Atendendo a pedidos do parceiro Toninho da Urca (deu sorte de ainda estar perdido no HD!), segue a re-postagem desta obscura gema do rock setentista.
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Originalmente publicado em 29.05.2008
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Essa é uma daquelas bandas resgatadas do limbo eterno pelas maravilhas desta fantástica indústria de preciosidades chamada internet. E tenham certeza que é uma das que valeram a pena o esforço. Há uns 3 ou 4 anos dou de cara com esse disco boiando em vários blogs mas como muitos de meus parceiros não mantém o salutar prazer de escrevinhar algumas linhas sobre o material que estão disponibilizando, sempre optei por não me arriscar. Aí, vocês vão dizer: "Caramba, é só o cara dar uma procurada no 'óumiusic' pra saber qual é a do bagulho!!!". Por dois motivos não recorro a isso, ao menos em uma primeira instância: o primeiro é que é tão bom descobrir as coisas como se estivesse lendo seja uma impressão instantânea de algo que realmente surpreendeu o autor da postagem ou trazendo à tona suas mais profundas reminiscências, como que a sentir a textura do acetato, o cheiro da tinta no papel da capa daquela 'bolacha' recém adquirida e/ou o toque macio da sua camisa Hang Ten quando ouviu aquele disco pela primeira vez; o segundo, é que considero o AllMusic, e vários de seus congêneres, pouco profissionais e extremamente tendenciosos, além de cometerem erros em demasia para sites com tantos subsídios. Erram mais que os wikis, mas com estes - por definição - lido, sempre como último recurso, sabendo perfeitamente o terreno que estou pisando.
E foi através da insistência de um amigo, que me enviou o link para esta pequena preciosidade, que, finalmente, tomei contato com a Fanny Adams. E um profundo sentimento de frustração tomou conta de mim por não ter cedido à tentação de conhecê-los antes. Não...não há aqui um músico digno de ocupar sequer a tricentésima milésima posição no panteão dos maiores em seus instrumentos, mas as excelentes composições, com riffs certeiros e refrões ganchudos mas sem afetações, e sempre interpretadas de uma maneira extremamente eficiente, criteriosa e economicamente stoner/garage, conferem a este seu único trabalho o merecido prestígio que sempre desfrutaram entre colecionadores.
E assim descobri Doug Parkinson (vocais), Vince Maloney (aka Melouney, guitarras/vocais), Teddy Toi (baixo) e Johnny Dick (bateria), quatro jovens australianos/neozelandeses e, já nessa época, experientes e renomados músicos atuando por todo o continente -Vince, por exemplo, foi músico dos Bee Gees quando estes ainda amamentavam sua carreira e Doug, dono de uma belíssima e poderosa voz, já era um ídolo.
Pelo que apurei, consideravam-se um supergrupo e ostentavam uma certa 'marra', gerando antipatia por parte do público, refletindo-se sem piedade nas vendas do álbum e, em apenas alguns meses, causando a implosão da banda.
Bom, a verdade é que, independente de quaisquer equívocos no gerenciamento da carreira, estes caras deixaram um excelente legado. Como afirmei antes, daqueles que me arrependo de não ter descoberto antes. Mas, antes tarde...
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