segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

PRÊMIOS G&B 2012


A cada ano a enfumaçada cerimônia de entrega dos prestigiosos e disputados a 'tapas' Prêmios G&B está sendo agendada para mais tarde. Claro que muito disto se deve à falta de tempo deste que vos escrevinha e também único responsável pela outorgação de tão cobiçada láurea, mas grande parte posso jogar na conta do enorme volume de lançamentos nestes tempos youtúbicos e soundcloudicos, quando basta gravar, abrir uma conta no site de vídeos que dominou o mundo e na nuvem de fumaça sonora do momento e esperar a sorte bater à sua porta e, quem sabe, chegar aos seus 15 segundos (sim, Wharol foi muito generoso) de fama. A coisa é tão grave que, já com 2013 cheio de lançamentos, ainda continuo com uma boa quantidade de CDs/DVDs de 2012 aguardando na fila. Mas o tempo urge e, dentre o que consegui ouvir do que foi lançado no prolífico -mas nem por isso notável qualitativamente- ano que passou, os itens a seguir foram os que mais proporcionaram a meus tímpanos momentos indescritíveis de prazer, exceção feita ao indesejável Prêmio Palhoça, tradicionalmente outorgado ao pior lançamento do período. Curioso destacar que, em comum com a enorme maioria dos agraciados, está o formato power trio. Será uma tendência?

Mas vamos a eles!


PRÊMIO RABO DE RAPOSA

StoneRider-Fountains Left To Wake

Este foi um álbum que demorou um tanto para ser assimilado mas à medida que o estranhamento na digestão dissipava-se, também transformava-se em um vício. Passei a escutá-lo na íntegra ou em partes todos os dias mas, insatisfeito com as versões que eram constantemente disponibilizadas na rede, continuava no encalço de um arquivo com uma sonoridade mais gorda. Sem sucesso, decidi promover alguns ajustes através do SF 10 na melhor versão que encontrei e é esta que disponibilizo por aqui.
Mas vamos ao que interessa: o porquê da escolha de 'Fountains Left To Wake', segundo trabalho desta banda de Atlanta, para lançamento do ano. A verdade é que conheço a StoneRider desde o lançamento de seu primeiro trabalho, 'Three Legs Of Trouble' de 2008, quando ainda um quarteto formado por Matt Tanner nos vocais e guitarras, Neil Warren nas guitarras, Champ Champagne no baixo e vocais e Jason Krutzky na bateria e percussão. Com a excelente repercussão da estreia, recheada de um hard rock clássico com tempero southern, furioso e competentíssimo, os shows se avolumaram e chegaram a abrir para nomes como Robin Trower e Uriah Heep, sempre com enorme sucesso de público e crítica. 
Seduzido pelo rock e a psicodelia de fins dos 60 e início dos 70, Tanner começou a voltar sua veia criativa a forjar pérolas impregnadas de patchouli, provocando a saída de Champagne, que não concordava com o novo rumo da banda. Na impossibilidade de conseguirem um novo baixista a tempo de cumprir o restante da extensa agenda, Warren foi improvisado e posteriormente efetivado nas 4 cordas. E a StoneRider transformou-se em trio, agora com todos os seus integrantes imbuidos do desejo de recriar as sonoridades quentes e soltas de um dos períodos mais férteis do rock, e 'Fountains Left To Wake' começou a ser moldado.
Concebido como um caleidoscópio do rock, 'Fountains...' em muito se assemelha em conceito, roteiro e sonoridade a um dos grandes clássicos do gênero, 'Exile On Main St.', dos mestres The Rolling Stones. Mas as comparações acabam aí pois o que menos se encontra por todo o álbum são menções estilísticas ao clássico quinteto liderado pela dupla Jagger-Richards. No entanto, ecos de Faces, Humble Pie, Free, Kinks e outros fortes representantes do período e pitadas de west coast psych estão fartamente distribuidos, mas sempre alimentados pela forte personalidade das composições de Tanner e mantendo a indelével veia southern/country comum a todos os integrantes, por todos os 16 petardos que fazem parte do track list do álbum. E de forma magistralmente despojada, completamente registrado ao vivo no estúdio e valendo-se de econômico uso de overdubs, criaram uma pequena jóia contemporânea do roquenrou


De brinde, anexei também o link para seu álbum de estreia, até mesmo para que os que porventura nada conheçam da banda, possam não só deliciar-se com 2 belos exemplares do gênero musical mais popular do mundo como também fazer uma comparação dos diferentes estilos explorados pela banda.


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 Langfinger-Slow Rivers  
(G&B Custom Edition)

Mas não havia como deixar de premiar 'Slow Rivers' (até porque um disco que consegue detonar meus wooferes, torna-se automaticamente sério candidato), novo trabalho da sueca Langfinger, banda que já havia conquistado meus coração e mente há 2 anos, quando de seu surgimento ainda adolescentes com 'Skygrounds', chegando a ganhar o Prêmio Semente 2010. Nitidamente mais maduro, este novo trabalho é a mais perfeita mistura de passado, presente e futuro do rock. Amálgama perfeito de alt e hard rock em 13 faixas (no original, apenas 9), a Langfinger e seu 'Slow Rivers' tem forte cheiro de sucesso comercial e de crítica, o que elevaria a Suécia a um novo patamar no cenário rock, para além do círculo restrito de admiradores do rock nórdico, no qual me incluo. Da psicodélica abertura instrumental com 'Them Tales' à estupenda faixa-título, uma das 4 estranhamente ausentes da edição original e incluidas nesta versão customizada, os ainda moleques Victor Crusner, Kalle Lilja e Jesper Pihl mostram um dos bons caminhos para o futuro do rock. Pegue uma carona sem receio você também. E se gostar e quiser  mais da banda, dê uma esticada até aqui e conheça também seu primeiro trabalho.


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PRÊMIO SEMENTE

Não por acaso esta categoria ocupa posição tão destacada entre os Prêmios G&B. Afinal, é daqui que, contando também com alguma sorte, talvez presenciemos o nascimento de uma grande banda ou compositor ou músico ou, glória suprema!, tudo em uma só embalagem. Mas isto somente o tempo dirá. Aqui, na verdade, só aponto os caminhos que mais me fizeram ter esperanças em um futuro promissor frente a um cenário um tanto caótico pois ainda tentando entender como trabalhar as novas mídias e, assim, novos talentos se lançam a uma velocidade estonteante, como diria o poeta. Afinal, hoje qualquer quarto é um home studio em potencial com trocentos canais à disposição para overdubs variados com o 'taxímetro' congelado ao mesmo tempo em que os banheiros -já saturados de tantos números 1, 2 e...3 de seus moradores- voltam a ter o destaque de outrora nas gravações de vozes e guitarras recheadas de reverb. E mais ou menos desta forma são despejados digitalmente e/ou fisicamente dezenas de milhares de novos produtos, e grande parte de maneira totalmente independente. Mas o surgimento de pequenos selos, geralmente seguindo a cartilha da segmentação de seu conteúdo e geridos por sangue novo, já vislumbrando um belo horizonte, tem feito a festa de audiófilos sedentos de curiosidade. E foi exatamente daí que surgiram as principais promessas sonoras para um futuro muito breve, até porque todos foram também fortes candidatos ao prêmio principal. A começar pelo clima tanto mais sombrio quanto à beira da genialidade da Walking Papers para, em seguida, embriagar-se pelo abusado garage blues da John The Conqueror e quedar exausto frente ao classudo deep soul/funk da fantástica Hannah Williams & The Tastemakers, esta última uma certeira indicação de Findini, um dos mais assíduos e antigos  frequentadores da casa.
Querem saber mais e conhecerem os motivos de terem sido escolhidos? É só dar um rolê por...


Walking Papers-Walking Papers


John The Conqueror-John The Conqueror


Hannah Williams & The Tastemakers-A Hill Of Feathers


e
aqui

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PRÊMIO APERTADO MAS SÓ ACENDIDO AGORA

Kingston Wall

Esta banda finlandesa de psych/prog me foi aplicada na carótida por meu spacey junkie brodim Maddy Lee e transformou-se em amor à primeira orelhada. Considerada uma lenda em seu país e extremamente conceituada no gênero, a Kingston Wall foi dirigida por um gênio de nome Petri Walli, que conciliou como poucos as diversas influências que flutuavam caoticamente por sua mente para transformar o som de sua banda em algo único e marcante em pouco mais de 6 anos de vida e 3 álbuns oficiais, antes do suicídio de seu líder. Interessou-se e deseja saber mais, faça uma viagem interdimensional ao Plano Z e ore de joelhos em milhões de sementes de cannabis a seu Comandante-em-Chefe pela repostagem de sua discografia. Valerá muito a pena.


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PRÊMIO DA LATA

Outra categoria de enorme carga de responsabilidade, já que funciona como que a destacar material que correu por fora, muitas vezes e/ou por muito tempo à dianteira ou mesmo revezando-se nas primeiras posições do grid, vindo a perder por pentelhésimos de segundos. Dentre estas, uma das prediletaças desde muito tempo da casa, a Rival Sons de Jay Buchannan e seu magnífico 'Head Down', já vencedora em categorias diferentes em duas edições anteriores.
As novidades ficam por conta de duas bandas em situações muito diversas. De um lado, o power trio Mount Carmel confirmando ser uma aposta segura no blues rock por cortesia de belas influências de Free e Ten Years After em seu 'Real Women'. E por outro, uma banda que chamou a atenção na cena doom/hard/heavy desde seu surgimento com um álbum homônimo em 2004 mas que nunca me entusiasmou, sempre me soando um tanto amador, apesar das inegáveis qualidades de seu líder Magnus Pelander. Por ser uma voz destoante dos rasgados elogios da enorme maioria de resenhas abordando seus de fracos a medianos trabalhos iniciais, cheguei a temer sofrer uma espécie de bullying virtual. Mas o tempo provou que eu estava certo e, finalmente, após um belo pé na bunda de toda a banda - resultando em um hiato de 5 anos-, Pelander e seus novos companheiros de banda cunharam o melhor disco doom/metal que ouvi em 2012. Com produção impecável, 'Legend' é exatamente o que seu título alardeia a qualquer headbanger que se preze.


 Mount Carmel-Real Women


 Rival Sons-Head Down


Witchcraft-Legend


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PRÊMIO PALHOÇA

Radio Moscow-3 & 3 Quarters
Muitos certamente estranharão a presença da cultuada Radio Moscow, já vencedora em categoria muito mais honrosa no passado, mas na falta de um trabalho que eu tenha considerado realmente desabonador, um mico abissal, decidi-me por este desnecessário resgate do que a gravadora afirma ser uma espécie de lost album da banda. Mas não se trata de nada disso. Na verdade, '3 & 3 Quarters' nada mais é que um retalho de gravações feitas por Parker Griggs solitário em seu porão/estúdio em 2003, quando ainda um garoto curioso procurando por sua identidade musical, que só terá serventia para fãs mais ardorosos, seja pela baixa qualidade dos registros ou pela ingenuidade das composições. Mas se, ainda assim, você desejar conferir o material (e sinceramente recomendo que o faça), é só clicar aqui.

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PERSONALIDADES ENFUMAÇADAS

Desta vez esta premiação de caráter variado, podendo servir para destacar qualquer personagem ou iniciativa profundamente ligada à música como também para reconhecimentos por conjunto da obra ou até mesmo para homenagens póstumas. Coincidentemente, o tema deste ano acabou caindo em reuniões ou retornos. Assim sendo, como desconsiderar a importância do tardio lançamento em CD/DVD/BluRay do registro da reunião da Led Zeppelin em 10 de Outubro de 2007 para apenas 18.000 privilegiadas cabeças? Um registro emocionado e emocionante -pouquíssimo maquiado, apesar do temor de muitos fãs, entre os quais eu- por demonstrar que estes sexagenários, acrescidos de um legítimo herdeiro das baquetas da banda, ainda têm muito a oferecer. Esbanjando o indubitável talento e uma desenvoltura própria de garotos em início de carreira, Plant-Page-Jones-Bonham são ainda a salvação do rock. Aconselho a todos que adquiram este registro histórico no original mas sei que nem todos terão recursos; portanto, segue um link para o DVD.

  Led Zeppelin-Celebration Day  
(CD+DVD+BluRay)

Mas outra banda, embora sem um pedigree do porte de uma Led Zeppelin mas com seguidores ardorosos, resolveu retornar após longos 7 anos de separação. E assim, transbordando uma adrenalina que só a alegria do reencontro pode causar, a The Tea Party lançou um dos melhores discos ao vivo que ouvi nos últimos 10 anos, pelo menos. Registrado durante a Australian Reformation Tour 2012, Jeff Martin, Stuart Chatwood e Jeff Burrows demonstram uma coesão rara para tanto tempo de separação. Se desejarem conferir, basta uma passada para um chá gelado por aqui.

The Tea Party-Live From Australia
(CD+DVD+BluRay) 


E, claro, a saudade de Eddie e sua gang não poderia ficar de fora. Mesmo sem lançar um álbum brilhante, fizeram o mais difícil e sinal de bons agouros para os próximos anos: não deixaram dúvidas, com 'A Different Kind Of Truth', de que estávamos diante de um autêntico Van Halen. E isso é o bastante para colocá-los entre os destaques do ano. Duvidam? Então dêem uma passada por aqui e confiram.

Van Halen-A Different Kind Of Truth




sábado, 23 de fevereiro de 2013

MOJO SOCIETY RIDES AGAIN!!!

Depois de um longo e tenebroso inverno e a entrada de Casé Neves nas 4 cordas, a Mojo Society está de volta com um EP -'Live From Nowhere'- em que pagam pau (no melhor sentido!) a seus mestres, aqueles que ditaram o rumo de sua música. Inteiramente registrado ao vivo no estúdio, 'Live From Nowhere' é uma verdadeira declaração de amor à música de Otis Rush, Allman Bros. e os Kings, Albert & Freddie, além de uma faixa instrumental -'Funk Yourself'- de própria lavra. 
Se desejar adquirir um exemplar e dar uma força à banda, basta acessar a Musitrax e fazer o download. Gostou? Então ajude a banda chegar ao Crossroads Festival 2013, nesta edição no lendário Madison Square Garden, acessando o site do festival e votando quantas vezes quiser. 


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

JOHN THE CONQUEROR-JOHN THE CONQUEROR (2012)

Tenho um fraco por power trios. Sim, é fato. Sei lá o porquê, mas a crueza de uma formação tão minimalista e, por isto, sujeita a toda sorte de intempéries, frágil mesmo, mantém-me em permanente estado de apreensão ao mesmo tempo em que, dependendo da abordagem, alguns erros podem até tornar-se charmosos. E eles ocorrem mais do que em qualquer outra formação por vários motivos, da preferência por registros no estilo "1-2-3...vai, porra!" e pouquíssimos (ou nenhum) overdubs ao acúmulo de funções, com seus integrantes frequentemente assumindo outros instrumentos - além de vocais, claro. E isto fascina qualquer músico pois percebemos que, acima das qualidades intrínsecas de quaisquer integrantes, deverá sempre pairar a qualidade de sua música e a solidez de sua atitude.
E a John The Conqueror é um caso clássico do modelo de trio descrito acima. Liderada pelo gogó e guitarras de Pierre Moore, natural do Mississipi e cujo mestre no instrumento foi um sem-teto que dormia nos fundos de uma loja de auto-peças, a JTC, como já está sendo carinhosamente chamada, conta ainda com um antigo parceiro musical, o baterista e baixista Michael Gardner. A entrada do baixista Ryan Lynn deu-se através de audições para escolha de bateristas pois Gardner desejava manter-se como titular das 4 cordas. No entanto, já nas primeiras notas emitidas por Lynn, ficou flagrante o encantamento de Moore pelo seu estilo, restando a Gardner concentrar-se em baquetas, tambores e pratos.
Agora sediados na Filadélfia, percorrem o circuito de clubs com seu garage blues impregnado de groove e logo conseguem sobressair no cenário empurrados por petardos como 'I Just Wanna' com sua magistral introdução bem ao gênero que de uns tempos para cá convencionou-se chamar americana, o downtempo de 'All Alone', a chiclete 'Time To Go', uma 'Say What You Want' digna da pena de um Ray Davies e até uma muito bem sucedida incursão no stoner em '3 More'. E tudo isto está neste trabalho de estreia e registrado de modo a soar o mais rústico possível mas sem dispensar a clareza nos timbres e uma perfeita, mas nunca asséptica, execução dos instrumentos. Não tenho receio algum em afirmar que a John The Conqueror é tudo que a Black Keys almejou um dia ser e seu álbum de estreia está seguramente entre as mais gratas surpresas de 2012.


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VIDEOS
BEHIND THE SCENES

SOUTHERN BOY (LIVE)

HEY JOE (LIVE)

I JUST WANNA (LIVE SESSION)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

HANNAH WILLIAMS & THE TASTEMAKERS-A HILL OF FEATHERS (2012)

E para fechar com chave de ouro esta sequência cheia de groove, trago uma dica preciosa do Findini, um dos visitantes mais antigos da casa e já merecedor de uma plaqueta de identificação patrimonial do G&B: a londrina Hannah Williams e seus The Tastemakers. Contando em sua formação básica com Hillman Mondegreen (guitarras/vocais), James Graham (teclados/vocais), Dougie Funk Taylor (baixo), Jimi Needles (bateria/vocais), Chloe Harvey (trompete/vocais) e Haze Tratt (saxes/vocais), a The Tastemakers (costumam ainda contar com duas backing vocals quando ao vivo) é o suporte perfeito para o deep soul/funky idealizado por Hannah Williams, nascida em um ambiente musical liderado por seu pai, um respeitado pastor, e desde muito cedo iniciada em uma sólida educação musical, incluindo o trompete, instrumento que domina com alguma desenvoltura.
Já arrancando elogios de Sharon Jones e Charles Bradley, dois dos maiores expoentes do gênero na atualidade, Hannah foi descoberta em 2011 por Mondegreen, também produtor e proprietário de um minúsculo selo indieque apressou-se em lançar um single em 45rpm que, por sua vez, chegou às mãos do prestigioso selo italiano Record Kick, especializado no gênero. E assim estava traçado o destino da rotunda e talentosíssima inglezinha dona de um timbre marcante, misto de Etta James e Betty Wright, e seu old school r&b à base de muito groove e naipes minimalistas de metais no melhor estilo Stax
Mas foi da química gerada por músicos que conhecem a linguagem funky/soul como poucos que nasceram pancadões do naipe de 'The Kitchen Strut', 'Don't Tell Me', 'Get It' e a instrumental 'Things To Come' convivendo harmoniosamente com baladas soul -algumas discretamente adornadas por belos arranjos de cordas- de arrepiar como 'Work It Out', 'Tell Me Something (Liberties)' e minha prediletaça 'Washed Up'. E ainda sobrou espaço para um cover matador para 'I'm A Good Woman', standard do northern soul na voz de Barbara Lynn.  
E tudo ao vivo no estúdio, como todo grande exemplar do gênero deve ser registrado. E sem AutoTune!!!  


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VIDEOS
WORK IT OUT

I'M A GOOD WOMAN

GET IT (LIVE)

WASHED UP (LIVE)

DON'T TELL ME (PROMO)

KITCHEN STRUT (LIVE AT THE SHED)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

APERTADO & PILADO BY G&B IX: THE VERY BEST OF FUNKY IN THE 70's / Re-re-postagem

Não...você não está sonhando...tampouco fumou doses cavalares de gengibre mofado...sequer serviu-se de cogumelo de zebu com desinteria...ou mesmo tomou overdose de chá de trombeta liofilizada. Sim, é ela mesma...uma das compilações mais acessadas do meu, do seu, do nosso G&B retornando do além após um longo período promovendo bailões invocados em céus, infernos e purgatórios espalhados por aí. Disseminada mundo cibernético afora, seus detratores, também travestidos de arautos do fim do mundo, em várias ocasiões deixaram claro que seu poder, capaz de desestruturar os mais sólidos núcleos de sustentação das maiores obras da engenharia humana, poderia ser responsável pela destruição de nosso planeta. Talvez por isto eu tenha aguardado tanto tempo por sua repostagem pois não gostaria de ser responsável por tamanha tragédia, menos ainda em um ano como o que passou. 
Mas, findo o suspense apocalíptico e com o Carnaval já em cima, não achei justo privar os que, porventura, ainda não conheçam o poder do funk de verdade, deste humilde (porém abrangente) compêndio do gênero em 5 recheados volumes e, de quebra, salvar algumas pobres almas do irritante "a-la-la-ô" tão comum nesta época do ano. Mas aproveitem...muito provavelmente jamais seja repostado.
Então...Let's Groove Tonight!!!!!!

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Originalmente publicado em doses homeopáticas entre 12.08.2006 e 08.09.2006
re-publicado na íntegra em 16.03.2007

Este Re-post é pra 'esgarçar' de vez os HDs da gAllera!

Bom, agora vamos a um dos orgulhos de minhas compilações customizadas. Este é o primeiro CD de um total de 5 contendo o supra-sumo do funky nos seventies. Esta coletânea deu, realmente, muuuuiiito trabalho para ser concluída pois era extremamente difícil encontrar qualquer coisa do gênero na rede e meu acervo, embora bem servido, insuficiente para um apanhado preciso. E baixar grande parte através da paleozóica conexão discada, acreditem, foi punk...ou funk??!!
Antes de mais nada, coloquemos os pingos nos 'is': se você é daqueles que acham que funk é aquele estilo musical (?!?!) nascido na periferia e curtido nos morros do meu querido Rio de Janeiro, sinto informar que você está completamente desinformado. Aquilo pode ser chamado de tudo -palavrões são bem-vindos- menos funky (ou funk). O funky em questão nasceu nos ghettos americanos e é um dos gêneros musicais mais estimulantes já criados, revolucionário mesmo. Eu, admirador inconteste da música negra norte-americana, principalmente da formatada até a década de 70, tenho o funky guardado com muito carinho em alguma parte muito especial do meu coração. Nesta coletânea encontra-se de Banda Black Rio a James Brown, passando por Rufus Thomas, War, Joe Tex, Etta James, The Temptations, Kool & The Gang, Sly & The Family Stone and many, many more.
Por enquanto, postarei somente este 1º CD e aguardarei os comentários e apêlos desesperados -assim espero- dos visitantes.
Bem, divirtam-se e "get up, get on up...feel like a sex machine...".


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Olha a segunda parte da coletânea de funky aí, galera !
Burn, Baby, Burn!


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Conforme prometido, mais uma parte da saga!!!


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E a saga continua!!! Let's Get Started !!!


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Taí o que a gallera queria: a 5ª (e última?) parte da saga 'THE VERY BEST OF FUNKY IN THE 70's'. Bem, espero ter feito até aqui uma abrangente retrospectiva deste chacoalhante gênero derivado do soul/rhythm & blues . É lógico que quem curte um groove vai sentir falta de diversos itens. Por isso a interrogação acima, pois já tenho estocado em meu HD umas dez pancadas para a continuação desta jornada funk a dentro. Gostaria que vocês, lembrando de alguma(s) música(s) que não tenha(m) sido postada(s), se manifestassem através de comentários citando nomes de banda/artista e música para que eu possa correr atrás. Tenho certeza que, se nos ajudarmos, conseguiremos encher mais 2 CDs, no mínimo. O mesmo vale para quem tenha mais material do gênero, pois é só entrar em contato que o G&B estará disponível.
A capa e os encartes, em formato de box set, made by G&B, para armazenamento das bolachinhas está em anexo. Qualquer dúvida a respeito da montagem, entrem em contato.
Abraços e... IT'S PAAAAAAARRRRRRTY!!!!


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Artwork




segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

ROCKCANDYFUNKPARTY-WE WANT O GROOOVE (2013)

E quando esperávamos por uma pausa (estamos sempre aguardando por isto mas o cara é uma formiguinha!) de nosso querido Joe Bonamassa, eis que o abnegado guitar hero, apesar de envolvido com seu segundo trabalho em parceria com Beth Hart, resolve aceitar o convite de  Tal Bergman e Ron DeJesus, renomados baterista e guitarrista de estúdio que lançaram um elogiado exemplar de funk jazz em 2007, 'Grooove Vol. 1', e com os quais já havia participado de jams no club de L.A. em que mantém residência musical, The Baked Potato, para cerrar fileiras em torno do lançamento de um novo trabalho dedicado a um gênero que, se em um passado não tão recente rendeu verdadeiras obras-primas nas mãos de ícones da evergadura de Miles Davis, Herbie Hancock, Weather Report, Azymuth, entre tantos outros, hoje agoniza. Mas não morre. E foi contando com a ajuda de mais alguns adoradores de um bom groove -Renato Neto, tecladista de Prince, e Mike Merritt, habitual frequentador do circuito jazzístico de L.A.-, que o combo RockCandyFunkParty cunhou  e desenvolveu de forma coletiva 8 dos 9 temas (uma boa releitura para 'Root Down', clássico de Jimmy Smith, é a exceção) de 'We Want Grooove', abraçando todas as vertentes, do estilo JB's da faixa-título ao Hancock fase Headhunters explícito de 'Octopus-e'; ou ainda o psych funk popularizado por Norman Whitfield de 'The Best Ten Minutes Of Your Life', o Jeff Beck dos clássicos 'Blow By Blow' e 'Wired' em 'Dope On A Rope' ou ainda na harmonização de Rhodes digna de um Joe Zawinul na linda balada 'New York Song'.
E assim o objetivo de 'We Want Grooove', que em nenhum momento tentou revolucionar um gênero que já nasceu revolucionário, foi plenamente alcançado: manter a chama do funk jazz acesa e assim mostrar a toda uma geração que boa música também tem o poder de chacoalhar o esqueleto.
Let's Go Paaaaaaarrrrrty!!!!