segunda-feira, 28 de julho de 2014

LOTUS / Re-postagem


Seguindo a fase de repostagens, sempre procurando privilegiar itens que, inexplicavelmente, desapareceram da Grande Rede, vamos agora com esta que, em minha modesta opinião, é a principal responsável pelo movimento de retorno ao modelo setentista britânico de fazer rock que grassou a Suécia neste século e contaminou não só seus vizinhos escandinavos, como também muitos dos demais países europeus, e a elevou ao patamar de principal celeiro rocker da atualidade, influenciando bandas de todo o mundo e dando um novo impulso, recheado de válvulas 6L6 e equipamentos analógicos, a um gênero que beirava o abismo existencial com seus exageros de produção, Pro-Tools em profusão e glamour em excesso.

Com vocês, a Lotus!

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Originalmente publicado em 08.06.2009.


Tudo o que sei sobre esta e-x-c-e-l-e-n-t-e banda sueca de hard/heavy/stoner rock é...que nada sei. Mas os caras também pagam pra vacilar pois escolhem um nome -apesar de sonoramente belíssimo- em que, só a nanica Suécia, abriga, no mínimo, mais 5 bandas com o mesmo nome ou com variações. Vai ver este é um dos motivos do elevado índice de suicídios por lá, mesmo com mulheres tão lindas. Imaginem a cena: "Cara, vamos ter que mudar o nome da nossa banda. Descobri que existem mais duas bandas aqui no bairro com o mesmo nome!". Manchete do dia seguinte: "Suicídio coletivo de promissora banda de rock. Suspeita-se de culto satanista ou pacto de morte". Isso sem levar em consideração que encontrei mais de 15 (!!!) bandas ao redor do mundo com este mesmo nome. Mas a verdade é que o que faltou em criatividade na escolha do nome sobrou em competência e punch na sonoridade.
Mas vamos ao pouco que descobri: a sueca de Gottenburg, Lotus, é fruto do mesmo line-up da Fruitcake, banda que resolveu acabar com a sisudez no rock escrevendo e executando pancadas sônicas com letras versando sobre...frutas. Formada por Niklas Borjesson (vocais/guitarra), Tomas Modig (baixo/vocais) e Hans Eriksson (bateria), lançaram em 98 seu primeiro e magnífico álbum, muito apropriadamente denominado 'Fruitage'. Devido à ruidosa repercussão desta estreia, passam a apresentar-se em festivais por toda a Europa e, com isso, recebem, e aceitam, um convite para participar de um tributo ao Captain Beyond, no qual gravam uma excelente versão para 'Mesmerization Eclipse' em duo com o lendário ex-Thin Lizzy Brian 'Robbo' Robertson, que se apaixona pela banda e oferece-se para produzir seu novo trabalho. Assim, já no ano seguinte, lançam o EP 'A Taster For The Big One', com 'Robbo' não só produzindo como também colocando sua guitarra em 2 das 7 faixas. A união fortalece-se durante este período e segue para os palcos pois o que era trio, mesmo que informalmente, torna-se um quarteto com a adesão do mais novo 'amigo de infância'.
Em 2000, lançam 'Quartet Conspiracy', novamente produzido e com participação de Robertson, onde ainda recebem o luxuoso auxílio, na faixa 'Piece Of Mind', do compatriota guitarrista John Norum, da Europe, banda de laquê rock com muitos admiradores em todo o mundo - por favor, me incluam fora dessa. Em seguida, relançam 'Fruitage', a esta altura já sendo considerado uma pequena obra-prima, com nova capa e nome -'Complete Fruitage', remasterizado, remixado e com todas as músicas registradas nas sessões de 98. E, o que já era ótimo, ficou ainda melhor.
O ano de 2001 testemunharia o lançamento de mais um EP, 'Roots', onde prestam tributo a alguns de seus heróis, entre os quais Led Zeppelin, Black Sabbath, Deep Purple, Thin Lizzy, entre outros. E isto é tudo...seus integrantes desapareceram do mapa, sem sequer um anúncio oficial de dissolução da banda.
Já tenho a Lotus há uns bons 3 anos entre as minhas prediletas do atual cenário hard/heavy, muito disso em função de 'Fruitage' figurar entre meus álbuns de cabeceira, com seus riffs ensandecidos e convenções matadoras, refrões ganchudos e criatividade, excelência e precisão na execução dos arranjos, e, tranquilamente, entre os melhores do gênero nos últimos 10 ou 15 anos. No entanto, foi tão difícil encontrar material sobre esta banda que adiei o quanto pude a sua publicação. Mas valeu a pena.

Divirtam-se sem moderação!












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segunda-feira, 21 de julho de 2014

HAMMER-HAMMER (1970)/G&B Remasters / Re-postagem


Originalmente publicado em 13.10.2009.


Já que estamos na semana dedicada às crianças, não poderia deixar de atender a um pedido de meu irmãoSinho Maddy Lee, há mais de 3 meses auto-exilado ainda mais ao norte do hemisfério que dantes. E não há (quase!) nada que esse maluco me peça sorrindo que eu não o faça chorando. Neste caso, na verdade, juntou-se à fome a vontade de comer, já que tenho esse petardo há quase 2 anos no meu HD esperando por uma restauração e posterior postagem por aqui, mas a qualidade da ripagem de vinil me desanimava e tinha esperanças no surgimento de um rip melhor ou até mesmo seu lançamento em CD; tudo de ruim decorrente da má conservação de um acetato se fazia presente, dos estalos em profusão aos sulcos carcomidos, e agravados pela falta de aterramento do toca-discos provocando aquele irritante zumbido quase sub-sônico. Aliás, esse tópico merece um aparte: aos neófitos em ripagem de vinil, informo que TODO E QUALQUER toca-discos deve ser aterrado, seja para apenas ouvir seus LPs favoritos e que nossas crianças costumam olhar com aquela fisionomia do tipo "pra que merda serve isso?" e tentados a brincar de 'disco voador', ou mesmo apenas para extração de seu conteúdo.
Após esse curto mas necessário preâmbulo, vamos ao que realmente interessa: a banda Hammer e este seu único disco. Formada em 69 por John De Roberts (vocais), Jack O'Brien (guitarras), Norman Landsberg (teclados), Ritchie McBride (baixo) e John Guerin (bateria/percussão) em pleno cenário west coast psych, nasceu com o propósito, ainda começando a ser explorado à época, de levar o jazz para o universo hard rock, mas sem nenhum parentesco com o estilo metais em brasa de Blood, Sweat & Tears, Ides Of March, Chicago e quetais. Talvez, tendendo um pouco mais para Blue Image ou Colosseum(I), mesmo assim sendo muito genérico na colocação. Para viabilizar esse projeto, contaram com o auxílio daquele que, posteriormente, se tornaria um dos produtores mais influentes da região, David Rubinson.
O resultado é um belo exemplar de liberdade criativa. Do hard bop permeado de uma excelente guitarra crunch 'Something Easy', à gismontiana 'Death To A King', a bolacha desce redonda e recheada de excelentes momentos. Seja no exercício heavy 'Hangover Horns' ou na latinidade de 'Tuane', em que sobressaem os scats (aliás, bem comuns durante todo o disco) de um, na maioria das vezes, inspirado De Roberts. E quero ver alguém resistir ao chiclete 'You May Never Wake Up' com seu clima vaudeville nos remetendo diretamente a Kurt Weill.
E tudo isto agora de forma audível, ao menos.




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domingo, 13 de julho de 2014

GLOBAL VILLAGE TRUCKING COMPANY-GLOBAL VILLAGE TRUCKING COMPANY (1974) / G&B Remaster

 IRMANDADE DOS BLOGS / POSTAGEM ESPECIAL DO DIA MUNDIAL DO ROCK!!!

Hoje, Dia Mundial do Rock, está sendo publicada a primeira postagem conjunta da ''Irmandade dos Blogs'', grupo criado no Facebook com o objetivo de promover a união de donos de blogs brasileiros, visando uma maior divulgação destes blogs, elaborar postagens especiais em conjunto, além de fazer o intercâmbio entre si,  conhecendo-se melhor, realizando parcerias e fazendo amizades.
Até o momento, 23 blogs fazem parte desta associação, criada recentemente e ainda em fase de estruturação funcional.
O grupo também foi aberto aos membros e visitantes de cada blog participante, que terão a oportunidade de interagir com os blogueiros, fazendo pedidos, dando sugestões ou simplesmente fazendo amizade com os mesmos.
Abaixo, a lista de participantes desta postagem de estreia, com cada blog abordando à sua maneira um disco ou banda diferente. Visitem-nos!!!

A máquina de Fazer Sonhos 
(http://amakina.blogspot.com/)
Armazém do Rock Nacional 
(http://armazemdorocknacional.blogspot.com.br/)
Bárbaro do Sul 
(http://barbaro-do-sul.blogspot.com.br/)
Contramão Brasil 
(http://contramaobrasil.blogspot.com/)
Contramão Progrock 
(http://contramaoprogrock.blogspot.com/)
Discos Fundamentais 
(http://discosfundamentais.blogspot.com/)
Gravetos & Berlotas
( http://gravetos-berlotas.blogspot.com.br/)
Krautrock Maniac 
(http://krautrockmaniac.blogspot.com.br/)
Le Grand Grotesque Circus 
(http://www.legrandgrotesquecircus.blogspot.com.br/)
Macrocefalia Musical 
(http://macrocefaliamusical.blogspot.com.br/)
Nas Ondas da Net 
(http://7062khz.blogspot.com/)
Pérolas do Rock 'n' Roll 
(http://rocknrollperolas.blogspot.com)
Roxx 2 Download 
(http://roxx2download.blogspot.com.br/ ) (Portugal)
Som Mutante 
(http://sommutante.blogspot.com.br/)
Som Trimado
(http://somtrimado.blogspot.com.br/)
Som Valvulado 
(http://somvalvulado.blogspot.com.br/)
Toca do Shark
(www.tocadoshark.blogspot.com.br)
Venenos do Rock 
(http://venenosdorock.blogspot.com/)
World Progressive & Classical Rock 
(http://worldprogressiveclassicalrock.blogspot.com.br)

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Em fins dos 60s/início dos 70s, tornou-se comum a formação de bandas impregnadas do espírito anarco-libertário do movimento hippie, adotando, entre tantos outros, o hábito da vida em comunidades, onde tudo era compartilhado, de um simples 'baseado' às mais diversas manifestações artísticas. Ah...o sexo também! E a londrina Global Village Trucking Company foi um dos representantes desta divertida vertente, cuja característica mais marcante era uma música que se pretendia livre de amarras estilísticas, muito embora, devido à opção por uma vida mais simples e enraizada no campo, gêneros como folk, country, bluegrass e blues acabassem por ser mais bem assimilados, mas sempre com fartas doses de psicodelia, pequenas pitadas de prog e forte tendência a longos improvisos. A estes coletivos, só para utilizar um termo muito em voga neste século que apenas engatinha, convencionou-se chamar hippie bands.
Formada ainda no nascedouro da década de 70 por Jon Owen (vocais/guitarras/violões de 6/12 cordas), Jimmy Lascelles (teclados/vocais), Mike Medora (guitarras/harmonica/vocais), John McKenzie (baixo/vocais) e Simon Stewart (bateria/percussão), a Global Village Trucking Company manteve um line-up um tanto flutuante, outra característica das bandas do gênero, até seu fim em 76, mas deixou um bonito legado formado pelo registro de sua participação em um festival organizado pela instituição beneficente Greasy Truckers em 73 e um álbum de estúdio - aqui, incorporaram Peter Kirtley (guitarras/vocais), Jim Cuomo (saxes), Jeremy Lacalles (percussão) e Caromay Dixon e Monica Garelts nos vocais - já no ano seguinte. Lamentavelmente, a era de uma música que privilegiasse longas jams, a exemplo de bandas como Grateful Dead e The Allman Brothers, já apresentava desgastes comerciais, o punk com seus 3 acordes já começava a chutar a porta da indústria musical e, com isso, muitos bons representantes de uma música feita pelo simples amor à música perderiam espaço e ficariam pelo caminho. E a Global Village Trucking Company foi uma delas.


Just one link, pleeeeaaaase!!!

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"What Happened Next?
( Videodocumentário sobre a Global Village Trucking Co.)

segunda-feira, 7 de julho de 2014

NÓÓÓSSINHOOORA...


CONNIE NIELSEN