segunda-feira, 26 de abril de 2010

THE METERS-ANTHOLOGY:FUNKIFY YOUR LIFE (1995)

E já que resolvi enveredar por essa minha eterna paixão pelo funky/soul, por que não rachar o assoalho de uma vez por todas? E nada melhor para isso que disponibilizar um clássico representante do funk moldado nos pântanos de New Orleans: The Meters. Como muitas bandas da época, e hoje tendo como exemplo a The Dap-Kings estrela da postagem anterior, seus integrantes -Art Neville (teclados/vocais), Leo Nocentelli (guitarras), George Porter, Jr. (baixo/vocais), 'Zigaboo' Modeliste (bateria/percussão) e Cyril Neville (percussão/vocais)-  foram arregimentados, ainda em meados dos '60, como house band do selo de um dos maiores produtores e compositores do gênero e um ícone da região, Allen Toussaint
Após algum tempo apenas secundando os principais nomes da gravadora, conseguem uma chance e entre 69/70 emplacam nada menos que 3 sucessos nas pistas, 'Cissy Strut', 'Sophisticated Cissy' e 'Look-Ka Py-Py'. A partir de então, tornam-se referência não só para a música negra norte-americana, como também para vários dos medalhões do rock, que os recrutam constantemente para uma apimentada nas suas gravações. No entanto, as vendas são inversamente proporcionais ao seu prestígio e, após o lançamento de 'New Directions', em 77, resolvem separar-se, com Art e Cyril juntando-se a seus irmãos na criação da genial The Neville Brothers -preciso postar a discog destes cracaços por aqui- e os demais tornando-se requisitadíssimos session men. Volta e meia reunem-se para relembrar os velhos tempos mas novas gravações não constam dos planos destes pioneiros do funk. Portanto, sacolejem-se com quem sabe tudo e mais alguma coisa do babado e...

Funkify Yourself!!!!









CD 1
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MU

CD 2
RS
MU


Esta postagem é dedicada com carinho ao amigo e superb guitarrista Felippão, da Mojo Society e trocentas outras bandas, que me pediu de joelhos no milho por material dos Meters.

domingo, 18 de abril de 2010

FOOOOOOOOOOOOOOOOOOGGGGGOOOOOOOOO!!!!


SSSSSSSSHHHHHHHH................
MULAMBADAAAAAAA!!!!!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

WINTERVILLE-EVERYTHING IN MODERATION (2005)

Mais uma banda que já conheci a 7 palmos (a banda, para deixar bem claro!). E talvez seja das que mais lamento ter sido desta forma. O mais curioso é que, pelo que apurei, deixou um séquito de 'viúvas' chorosas do hard blues rock envenenado com um bem dosado peso grunge, um certo groove zeppeliniano e, why not?, um irresistível apelo pop perpetrado pelos ingleses de County-Durham, Peter Shoulder (vocais/guitarras/violões), Joss Clapp (baixo/mandolin/vocais) e Mario Goossens (bateria), em antológicas apresentações e registrado em altíssimo padrão em seu único álbum. Basta uma pequena gugada para testemunhar o volume de citações à banda em sites/blogs de conteúdos os mais variados.
E tudo nasceu despretensiosamente no ano de 2003 do encontro de 3 moleques absolutamente estranhos uns aos outros em um pub e que, cansados de suas respectivas bandas, resolvem levar um som e...eureka! A química foi imediata -em muito devido ao material de própria pena de um inspiradíssimo Shoulder- mas a escolha de The Others para nomear a banda mostrou-se um desastre. Ao verificarem já existir ao menos umas 1500 bandas com o mesmo nome apenas no Reino Unido, foram obrigados a trocar para...The Keytones mas, definitivamente, eles não faziam surf music e o novo nome mostrou-se  um tanto o quanto fora de contexto. E eis que em um rasgo de inspiração divina, resolvem-se por ...Winterville! Ok, os caras podem ser péssimos na escolha de um simples nome mas, a despeito disso, seus shows tornavam-se cada vez mais concorridos e passam a abrir para a veterana Thunder e ainda convidados pessoalmente por Scott Gorham a abrir para uma das inúmeras formações revivalistas da Thin Lizzy.

Neste momento, 'Everything In Moderation' estava em fase de finalização e toda a banda desfrutando de um prestígio inesperado, notadamente Shoulder, radiante por participar do que acabou por tornar-se o epitáfio do lendário bluesman Little Milton, 'Think Of Me'. 
Tão logo lançado, 'Everything In Moderation' colheu imediata aclamação da crítica e sua base de fãs, já bem consolidada por incansáveis maratonas de shows, expandiu-se consideravelmente. Tudo corria muito bem, então porque não entrar em estúdio para gravar o sucessor de um dos melhores discos de estreia neste século? Material não era problema pois boas canções brotavam como água dos poros de Shoulder e já em finais de 2006 resolvem encarar o clima aconchegante do estúdio para iniciar sua pré-produção e em janeiro de 2007...o site da banda é misteriosamente removido e em seu lugar apenas um lacônico aviso de que a banda havia se separado concluido com um gélido agradecimento a todos os que os ajudaram, blá blá blá. Desde então, periodicamente procuro por notícias de retorno ou por algum material raro, outtakes, live bootlegs, etc sem sucesso (aceito doações!). Segundo soube, Peter Shoulder passou a trancar-se em seu estúdio registrando suas composições e disponibilizando-as pela rede; dos demais, nada consegui. Melancólico fim para uma banda com um potencial enorme ainda a ser explorado.


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segunda-feira, 12 de abril de 2010

THE BROUGHT LOW

Já estou para disponibilizar algo destes novaiorquinos do Bronx desde que os conheci em 2007 e seu segundo CD, 'Right On Time', já completava 1 ano de lançamento, mas optei aguardar por um novo trabalho por julgar que este não demoraria e também porque a grande rede estava lotada de links tanto para aquele disco como para o primeirão autointitulado de 2001. No entanto, passaram-se 3 anos até que este power trio -Ben Smith (vocais/guitarras -compositor inspirado e frontman envolvente), Robert Russell* (baixo -eficiente e econômico, até porque seu companheiro de cozinha não lhe deixa muito espaço) e Nick Heller (bateria/percussão -um animal ensandecido!)- absorvesse tudo que lhe aconteceu durante este período e adquirisse solidez o bastante para dar continuidade ao potente e aclamado material de 'Right On Time', responsável por levá-los a excursionar constantemente durante o período e abrir para alguns medalhões, até mesmo para aquela, até o momento, disputando com Queen + Paul Rodgers o título de 'mico' musical do século, a Them Crooked Vultures.

E assim nasceu o preguiçosa e convenientemente intitulado '3rd Record', sem nada apresentar de novidade  que não um classic rock americano -afinal, ninguém faz melhor- recheado de gordos timbres de Gibson Les Paul e excelentes riffs encharcados de influências as mais diversas, de MC5 e Led Zeppelin a Lynyrd Skynyrd, Blue Cheer e blues, muito blues. E tudo com uma energia absolutamente punk, conferindo à sua sonoridade um delicioso sotaque indie/alt rock. Resumindo, é apenas um rock tipicamente made in NYC...but I like it!
*Dean Rispler, no ábum de estreia


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quinta-feira, 8 de abril de 2010

CWT-THE HUNDREDWEIGHT (1973)

É muito interessante a forma como, apesar de estar com todas as prioridades em termos de postagens muito bem definidas previamente, algum elemento externo nos leva a abandonar completamente planos que antes nos pareciam perfeitos. E os motivos são os mais variados, de um determinado lançamento há muito esperado a uma sugestão nos comentários. E é mais ou menos neste último caso que esta postagem se enquadra. O 'mais ou menos' fica por conta de também ser um ótimo motivo para fechar com chave de ouro esta pequena sequência hard prog iniciada com a Shotgun Ltd.
E foi justamente nos comentários daquela postagem que surgiu a ideia de disponibilizar essa pequena jóia do gênero, quando o parceiro Claudimir citou a semelhança entre a Shotgun Ltd. e a anglo-germânica CWT, abreviatura para 'hundredweight' ou 100 libras. Na verdade, considero pouquíssimas as semelhança entre as duas bandas...talvez apenas no peso das guitarras e na farta utilização de arranjos à base de naipes de sopros. Além, claro, do fato de ambas serem excelentes representantes do gênero e terem lançado apenas um disco em reduzidíssimo número de cópias.
No caso dos ingleses Graham (Graeme) Quinton-Jones (vocais/guitarras/teclados), Peter Kirk (baixo) e Colin White (bateria/percussão), o interessante foi que -como tantas bandas e a começar pela mais ilustre delas, a Nektar-, em busca de alternativas para o saturado mercado de seu país de origem, resolveram radicar-se na Alemanha, na época fervilhando e exportando com muito sucesso para toda a Europa sua versão para o prog rock, comumente denominado kraut rock (ou rock chucrute, como costumo chamar), e de lá tentar dominar o mundo. É bem verdade que isso não aconteceu, mas deixaram um belo legado chamado 'The Hundredweight', a despeito dos, em sua maioria, arranjos de sopros beirando o ridículo, mais parecendo escritos por um integrante de alguma daquelas medonhas bandas folclóricas presentes em qualquer oktoberfest que se preze, até mesmo nos 'ataques' constantemente fora de sincronia -ora adiantados, ora atrasados e raramente bem encaixados. Mas o pior foi constatar que o responsável por isso chama-se Cy Payne, um renomado big band leader inglês, e que a produção, a cargo do cracaço Andrew Loog Oldham, nada fez para enfiar um trombone de vara goela abaixo daquele infeliz. Agora, vocês devem estar pensando: 'Se é assim, por que esse beócio resolveu postar esse disco?'. Porque, apesar desta deficiência, é um discaço-aço-aço! Simples assim! Mas também porque, se formos analisar por uma outra ótica, um trabalho que tem tanto contra si  e consegue ser tão bom, certamente possui atributos -composições absurdamente excelentes e apenas um cover, 'Signed D.C.' de Arthur Lee, execuções primorosas, timbres matadores e o gogó, com um 'quê' de Chris Farlowe, de Charlie Jardine (inexplicavelmente, não creditado), só para citar alguns- tão excepcionais que opera o milagre de fazer com que o ouvinte consiga abstrair por completo dos desinspirados sopros sem nenhuma dificuldade. Um trabalho que merece ser degustado de ponta a ponta sem interrupção por diversas vezes seguidas. Quem sabe um dia lançam uma Special Edition incluindo um CD bônus com uma versão 'without horns'? Acho que agora eu viajei, né?

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

AMISH-AMISH (1972)

Acho que todos sabemos alguma coisa sobre a comunidade Amish, seu apego à simplicidade, despojamento de valores mundanos, austeridade, rigidez religiosa, dedicação à agropecuária, indumentária um tanto peculiar, etc. Ok, também assisti a 'A Testemunha', bom filme de Peter Weir estrelado por Harrison Ford e a deliciosamente amish Kelly McGillis. Mas a banda em foco pouco (ou nada) tem a ver com a comunidade da qual emprestaram o nome, até porque não faria muito sentido uma penca de malucos vestidos de preto da cabeça aos pés, com uma bíblia debaixo do braço e barbas quase tão grandes quanto às de Billy Gibbons e Dusty Hill empunhando guitarra, contrabaixo, teclados, tambores e pratos. Pensando bem, se não fosse pela bíblia...
Na verdade, acredito que os canadenses da comunidade rural de Gart -tradicional reduto amish-, Doug Stagg (vocais), Richard Botts (guitarras), Ron Baumtrogg (teclados), Mike Gingrich (baixo) e Jack Byrne (bateria/percussão), no momento de nomearem a banda, devam ter fumado uma morra sem tamanho e sorvido doses generosas de chá de cogumelo, talvez influenciados pelo ambiente bucólico da região, e deu nisso. A esta altura os amigos devem achar que trata-se de uma banda folk recheada de flautas, rabecas, tambouras, entre outros instrumentos mais afeitos a uma música gerida em uma comunidade rural e que abdica das facilidades da energia elétrica e do automóvel. Ledo engano. O que temos aqui é o mais ensandecido hard prog -por sinal, muito mais para hard que para prog- recheado com uma certa dose de comportada psicodelia e a sempre bem-vinda influência de Traffic, de quem, por sinal, fazem uma excelente leitura de 'Dear Mr. Fantasy'. Há quase 1 ano me delicio com essa pequena jóia perdida -temas como 'Black Lace Woman', 'Wise Man', 'In The Sea' e 'Down The Road' me soam familiares como se houvessem feito parte de minha infância/adolescência- e da qual tem-se notícia de apenas 1000 exemplares em vinil lançados pela Essex e que mereceu lançamento em CD apenas longos 35 anos depois. Bem, antes tarde que nunca.

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

JIMI HENDRIX-LIVE AT BARBEQUE '67 / G&B Remasters

Sim, minha gente, este é o soundboard -diria que nota 7,5 devido ao upgrade que apliquei- do legendário show da Jimi Hendrix Experience no The Spalding Festival em 29 de maio de 1967. E não pensem que ele estava sozinho nessa. Além do maior guitarrista de todos os tempos, ainda marcaram presença naquele dia histórico sumidades como Cream, Pink Floyd, The Move e Zoot Mooney. Mas o incrível é que custou a bagatela de...1 Libra!!! Duvidam? Então, deem uma sacada no poster do evento logo abaixo.
Há muito venho tentando encontrar essa preciosidade boiando na grande rede mas há apenas uns 10 dias encontrei-o em uma comu mas o link estava fedendo de tão morto. De tanto implorar, um dos moderadores -valeu, André!- providenciou um novo link e, após uma boa passada de régua no SF, agora divido, com exclusividade, esta preciosidade com vocês. Divirtam-se! E comentem...muuuuuiiiiiiito!!!

MU