segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

THE 4onthefloor / Atualização


Não faz 30 dias atualizei este tópico com o excelente 'The North Remembers', de 2019, e estes matutos arretados de Minneapolis acabam de lançar um EP, 'Be Mine'...e o mais estranho é ser totalmente dedicado ao Valentine's Day, como é mais conhecido o Dia dos Namorados estadunidense. Estranho? Pois fica ainda mais: afinal, como não se surpreender com os sacolejantes covers para 'Because You Loved Me' e 'My Heart Will Go On' -sim, aquelas mesmas, sucessos na voz da canadense Celine Dion?!?! Pelo visto, os brutos também amam...mesmo!






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Originalmente publicado em 20.01.2020.


E a banda mais feia da cidade de Minneapolis está de volta...e com os mesmos compassos em 4/4,  o espírito gaiato e aquele climão de festa do interior. Mas, aparentemente, além dos novos integrantes, com apenas a manutenção dos fundadores Nick Costa e Gabriel Douglas, o formato com o uso dos bumbos no chão, que ajudou a forjar o nome da banda, foi abandonado. Mas tudo bem...apesar de cenicamente marcante e fundamental nas primeiras apresentações nas ruas ou em pequenos clubs da região, pouco (ou nada) acrescentava à sonoridade da banda quando em palcos maiores. E os novos integrantes -Matt Brandes e Jake Quam- mantém a peteca no ar. Em resumo, é o bom e velho The 4onthefloor de sempre e você continuará quicando pela sala durante (quase) toda a audição deste 'The North Remembers EP', totalmente custeado através de crowdfunding e parcialmente um video album. O 'quase' fica por conta de 'How The Mighty (Have Fallen)', bela balada country rock em tributo aos veteranos de guerra do Afeganistão.






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Originalmente publicado em 13.06.2016.

E os 4 caipiras mais arretados de Minneapolis estão de volta. E em grande estilo, primeiro como um dos precursores do formato 'video album', hoje um tanto em evidência devido ao último -e fraco- trabalho de Beyoncé, com o f-a-n-t-á-s-t-i-c-o 'All In', de finais de 2015, e, mais recentemente, com o EP 'Tax Stomp', tão bom quanto.
E continuam não deixando pedra sobre pedra, o que me faz manter a recomendação ao final de minha resenha de apresentação desta banda, há longos 3 anos e disponível logo abaixo.
Boa sorte com os vizinhos...


 
All In (Video Album)





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Originalmente publicado em 10.06.2013.

Ah, o bom e velho compasso 4/4, tatatataravô de toda a música popular produzida desde sempre e cúmplice direto na gênese de nosso querido rock'n'roll, condenado por ocultação de cadáver do establishment musical erudito e Inimigo Público #1 dos bons costumes. E foi servindo-se deste mote como uma espécie de declaração de princípios que estes 4 desequilibrados de Minneapolis - Gabriel Douglas (vocais/guitarra/bumbo 1), James Gould (guitarra/vocais/bumbo 2), Chris Holme (baixo/bumbo 3) e Mark Larson (bateria/bumbo 4) - decidiram agrupar-se em torno de 4 bumbos (daí surgindo o nome da banda) e o amor a este tempo musical tão comum para uma ode às raízes da música popular norte-americana. 
E tudo começou há quase 5 anos quando Douglas encontrou um velho bumbo encostado no teatro em que trabalhava e a velha imagem da música produzida por artistas de rua, e que outrora determinou o enriquecimento da música de seu país, imediatamente lhe acendeu o desejo de recriar aquele arquétipo, agora travestido de contemporaneidade. E não poderiam ter escolhido momento mais feliz, com a ascensão flagrante das raízes country/folk, agora agrupadas sob a denominação de americana. Com estes requisitos, e muita atitude e um texto tão inconformista quanto fora da lei, o sucesso foi, praticamente, imediato e o lançamento do primeiro EP, '4 Songs', ocorreu já no ano seguinte à sua formação.
Com apresentações incendiárias, tomam de assalto um circuito por onde circulam de Lynyrd Skynyrd a Drive By-Truckers, de Willie Nelson a Citizen Cope e '4X4', de 2011 e também lançado em edição limitada dupla em vinil, confirma o happening dedicado à footstompin' music promovido pela The 4onthefloor como um dos grandes eventos da temporada. Ainda no mesmo ano lançariam mais um EP, '...And 4 Riders Approached At Dawn', já com 'Hold', composta na estrada e muito bem recebida nos palcos, surgindo como um tiro nos cornos.
E ainda com a estrada servindo de veículo e sua cidade natal como fonte de inspiração, recém tiraram do forno 'Spirit Of Minneapolis', mais um irresistível convite a valores e hábitos que, de tão básicos, mal os percebemos e sorvimos de maneira adequada. Uma boa dica seria começar por afastar os móveis da sala.




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VIDEOS




segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

THE HEAVY / Atualização

Pelo visto, devemos nos acostumar a estes longos hiatos entre os trabalhos da The Heavy, agora nos trazendo mais um álbum (o 5º,  apesar de ainda completamente ignorados por aqui) arrasador, 'Sons'. Se for para manter o alto padrão de seu shake de gêneros, ok...a gente aguenta!
Arreste os móveis e saia quicando pela sala...é irresistível!







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Originalmente publicado em 16.05.2016.


E a The Heavy segue, após um longo hiato de 4 anos, com seu mix de gêneros, sempre muito bem liquidificados e responsável por sua sonoridade única. E desta vez com um trabalho tão inspirado quanto seu álbum de 2009, o destruidor 'The House That Dirt Built'. 
Para ouvir no volume máximo e sair quicando pela sala totalmente enfumaçado!



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Atualização publicada em 27.06.2012.


Este recém desenformado 'The Glorious Dead' é o tão aguardado (ao menos por mim!) sucessor de 'The House That Dirt Built', o álbum que há 3 anos catapultou estes ingleses de Barth para muito além das fronteiras do reduto indie. Aqui, ao contrário de seu predecessor, não ocorreram avanços relevantes na sonoridade da banda. As referências continuam as mesmas, valendo tudo que estiver situado entre r&b e Morriconne. Mantém-se também azeitada a mistura da guitarra fuzzy de Dan Taylor com o refinado gogó de Kelvin Swaby. Os V.U. acima do limite também marcam presença, embora agora mais comportados. A princípio, pode parecer ser mais do mesmo mas, em se tratando de The Heavy, estamos falando de uma identidade sonora muito particular. Então...mais uma dose? É claro que eu tô a fim. Vocês não?




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Originalmente publicado em 31.10.2011

Quem me conhece sabe que sou um adicto em seriados, daqueles que assiste ao menos 1 destes diariamente. E foi ao iniciar a nova temporada de um bom seriado, 'Strike Back', que a canção de abertura me pegou de jeito. Daí para descobrir que aquele tema matador chamava-se 'Short Change Hero' e chegar ao álbum 'The House That Dirt Built', lançado em 2009 por uma banda de Bath, UK, chamada The Heavy não foi muito difícil -ah...se eu tivesse esta facilidade de acesso em minha adolescência! Minha perspectiva mais otimista, no entanto, era que, baixado o álbum, apenas aproveitaria esta única canção -com muita sorte, mais 1 ou 2- em algum de meus inúmeros CDs do tipo 'saco de gatos' para ouvir no carro e mais nada. No entanto, esse combo formado por Kelvin Swaby (vocais), Dan Taylor (guitarras/vocais), Hannah Collins (teclados/vocais), Spencer Page (baixo) e Chris Ellul (bateria) e seu mix de r&b, country, soul, beat, blues, reggae e punk é tão contagiante que a cada audição tornava-se mais difícil retirar a bolachinha do play. Após uma largada punk com a contagiante 'Oh No! Not You Again!!!' passeia-se por todo o espectro dos últimos 40 anos na música pop como estivéssemos em um caleidoscópio rítmico e harmônico. Assustaram-se com a mistureba? Não tenham receio pois a incrível capacidade de obter unidade estilística -seja devido ao gogó diferenciado de Swaby ou às matizes sonoras estouradas ou ainda pelo uso criativo de samples- faz com que nada soe derivativo.
A partir de então, pesquei pela rede tudo o que pude sobre a banda, chegando à magistral estreia dois anos antes com 'Great Vengeance And Furious Fire' e alguns bônus com singles e quetais, e me penalizei com centenas de chibatadas por não tê-los conhecido antes.
Ainda assim, vale um alerta: contra-indicado aos puristas mais xiitas.






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VIDEOS