Sim...é claro que Christone 'Kingfish' Ingram não é nenhuma novidade para quem acompanha a cena blues contemporânea. Afinal, já há quase uma década, Kingfish, apelido herdado, e adotado por ele, de seus professores no Delta Blues Museum, vem se apresentando pelo circuito da região, sempre com estrondoso sucesso. Sucesso exponencialmente turbinado com o compartilhamento nas mídias sociais de registros amadores de suas apresentações. Daí para, ainda um adolescente, tornar-se alvo de disputa como endorser e, até mesmo, endorsee de algumas das mais conceituadas griffes de equipamentos e instrumentos musicais foi um pulo. E com isto também choveram convites para apresentações em TVs, participações em álbuns e turnês como atração de abertura para nomes do quilate de Eric Gales, Bootsy Colins, Keb Mo', Gary Clarke, Jr e Buddy Guy.. Ou seja, nada muito diferente do périplo tradicional de inúmeros prodígios no instrumento...alguns destes, hoje, muito bem estabelecidos, como Joe Bonamassa -o grande nome do gênero, na atualidade- e Kenny Wayne Shepperd; outros, já encaminhados, como Davy Knowles e Marcus King e uns, alçando seus primeiros voos, como Catfish e Chris Buck. Christone Ingram chega como mascote, mas com um trabalho extremamente maduro para uma estreia, das composições às performances com as 6 cordas, e demonstrando um crescimento vocal surpreendente, para dizer o mínimo.
Acho que sua escolha por uma música "triste e para velhos", como costumavam afirmar seus amigos de infância e adolescência, fãs de hip-hop, foi mais do que acertada. O que vocês acham?

