segunda-feira, 26 de março de 2018

EL EFECTO / Atualização


E, finalmente, um novo trabalho de uma das mais originais e interessantes bandas brazukas, agora não mais limitada apenas à cena autoral alternativa independente, como também do circuito rock como um todo. Na verdade, eu categorizaria a minha conterrânea El Efecto como MPBRock. E a nova safra de canções de Tomás Rosati & Cia. se mostra urgente, posto que um flagrante retrato de um difícil momento para o mundo em geral. E para nosso país, em particular. Difícil ficar indiferente ao texto -a partir da cultuada obra homônima de Eduardo Galeano- recheado de realidade e à musicalidade sem limites deste sexteto -agora com Cristine Ariel e Tomás Tróia reforçando as guitarras, cavacos e voz em substituição a Pablo Barroso- e uma matilha de convidados acima de quaisquer suspeitas.

Recomendadaço-aço-aço!!!






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Atualização publicada em 29.12.2014.

Depois de uma longa temporada de sucesso por aqui e pelo exterior, chegam-nos novidades de uma das mais interessantes bandas do cenário brazuka. Investindo em um álbum de acústicas, 4 destas - 'Ciranda' (com Daíra Saboia), 'Os Assaltimbancos', 'Pedras e Sonhos' e 'Santos Dumont' - já antigas conhecidas de CDs anteriores e ainda as inéditas 'Retrato Fadado', mostrando um sotaque mediterrâneo certamente adquirido nas andanças por esse mundão afora, e 'Trova Do Vento Que Passa', típico exemplar do cancioneiro da banda e de cujo trecho pegaram emprestado o título do novo trabalho, o EP 'A Cantiga É Uma Arma' serve como aperitivo e curiosidade acerca de um autêntico sucessor para o fantástico 'Pedras E Sonhos'. E de (luxuoso) brinde, o raro EP 'Novas Músicas, Velhas Angústias', de 2010.

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Originalmente publicado em 17.06.2013.


Sim, é bem verdade que o cenário rock no país está desolador. Mas, vez ou outra, boas surpresas ocorrem e a El Efecto, banda de minha querida Cidade Maravilhosa, está certamente entre as mais gratas. Mas como falar de surpresa em relação a uma banda já há tanto tempo na estrada e com um séquito fiel peregrinando permanentemente atrás de alguma de suas incendiárias apresentações. Formada no início do século por Tomás Rosati (vocal/percussão/clarinete/bateria), Bruno Danton (guitarras/cavaquinho/trompete/arranjos/vocal) e Eduardo Baker (baixo), em seguida adicionam Diogo Furieri, logo substituído por Pablo Barroso (guitarras/vocal), e Gustavo Loureiro (bateria) e começam a colecionar material autoral de qualidade inquestionável, sempre recheadas de alternâncias de tempos e explorando uma infinidade de texturas e estilos, do forró de Gonzagão à atonalidade de Arrigo Barnabé, da brejeira Zezé Gonzaga ao thrash de Metallica, do madrigal Vivaldi ao metal sinfônico da Dream Theater. E tudo isto interligado por um discurso afiado envolto por uma capacidade poética invejável.
Rapidamente, caem no gosto do underground carioca e a internet se ocupa do resto e, após algumas demos, 2004 testemunha o lançamento de seu primeiro álbum, 'Como Qualquer Outra Coisa', já trazendo tudo que faria a fama da banda mas ainda incapaz de dar uma sonoridade que fizesse jus à que seus admiradores já estavam acostumados em suas catárticas apresentações. Mas serviu muito bem ao propósito de ampliar as possibilidades da banda nacionalmente.


E assim seguiram tocando por festivais em todo o país enquanto uma nova fornada de inéditas, seguida de ensaios exaustivos, resultasse em 'Cidade Das Almas Adormecidas', longos 4 anos depois. Indiscutivelmente mais maduro, segue a mesma cartilha e definitivamente alcançam o que tantos almejam mas pouquíssimos conseguem: uma assinatura musical. E tudo resultado de muito trabalho, inspiração e inegável talento.
No entanto, não se deitaram sobre os louros alcançados até aquele momento e seguiram crescendo em todos os parâmetros, musical e poeticamente falando, e investindo constantemente na banda. Durante este processo, testam novos elementos no EP 'Novas Músicas, Velhas Angústias', de 2010. Chegam, assim, a uma encruzilhada em que torna-se necessária a criação de um marco zero e, após mais um bom período de maturação, soltam 'Pedras & Sonhos' no segundo semestre de 2012. E da profética 'O Encontro de Lampião com Eike Batista', com seus épicos 8:20min, ao iê-iê-iê punk no melhor estilo Patife Band de 'Os Assaltimbancos', passeiam por matizes e texturas de um vigor e beleza únicos, agora com uma produção impecável, finalmente traduzindo de forma certeira  para o mundo dos bits a sonoridade única da banda, ora de uma delicadeza de câmara (a linda 'Consagração da Primavera' e o lamento 'Prelúdio Em HD'), ora de uma ferocidade digna de uma System Of A Down ('A Caça Que Se Apaixonou Pelo Caçador') ou, na enorme maioria das vezes, tudo ao mesmo tempo agora. Uma obra-prima do novo roquenrou brazuca, mas talvez só o reconheçamos assim daqui a 20 anos. Ou mais...


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NOVO!!!


NOVO!!!

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VIDEOS


sexta-feira, 16 de março de 2018

GUITARREANDO...



Dedicado a 
Marielle Franco
(27.07.1979 - 14.03.2018)


Marielle, presente!!!

segunda-feira, 5 de março de 2018

THE TEMPERANCE MOVEMENT-A DEEPER CUT (2018)


O que determina o potencial criativo de um músico/banda é sempre muito claro, bastando uma atenta audição do trabalho para nos fornecer base suficiente para uma análise. Em contrapartida, o que faz com que se transforme em um produto comercialmente viável, sem adulterar seu conteúdo, ainda nos é um mistério. Este é o motivo que, invariavelmente, me faz torcer para que o sucesso -não o saudável, que confere prestígio e admiração, mas aquele que enclausura o artista em uma redoma, tolhendo-lhe toda a criatividade...quando esta existe- nunca chegue para meus eleitos. E a The Temperance Movement, certamente, está entre estes.
E, agora em seu 3º trabalho, segue sem decepcionar, sempre fiel ao propósito de tornar-se reconhecida como a melhor banda britânica de southern rock, por mais estranho que possa soar. Acho que esse objetivo já foi alcançado há um bom tempo. Como se não bastasse, incluiria estes escoceses sediados em Cardiff, tranquilamente, entre os grandes do gênero na atualidade. E petardos como 'Backwater Zoo', 'Caught In The Middle', 'Love And Devotion' e 'Beast Nation', aliados às belíssimas 'Children' e 'A Deeper Cut', faixa que dá nome ao álbum, são excelentes exemplos para corroborar esta afirmação.
Gostou? Quer mais? Basta um rolê por aqui e aqui.





Agradecimentos especialíssimos ao Lawrence, também conhecido pelas alcunhas de Larry e Big Law e parceiro das antigas desta birosca brenfoetílicomusical, pelo envio de sinais de fumaça alertando para o lançamento deste álbum.