E a boa e velha Phish está de volta. E com um trabalho impecável lançado no segundo semestre de 2014 e que só não veio parar antes por aqui por pura preguiça em subir novos links para sua discog, já desaparecida da internet em geral e da blogosfera em particular, segundo me alertou o parceiro Gil ao me implorar por sua reedição.
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segunda-feira, 8 de junho de 2015
domingo, 7 de junho de 2015
PHISH-JOY/PARTY TIME (2009) / Repostagem
Originalmente publicado em 07.01.2010.
Devido a mais uma demonstração de pura arbitrariedade da DMCA e, como de hábito, devidamente apoiada pela administração do Blogger, fui obrigado a retirar os links para estes trabalhos da Phish. O que torna a ameaça ainda mais despropositada é que a banda é totalmente favorável, e uma das maiores incentivadoras, ao livre compartilhamento, tornando a decisão destas instituições ainda mais sem sentido.
Mas não tem nada não! Quem assim o desejar, é só manifestar-se nos comentários fornecendo seu e-mail (não será publicado) e será prontamente atendido no envio dos links.
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Sim, eu sei que o petardo 'Joy' já havia sido fumado por aqui. Mas vale lembrar que citei na ocasião daquela postagem um 2º disco prometido para ainda este ano, 'Party Time', que faria um contraponto old school ao lado mais voltado para o formato canção apresentado por sua primeira metade. E isso confirmou-se com o lançamento da 'Joy Box', um pacote multimídia incluindo, além do álbum 'Joy', 10 mini posteres em alto padrão gráfico, um DVD cobrindo a primeira parte da Joy Tour e...ufa!...o tal 'Party Time'. Tudo cuidadosamente acondicionado em uma bela caixa ao custo de 103 doletas (+ frete!!!). Em resumo, um luxo destinado a poucos privilegiados.
Mas a internet, se não nos fornece o luxo, ao menos não nos priva do essencial: a envolvente música de Trey Anastasio, Page McConnell, Mike Gordon & John Fishman. E, convenhamos, isso já é luxo o bastante.
JOY
PARTY TIME
PS: estou prestes a abster de minha fumaça sagrada por alguns meses para me presentear com essa 'lembrancinha'. Aaaaahhhnnn...acho melhor apertar unzinho pra ver se a vontade passa. Melhor: alguém quer comprar uma mãe, excelente cozinheira, apenas 73 verões (mas nem parece!), amorosa, mãezona mesmo? Agora que vocês já sabem o lance mínimo...
Pra Apertar E Acender Agora:
Phish
PHISH / Repostagem
Originalmente publicado em 27.03.2007.
Todos que frequentam o G&B há algum tempo já conhecem minha admiração pelas chamadas jam bands. Isso deve-se, principalmente, ao fato de as bandas que se enquadram neste gênero produzirem uma música livre de (pre?) conceitos estilísticos fazendo com que o resultado final soe extremamente honesto, mesmo porque TODAS têm em suas fileiras músicos de qualidade inquestionável. Na verdade, a maioria está entre os melhores do mundo em seus instrumentos, verdadeiras referências. Via de regra, as apresentações destas bandas tornam-se autênticos happenings com improvisações em altíssimo nível. Isto explica, em grande parte, a legião de fãs que bandas deste gênero arregimentam em seus concertos, sempre sold out.
Se quiserem saber mais sobre o gênero, visitem meus posts de Gov't Mule, Widespread Panic, My Morning Jacket e, até mesmo, The Mars Volta.
Desta vez, vou me dedicar à Phish, banda formada na University of Vermont, N.Y., em 1983, por Trey Anastasio (vocais/guitarra), Jeff Holdsworth (guitarra/vocais), Mike Gordon (baixo/vocais) e John Fishman (bateria/percussão). Essa tropa aproveitava quaisquer eventos no campus para fazer um som e, assim, conseguiram mobilizar, já nesta época, uma quantidade considerável de admiradores. E eram estes dedicados discípulos que cuidavam - através de boca a boca, malas diretas e até mesmo marketing de guerrilha - da cooptação de novos seguidores.
Em 86, ao completar a faculdade, Holdsworth resolve deixar a banda e, em contrapartida, Page McConnell assume os teclados levando a Phish a um outro patamar musical, ao mesmo tempo em que solidifica o line-up definitivo da banda.
Encorajados por McConnell, os demais membros da banda mudam de universidade ao mesmo tempo em que gravam vários K-7 demo, entre eles 'The White Tape', vendido durante os shows e distribuído para rádios.
Desde o início, a banda teve entre seus admiradores o luthier Paul Languedoc que, em 85, construiu duas guitarras para Anastasio e dois baixos para Gordon. Pode parecer estranho citar este fato por aqui mas é que estes instrumentos, devido à qualidade da madeira e à excelência de sua confecção, ajudam a conferir uma sonoridade única à banda. Isto fez com que Languedoc se tornasse o '5º Phish', sendo responsável, inclusive, por toda a engenharia de som da banda.
Entre 87 e 88, envolveram-se na gravação de um projeto conceitual, na verdade uma extravaganza musical de Anastasio (a esta altura já o principal compositor e centro do universo Phish), 'The Man Who Stepped Into Yesterday', baseado no conto 'Gamehendge', e foi acompanhado de uma monografia. Esta obra só foi executada na íntegra em apenas 5 ocasiões.
Mantendo esta postura, a banda reunia-se para jams enormes no intuito de descobrir temas a serem aproveitados e desenvolvidos. O resultado destas jams foi o soberbo 'JUNTA'(88), um álbum semi-conceitual baseado nos filmes 'Um Homem Chamado Cavalo' e 'Primitivos Modernos'.
Já em 89, alugam o Paradise Rock Club, em Boston e, mesmo diante da incredulidade do dono, enchem por completo o lugar.
Bom, a partir de então, não pararam mais de excursionar e também gravar de maneira quase obsessiva. Tudo era registrado, tanto que alguns temas desta época foram aproveitados somente em discos muito posteriores.
Faz-se necessário acrescentar que um show da Phish não é apenas um...show. A banda utiliza-se de todos os recursos cênicos e de multimídia para fazer com que a plateia interaja o máximo possível com os eventos que ocorrem no palco. Em 90 lançam 'Lawn Boy', que manteve o nível de seu antecessor.
Diante do sucesso crescente, e aproveitando uma ideia já utilizada por Grateful Dead, Beatles e Bob Dylan, criam, em 91, seu próprio usenet group. Esta pioneira adesão, visto ser ainda uma banda iniciante, à grande rede foi fundamental para o crescimento de sua popularidade e, assim, a Phish lança seu primeiro álbum por uma major, Elektra, o excelente 'A Picture Of Nectar'(91). As vendagens deste foram tão boas que proporcionaram o relançamento de seu predecessores por esta major.
Agora, as coisas já andavam por suas próprias pernas e, praticamente, não havia um dia sequer sem uma apresentação da Phish em algum pedaço dos EUA.
Em 93, por época do lançamento de 'Rift', outro álbum conceitual, Phish já era uma banda consagrada e headliner em muitos dos grandes festivais como H.O.R.D.E., Boonaroo, etc. E foram lançando álbuns e mais álbuns. Fazendo shows e mais shows.
Em 95, um triste fato para a história do rock foi fudamental para o crescimento ainda maior da popularidade da banda: o Grateful Dead, admirado por todas as jam bands, retira-se dos palcos devido à morte de seu líder e um dos maiores ícones do rock, Jerry Garcia. Devido a este fato, os deadheads (os fanáticos seguidores de Garcia & banda) passam a adotá-los como herdeiros naturais de sua adoração devido as similaridades com relação às suas posturas perante a música e a arte em geral. E isto ocorreu até que a banda, em 2004, após o lançamento de 'Undermind', julgando estar se repetindo e andando em círculos, resolvesse se separar. O concerto final foi emocionante, com toda a banda aos prantos e com o público recusando-se a deixá-los abandonar o palco. Segundo apurei, esta parada foi apenas parte de uma estratégia para que pudessem se reciclar e desenvolver projetos pessoais e, talvez já em 2008, retornarem com um novo vigor. Espero que sim pois, em um desses lapsos incompreensíveis e indesculpáveis, descobri esta banda já desfeita e fiquei completamente fascinado com sua miscelânea sonora que abarca southern, latin, country, prog, jazz(em todas as suas vertentes), hard, r&b, funk, fusion, psych, bluegrass, etc, etc, etc. E o mais impressionante é que, apesar de toda esta salada, o estilo PHISH é plenamente identificável. E como cantam! Além de Trey Anastasio, excelente vocalista!, toda a banda arrebenta nas harmonizações vocais.
Aqui, postei apenas metade da discografia oficial da banda. Caaalllma...eu explico. É que a outra metade é uma sequência de CDs ao vivo com o título 'Live Phish' seguido de local e data do concerto correspondente, como os tradicionais bootlegs. Se me decidisse por postá-los aqui, a Primeira-Dama do G&B me internaria no Pinel. Não, eu mesmo me internaria.
Sugiro começarem por 'Rift', 'A Picture Of Nectar' e 'A Live One'. Se depois destes não se sentirem compelidos a baixar o restante, sei não...acho que quem vai precisar de Pinel não serei eu.
Alguns (poucos) críticos consideram-nos pretensiosos. Discordo. Na verdade, eles PODEM ser pretensiosos.
Agora, estou correndo atrás do tempo perdido e tentando descolar os discos solo de Anastasio, de quem me tornei admirador fanático. Como esse 'fio duma égua' toca! E como compõe! O cara vai de harmonizações bluegrass a solos de guitarra à John McLaughlin com uma fluidez impressionante!
Ufa!, cansei ...mas não poderia, uma vez mais, deixar de agradecer o incansável 'sócio' Findini (por falar nisso, cadê você, seu sacana?) que pescou estes CDs na rede e me enviou os links como presente de aniversário.
Com certeza, é o recorde de postagem do G&B. E por muito tempo!
Se quiserem saber mais sobre o gênero, visitem meus posts de Gov't Mule, Widespread Panic, My Morning Jacket e, até mesmo, The Mars Volta.
Desta vez, vou me dedicar à Phish, banda formada na University of Vermont, N.Y., em 1983, por Trey Anastasio (vocais/guitarra), Jeff Holdsworth (guitarra/vocais), Mike Gordon (baixo/vocais) e John Fishman (bateria/percussão). Essa tropa aproveitava quaisquer eventos no campus para fazer um som e, assim, conseguiram mobilizar, já nesta época, uma quantidade considerável de admiradores. E eram estes dedicados discípulos que cuidavam - através de boca a boca, malas diretas e até mesmo marketing de guerrilha - da cooptação de novos seguidores.
Em 86, ao completar a faculdade, Holdsworth resolve deixar a banda e, em contrapartida, Page McConnell assume os teclados levando a Phish a um outro patamar musical, ao mesmo tempo em que solidifica o line-up definitivo da banda.
Encorajados por McConnell, os demais membros da banda mudam de universidade ao mesmo tempo em que gravam vários K-7 demo, entre eles 'The White Tape', vendido durante os shows e distribuído para rádios.
Desde o início, a banda teve entre seus admiradores o luthier Paul Languedoc que, em 85, construiu duas guitarras para Anastasio e dois baixos para Gordon. Pode parecer estranho citar este fato por aqui mas é que estes instrumentos, devido à qualidade da madeira e à excelência de sua confecção, ajudam a conferir uma sonoridade única à banda. Isto fez com que Languedoc se tornasse o '5º Phish', sendo responsável, inclusive, por toda a engenharia de som da banda.
Entre 87 e 88, envolveram-se na gravação de um projeto conceitual, na verdade uma extravaganza musical de Anastasio (a esta altura já o principal compositor e centro do universo Phish), 'The Man Who Stepped Into Yesterday', baseado no conto 'Gamehendge', e foi acompanhado de uma monografia. Esta obra só foi executada na íntegra em apenas 5 ocasiões.
Mantendo esta postura, a banda reunia-se para jams enormes no intuito de descobrir temas a serem aproveitados e desenvolvidos. O resultado destas jams foi o soberbo 'JUNTA'(88), um álbum semi-conceitual baseado nos filmes 'Um Homem Chamado Cavalo' e 'Primitivos Modernos'.
Já em 89, alugam o Paradise Rock Club, em Boston e, mesmo diante da incredulidade do dono, enchem por completo o lugar.
Bom, a partir de então, não pararam mais de excursionar e também gravar de maneira quase obsessiva. Tudo era registrado, tanto que alguns temas desta época foram aproveitados somente em discos muito posteriores.
Faz-se necessário acrescentar que um show da Phish não é apenas um...show. A banda utiliza-se de todos os recursos cênicos e de multimídia para fazer com que a plateia interaja o máximo possível com os eventos que ocorrem no palco. Em 90 lançam 'Lawn Boy', que manteve o nível de seu antecessor.
Diante do sucesso crescente, e aproveitando uma ideia já utilizada por Grateful Dead, Beatles e Bob Dylan, criam, em 91, seu próprio usenet group. Esta pioneira adesão, visto ser ainda uma banda iniciante, à grande rede foi fundamental para o crescimento de sua popularidade e, assim, a Phish lança seu primeiro álbum por uma major, Elektra, o excelente 'A Picture Of Nectar'(91). As vendagens deste foram tão boas que proporcionaram o relançamento de seu predecessores por esta major.
Agora, as coisas já andavam por suas próprias pernas e, praticamente, não havia um dia sequer sem uma apresentação da Phish em algum pedaço dos EUA.
Em 93, por época do lançamento de 'Rift', outro álbum conceitual, Phish já era uma banda consagrada e headliner em muitos dos grandes festivais como H.O.R.D.E., Boonaroo, etc. E foram lançando álbuns e mais álbuns. Fazendo shows e mais shows.
Em 95, um triste fato para a história do rock foi fudamental para o crescimento ainda maior da popularidade da banda: o Grateful Dead, admirado por todas as jam bands, retira-se dos palcos devido à morte de seu líder e um dos maiores ícones do rock, Jerry Garcia. Devido a este fato, os deadheads (os fanáticos seguidores de Garcia & banda) passam a adotá-los como herdeiros naturais de sua adoração devido as similaridades com relação às suas posturas perante a música e a arte em geral. E isto ocorreu até que a banda, em 2004, após o lançamento de 'Undermind', julgando estar se repetindo e andando em círculos, resolvesse se separar. O concerto final foi emocionante, com toda a banda aos prantos e com o público recusando-se a deixá-los abandonar o palco. Segundo apurei, esta parada foi apenas parte de uma estratégia para que pudessem se reciclar e desenvolver projetos pessoais e, talvez já em 2008, retornarem com um novo vigor. Espero que sim pois, em um desses lapsos incompreensíveis e indesculpáveis, descobri esta banda já desfeita e fiquei completamente fascinado com sua miscelânea sonora que abarca southern, latin, country, prog, jazz(em todas as suas vertentes), hard, r&b, funk, fusion, psych, bluegrass, etc, etc, etc. E o mais impressionante é que, apesar de toda esta salada, o estilo PHISH é plenamente identificável. E como cantam! Além de Trey Anastasio, excelente vocalista!, toda a banda arrebenta nas harmonizações vocais.
Aqui, postei apenas metade da discografia oficial da banda. Caaalllma...eu explico. É que a outra metade é uma sequência de CDs ao vivo com o título 'Live Phish' seguido de local e data do concerto correspondente, como os tradicionais bootlegs. Se me decidisse por postá-los aqui, a Primeira-Dama do G&B me internaria no Pinel. Não, eu mesmo me internaria.
Sugiro começarem por 'Rift', 'A Picture Of Nectar' e 'A Live One'. Se depois destes não se sentirem compelidos a baixar o restante, sei não...acho que quem vai precisar de Pinel não serei eu.
Alguns (poucos) críticos consideram-nos pretensiosos. Discordo. Na verdade, eles PODEM ser pretensiosos.
Agora, estou correndo atrás do tempo perdido e tentando descolar os discos solo de Anastasio, de quem me tornei admirador fanático. Como esse 'fio duma égua' toca! E como compõe! O cara vai de harmonizações bluegrass a solos de guitarra à John McLaughlin com uma fluidez impressionante!
Ufa!, cansei ...mas não poderia, uma vez mais, deixar de agradecer o incansável 'sócio' Findini (por falar nisso, cadê você, seu sacana?) que pescou estes CDs na rede e me enviou os links como presente de aniversário.
Com certeza, é o recorde de postagem do G&B. E por muito tempo!












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Phish
terça-feira, 20 de outubro de 2009
TODOS JÁ POSTARAM MAS EU VOU POSTAR TAMBÉM PORQUE...
...EU GOSTO BAGARAI À BEÇA!!!!

Gallera, estou ralando muito e em várias frentes (não maldem, por favor!) e manter o G&B atualizado com as últimas novíssimas novidades mais recentes está sendo muito difícil, até mesmo porque o período de setembro a dezembro costuma ser extremamente prolífico em lançamentos. Mas como muitos de vocês vêm deixando recados preocupados nos comentários acerca da não postagem de alguns destes finos biscoitos, resolvi-me por fazer uma reparação desta imperdoável negligência -até porque em muitos dos casos, estou entre os mais entusiastas divulgadores de seus trabalhos- em uma só postagem.
Então, se você também é uma pessoa extremamente ocupada e ainda não havia conseguido alguns dos grandes lançamentos do período, esta é sua oportunidade.
Então, se você também é uma pessoa extremamente ocupada e ainda não havia conseguido alguns dos grandes lançamentos do período, esta é sua oportunidade.
Já nasceu cercado de expectativas -afinal, Andrew Stockdale resolveu reformular a banda e este novo trabalho tomou 3 longos anos de gestação- e não só não decepcionou como já tornou-se um clássico para mim; tudo que julgava ser insuperável em seu disco de estréia foi aprimorado neste petardo, em muito graças ao impressionante crescimento de Stockdale como intérprete, músico e compositor e à excelente escolha dos nomes de Ian Peres (baixo/teclados/vocais) e Dave Atkins (bateria/percussão) para formar uma cozinha sólida e criativa a um só tempo, ajudando a diluir com mais fluidez um leque de influências infinitamente superior ao apresentado em seu magnífico cartão de visitas de 2005. Irretocável de ponta a ponta. Mais um belo candidato a melhor do ano. Totalmente excelente demais à beça!
Esta, e quem me conhece sabe bem disso, está entre minhas bandas prediletas desde aquele Nescafé & Blues Festival de 96. A carreira desta que é considerada a maior expressão, para muitos sinônimo, de jam band é uma das mais belas, honestas e respeitadas de todo o circuito. Não há um só músico no mundo que não vendesse a mãe (calma, Donanna, é só figura de retórica!) para tocar com Haynes, Abts & Co.. No entanto, não posso dizer que tenha me entusiasmado com esse novo trabalho visto que -embora infinitamente superior ao anterior, uma desinteressante brincadeira em clima reggae/dub- desceu-me com a nítida impressão de ser inferior a quaisquer dos demais trabalhos da banda. Mas esses caras estão com muuuiiito crédito na praça e não será um tropecinho ou outro que jogará seu nome no SPC. E sejamos francos: um disco meia-bomba desses caras é melhor que 90% do que rola no mercado.
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Sem dúvida, um projeto ambicioso este. Me parece que a intenção foi fazer um mosaico das influências da banda e dividí-lo em dois discos; no primeiro, a faceta mais rock e que todos conhecemos muito bem, e na sua sequência um trabalho mais voltado às raízes country/folk e rural blues, sempre presentes em seus trabalhos anteriores mas nunca nessa dose. O resultado soou irregular mas se tivesse que destacar o que melhor se saiu em seu propósito, apontaria o segundo, principalmente por conter composições mais bem resolvidas, algumas até bem difíceis de tirar da cabeça. Um mérito que seu disco de 2007 teve de sobra. No entanto, vale também o dito na resenha da Gov'tMule: é melhor que quase tudo que as majors lançam por aí.
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O disco de retorno deste verdadeiro ícone neo-hippie, e considerada por muitos herdeira natural da Grateful Dead, teve como principal propósito privilegiar o lado canção e o fez de maneira genial. E não poderia ser de outro modo já que, para uma banda que costumava lançar discos de estúdio com uma certa voracidade e ao vivo de maneira quase obsessiva, um hiato de 4 anos com certeza ajuda a acumular muito material, bastando escolher o melhor do farto menu. No entanto, parece que um só disco foi insuficiente para tantas pérolas e resolveram lançar 2 trabalhos com um espaço de, aproximadamente, 30 dias entre eles. O próximo, segundo apurei, está em vias de ser lançado e privilegia o lado mais experimental da banda. Espero disponibilizá-lo em breve por aqui.
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Mais um que vem confirmando todas as expectativas com sobras e uma vez mais com um belo exemplar de roquenrou na veia, agora incorporando alguns novos elementos mas com a cautela de quem sabe que não se deve mexer (demais!) em time que está ganhando. Um daqueles discos para degustar com o volume no talo e quicando pela sala. Precisa mais?
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Sim, mais uma volta por cima deste símbolo maior do southern rock festeiro e, muitas vezes, reacionário. Hoje, do line-up original, sobrou apenas Rossington (e Medlocke, se levarmos em consideração que pilotou as baquetas no primeiro disco e saindo em seguida para criar outro ícone do gênero, a Blackfoot), mas essa não é apenas uma banda, é uma verdadeira nação, uma instituição. Acho que pode-se afirmar que qualquer músico de quaisquer das inúmeras bandas do gênero seria capaz -em um momento de emergência, por exemplo- de assumir um posto e dar conta do recado com um mínimo de competência; afinal, o repertório da banda é um verdadeiro compêndio do southern, cátedra obrigatória em qualquer faculdade do estilo. E este último trabalho, aqui com alguns excelentes bônus, mantém o nível dos demais da banda.
Pra Apertar E Acender Agora:
Gov't Mule,
JET,
Lynyrd Skynyrd,
Phish,
The Black Crowes,
Wolfmother
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