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segunda-feira, 21 de julho de 2014

HAMMER-HAMMER (1970)/G&B Remasters / Re-postagem


Originalmente publicado em 13.10.2009.


Já que estamos na semana dedicada às crianças, não poderia deixar de atender a um pedido de meu irmãoSinho Maddy Lee, há mais de 3 meses auto-exilado ainda mais ao norte do hemisfério que dantes. E não há (quase!) nada que esse maluco me peça sorrindo que eu não o faça chorando. Neste caso, na verdade, juntou-se à fome a vontade de comer, já que tenho esse petardo há quase 2 anos no meu HD esperando por uma restauração e posterior postagem por aqui, mas a qualidade da ripagem de vinil me desanimava e tinha esperanças no surgimento de um rip melhor ou até mesmo seu lançamento em CD; tudo de ruim decorrente da má conservação de um acetato se fazia presente, dos estalos em profusão aos sulcos carcomidos, e agravados pela falta de aterramento do toca-discos provocando aquele irritante zumbido quase sub-sônico. Aliás, esse tópico merece um aparte: aos neófitos em ripagem de vinil, informo que TODO E QUALQUER toca-discos deve ser aterrado, seja para apenas ouvir seus LPs favoritos e que nossas crianças costumam olhar com aquela fisionomia do tipo "pra que merda serve isso?" e tentados a brincar de 'disco voador', ou mesmo apenas para extração de seu conteúdo.
Após esse curto mas necessário preâmbulo, vamos ao que realmente interessa: a banda Hammer e este seu único disco. Formada em 69 por John De Roberts (vocais), Jack O'Brien (guitarras), Norman Landsberg (teclados), Ritchie McBride (baixo) e John Guerin (bateria/percussão) em pleno cenário west coast psych, nasceu com o propósito, ainda começando a ser explorado à época, de levar o jazz para o universo hard rock, mas sem nenhum parentesco com o estilo metais em brasa de Blood, Sweat & Tears, Ides Of March, Chicago e quetais. Talvez, tendendo um pouco mais para Blue Image ou Colosseum(I), mesmo assim sendo muito genérico na colocação. Para viabilizar esse projeto, contaram com o auxílio daquele que, posteriormente, se tornaria um dos produtores mais influentes da região, David Rubinson.
O resultado é um belo exemplar de liberdade criativa. Do hard bop permeado de uma excelente guitarra crunch 'Something Easy', à gismontiana 'Death To A King', a bolacha desce redonda e recheada de excelentes momentos. Seja no exercício heavy 'Hangover Horns' ou na latinidade de 'Tuane', em que sobressaem os scats (aliás, bem comuns durante todo o disco) de um, na maioria das vezes, inspirado De Roberts. E quero ver alguém resistir ao chiclete 'You May Never Wake Up' com seu clima vaudeville nos remetendo diretamente a Kurt Weill.
E tudo isto agora de forma audível, ao menos.




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