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domingo, 13 de maio de 2007

PORCUPINE TREE (Studio Albums)


Porcupine Tree é o projeto mais ambicioso e comercialmente bem sucedido do guitarrista, vocalista, tecladista, compositor e produtor Steven Wilson. Em 1987, em Hertfordshire, Inglaterra, concluído seu home-studio, Wilson aproveitou as facilidades de mobilidade, custo baixo e tempo para gravar coisas que, com as exigências de um estúdio pago, seriam inviáveis. Em 89, compilou o resultado destas experimentações em uma demo tape conceitual de 80 minutos denominada 'Tarquin's Seaweed Farm', já assinando como Porcupine Tree. No encarte foram relacionados nomes fictícios de músicos que seriam membros da banda.
Uma cópia dessa demo caiu em mãos dos proprietários da revista underground Freakbeat, em adiantado processo de criação de um selo de música alternativa, Delerium, que convidaram a 'banda' a fazer parte de um pau-de-sebo, seu primeiro lançamento. Em 90, mesmo com outro projeto, No-Man, de contrato assinado com uma major, Wilson segue o mesmo modelo de divulgação anterior e distribui 'The Nostalgia Factory' , novamente conceitual e com nomes fictícios de músicos participantes. E, assim, o nome Porcupine Tree começa a fazer sucesso no meio underground.
Com isso, a Delerium o convida a ser seu primeiro contratado. Este contrato previa o lançamento das duas demos mas Wilson preferiu compilar o melhor dos dois trabalhos e assim surgiu 'On The Sunday Of Life...'(91). Em 93, já com o nome Porcupine Tree consolidado, grava 'Up The Downstair' e passa a se apresentar com Colin Edwin(baixo), Richard Barbieri(tclados/sintetizadores) e Chris Maitland(bateria), antigos conhecidos de trabalhos anteriores. Essa primeira fase é coroada com um grande sucesso do prog contemporâneo: 'The Sky Moves Sideway'(95) torna-se um clássico do gênero e faz com que a banda passe a ser conhecida como o 'Pink Floyd dos anos 90'. Exageros bem à parte, não há dúvidas que a música do Porcupine Tree bebe da mesma fonte da banda de Waters-Gilmour-Wright-Mason mas com ecos de psych, space, Van Der Graaf Generator, Camel, Soft Machine, ambient, experimentalismo e do estilo comumente definido como Canterbury, entre muitos outros.
Ainda insatisfeitos, resolvem experimentar um pouco mais e, em 96, lançam 'Signify', considerado por muitos críticos seu mais bem acabado e melhor trabalho. O prestígio de Wilson, a esta altura, é tão grande que é chamado a participar como convidado de álbuns diversos de expoentes do prog inglês.
O ano de 98 é todo dedicado à produção de 'Stupid Dream'. Em 2000 já é considerada, junto com Dream Theater, a banda mais popular do gênero e lançam 'Lightbulb Sun'. O resultado é que as duas bandas resolvem sair juntas em turnê e esta convivência termina por exercer muita influência no trabalho do Porcupine Tree, que passa a incorporar elementos heavy.
Em 2002 Gavin Harrison substitui Maitland e, já com esta nova formação, produzem 'In Absentia', por muitos -entre os quais me incluo- considerado seu melhor trabalho, já com esta pegada mais pesada. E esse peso traz uma nova legião de seguidores, fazendo com que, para a turnê de lançamento, Opeth seja a banda de abertura.
2005 é o ano de outro grande trabalho, 'Deadwing', mas sem novidades em termos de sonoridade.
Chega 2007 e, para as gravações de 'Fear Of A Blank Planet', conseguem a adesão de dois ilustres e confessos admiradores do trabalho da banda: Alex Lifeson(guitarra) e Robert Fripp(fripptronics e efeitos diversos). Neste novo trabalho incorporam elementos de Muse e The Mars Volta, fazendo um de seus cds mais pesados e com tudo para se tornar um de seus álbuns mais vendidos.
O incansável Steven Wilson mantém ainda diversos projetos paralelos e álbuns solo. Vale a pena correr atrás destes trabalhos pois, apesar de a cabeça por detrás de todos ser a mesma, os estilos são bem diferentes e traçam um painel preciso da multiplicidade deste artista diferenciado.
Só vou dizer mais uma coisinha: Porcupine Tree é altamente R-E-C-O-M-E-N-D-Á-V-E-L!
Até mesmo para quem, como eu, gosta muito mas não é fã de carteirinha de prog.