Uma cópia dessa demo caiu em mãos dos proprietários da revista underground Freakbeat, em adiantado processo de criação de um selo de música alternativa, Delerium, que convidaram a 'banda' a fazer parte de um pau-de-sebo, seu primeiro lançamento. Em 90, mesmo com outro projeto, No-Man, de contrato assinado com uma major, Wilson segue o mesmo modelo de divulgação anterior e distribui 'The Nostalgia Factory' , novamente conceitual e com nomes fictícios de músicos participantes. E, assim, o nome Porcupine Tree começa a fazer sucesso no meio underground.
Com isso, a Delerium o convida a ser seu primeiro contratado. Este contrato previa o lançamento das duas demos mas Wilson preferiu compilar o melhor dos dois trabalhos e assim surgiu 'On The Sunday Of Life...'(91). Em 93, já com o nome Porcupine Tree consolidado, grava 'Up The Downstair' e passa a se apresentar com Colin Edwin(baixo), Richard Barbieri(tclados/sintetizadores) e Chris Maitland(bateria), antigos conhecidos de trabalhos anteriores. Essa primeira fase é coroada com um grande sucesso do prog contemporâneo: 'The Sky Moves Sideway'(95) torna-se um clássico do gênero e faz com que a banda passe a ser conhecida como o 'Pink Floyd dos anos 90'. Exageros bem à parte, não há dúvidas que a música do Porcupine Tree bebe da mesma fonte da banda de Waters-Gilmour-Wright-Mason mas com ecos de psych, space, Van Der Graaf Generator, Camel, Soft Machine, ambient, experimentalismo e do estilo comumente definido como Canterbury, entre muitos outros.
Ainda insatisfeitos, resolvem experimentar um pouco mais e, em 96, lançam 'Signify', considerado por muitos críticos seu mais bem acabado e melhor trabalho. O prestígio de Wilson, a esta altura, é tão grande que é chamado a participar como convidado de álbuns diversos de expoentes do prog inglês.
O ano de 98 é todo dedicado à produção de 'Stupid Dream'. Em 2000 já é considerada, junto com Dream Theater, a banda mais popular do gênero e lançam 'Lightbulb Sun'. O resultado é que as duas bandas resolvem sair juntas em turnê e esta convivência termina por exercer muita influência no trabalho do Porcupine Tree, que passa a incorporar elementos heavy.
Em 2002 Gavin Harrison substitui Maitland e, já com esta nova formação, produzem 'In Absentia', por muitos -entre os quais me incluo- considerado seu melhor trabalho, já com esta pegada mais pesada. E esse peso traz uma nova legião de seguidores, fazendo com que, para a turnê de lançamento, Opeth seja a banda de abertura.
2005 é o ano de outro grande trabalho, 'Deadwing', mas sem novidades em termos de sonoridade.
Chega 2007 e, para as gravações de 'Fear Of A Blank Planet', conseguem a adesão de dois ilustres e confessos admiradores do trabalho da banda: Alex Lifeson(guitarra) e Robert Fripp(fripptronics e efeitos diversos). Neste novo trabalho incorporam elementos de Muse e The Mars Volta, fazendo um de seus cds mais pesados e com tudo para se tornar um de seus álbuns mais vendidos.
O incansável Steven Wilson mantém ainda diversos projetos paralelos e álbuns solo. Vale a pena correr atrás destes trabalhos pois, apesar de a cabeça por detrás de todos ser a mesma, os estilos são bem diferentes e traçam um painel preciso da multiplicidade deste artista diferenciado.
Só vou dizer mais uma coisinha: Porcupine Tree é altamente R-E-C-O-M-E-N-D-Á-V-E-L!
Até mesmo para quem, como eu, gosta muito mas não é fã de carteirinha de prog.


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