreia e meus destaques vão para 'Only Friend' (perfeita abertura que fornece a tônica de todo o álbum), 'Be Lucky', 'Morning Riders', 'Take It Back', 'Midnight Black', 'Ain't No Telling' e 'Chinese Lanterns'.
Divirtam-se sem nenhuma temperança!!!



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segunda-feira, 5 de maio de 2014

BLUES PILLS

Muito provavelmente, os mais antenados já conhecem esta fantástica banda franco-sueco-americana de psych blues rock há algum tempo. Isto porque seu sucesso entre os amantes do melhor que o universo rock tem apresentado ao mundo foi imediato. É claro que muito disso, em um primeiro momento, deveu-se ao incrível talento (ok...e à beleza também!) da sueca Ellin Larsson. Mas isto, tão somente, não justificaria o frenezi que que estes jovens músicos vêm causando nas plateias (e também entre a crítica) europeias e norte-americanas. A verdade é que desde que a cozinha - Cory Berry, baixo/Zack Anderson, bateria - da cultuada banda americana de psych rock, Radio Moscow, em uma de suas incursões pela Europa, descobriu na voz de Larsson, trazendo ainda a reboque o prodígio francês de apenas 17 anos Dorian Sorriaux (guardem esse nome!!!), o veículo perfeito para o som que sempre quiseram fazer e que as limitações da formação de sua banda de origem e o temperamento de seu dono, Parker Griggs, tornavam impeditivo, a corajosa decisão de dedicar-se full time a este novo projeto tomou corpo rapidamente e assim nascia, em fins de 2011, a Blues Pills.
Logo, composições brotavam em pilhas, sempre procurando agrupar harmoniosamente todas as influências que a formação musical de seus integrantes pudesse contribuir. E assim, com apenas 2 EPs de estúdio, 'Bliss' (2012) e 'Devil Man' (2013), e o recente EP ao vivo 'Live At Rockpalast' na mochila, a Blues Pills parte para voos maiores e o lançamento mundial, prometido para ainda este semestre, de seu primeiro álbum completo tornou-se uma consequência natural, estando entre os mais aguardados pelos apreciadores de um rock que não se rende a tendências ou modismos, pois pretende-se apenas honesto, sanguíneo e excelentemente executado. 
Se você está entre os que ainda não conhecem a Blues Pills, faça um favor a si mesmo e baixe sua ainda pequena discog enquanto seu novo trabalho encontra-se no forno. É, simplesmente, imperdível!!!




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