domingo, 29 de abril de 2007

GOV'T MULE-THE VERY BEST OF COVERS LIVE




Esta postagem é para fechar a tampa, ao menos por enquanto, de Gov't Mule, pois sabem como é...daqui a um pouco aparece mais um material dos caras e lá vou eu...
Esse material, totalmente made by G&B e, como o próprio título deixa claro, é uma compilação de covers extraídos de diversos boots e discos oficiais do Mule. E todos alive e com a formação clássica com Haynes, Woody & Abts. Mas, como de hábito, convidados são uma constante, indo de Black Crowes a Leslie West. Alguns clássicos em versões matadoras que serão encontrados por aqui: 'Feelin' Alright', 'The Hunter','War Pigs', '21st Century Schizoid Man', 'Shine On You Crazy Diamond', 'Red House', 'Helter Skelter', 'Mississipi Queen' and many more.
Antes que alguém se assuste devido ao fato de a grande maioria dos registros ser de boots, informo que fiz um trabalho de recuperação de frequências no Soundforge que melhorou (em muuuuiiiito!) a qualidade de todas as faixas em geral mas, em especial, de algumas em que, praticamente, não se distinguiam sequer os instrumentos.
Divirtam-se com mais este presente do G&B desta banda que, todos já sabem, está entre as prediletas da casa.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

SONNY TERRY with Johnny Winter & Willie Dixon-WHOOPIN'(1984)



Não sei se foi esse domingo tão especial para meu Glorioso, mas a verdade é que me sinto generoso e, sendo assim, decidi compartilhar algo que consegui pela bagatela de...3 'merréu'! Bom, era 5...mas quem não chora...
E foi apenas nesta sexta-feira passada.
A verdade é que não faço a menor idéia se é fácil ou difícil conseguir este álbum nestes tempos cibernéticos, e isso é o que menos importa. O que realmente importa é que se trata de um registro de uma lenda do blues: Sonny Terry.
Sonny, gaitista e vocalista, formou com o guitarrista Brownie McGhee uma das mais prestigiadas duplas de bluesmen da história mas, após a dissolução, ele meioqueficouassimtipodevagarquaseparando -é, bluesman é que nem bahiano: deu mole, não sai da rede -essa foi só pra não perder a piada.
Foi então que apareceu um guitarreiro albino chamado Johnny Winter propondo-se a produzir seu próximo álbum e prometendo que, de quebra, ainda levaria um negão pra fazer uns 'baixinhos básicos': Willie Dixon. E, coadjuvando, o caçula Styve Homnick seguro nas baquetas.
Feito isto dirigiram-se para o estúdio mais próximo e, em apenas 3 dias, gravaram todo o material contido neste cd. Alguns, em apenas 1 take!
A idéia original era de que fossem recriados à perfeição o clima e a sonoridade anasalada daqueles primeiros registros do blues. E a produção simples, mas de uma precisão cirúrgica, de Winter conseguiu isso -além de dar um toque especial 'esmerilhando' na guitarra e no dobro.
Recoste-se em seu sofá predileto, permita-se uma dose generosa de bourbon, acenda um 'cigarrão'(ítem opcional) e sinta-se à beira do Mississipi. Você merece.

WHOOP!

domingo, 22 de abril de 2007

FOOOOOOOOOOOOOOOOGGGGOOOOO!!!!!

A SUDERJ informa:
BOTAFOGO CAMPEÃO DA TAÇA RIO 2007!!!!

Então, só me resta cantar:

URUBU
PODE ESPERAR
A TUA HORA VAI CHEGAR!

SHUGGIE OTIS


Shuggie Otis é um guitarrista, cantor, compositor e multiinstrumentista de 54 anos de idade e 42 de carreira. Não, é isso mesmo, não enlouqueci - vocês tampouco! - ou tomei uma dose cavalar de Absyntho ou cogutel. São, r-e-a-l-m-e-n-t-e, 42 anos de carreira!
Shuggie, nascido John Otis, Jr., filho do legendário Johnny Otis, ainda moleque tocava em espeluncas utilizando bigodes postiços para driblar a polícia e, já adolescente, figurava entre os session men mais requisitados do final dos 60, em seu currículo figurando nomes do porte de Etta James e Frank Zappa (é de Shuggie o baixo groovy de 'Peaches En Regalia'). Por esta época foi chamado por Al Kooper a fazer 'uns solinhos aqui e ali' em seu novo álbum. No entanto, sua participação tornou-se tão importante que Kooper sentiu-se na obrigação de dividir os méritos com aquele moleque e o álbum saiu creditado como Al Kooper featuring Shuggie Otis. Ele tinha apenas 15 anos!
Com isto sua reputação cresceu assustadoramente e começou a receber convites para uma estreia solo. Nesse meio tempo, uma canção sua, 'Strawberry Letter 23', estourou com The Brothers Johnson e, assim, um trabalho solo passou a ser prioridade e, em 70, é lançado 'Here Comes', um incrível amálgama de funk, rock, jazz, blues e psych que transformou-se em um excelente cartão de visitas de um músico incomparável.
Em 71, 'Freedom Flight', um trabalho mais maduro e muito bem produzido, lançando padrões e sonoridades hoje sampleadas à exaustão, chega às prateleiras. E seu prestígio segue cada vez mais em alta.
Mas Shuggie não estava satisfeito. Queria lançar uma obra-prima. E ela veio após um intervalo de três anos: 'Inspiration/Information'. Aqui, Shuggie, com apenas 20 anos, antecipa o que viria a ser o futuro da música negra, em todas as suas 'várias variáveis'. Um trabalho de gênio!
É muito difícil conseguir informações deste músico impressionante mas a Luaka Bop de David Byrne, sempre ele!, lançou 'Inspiration/Information' pela primeira vez em CD remasterizado em 2001.
Em 94 ainda lançou 'Plays The Blues', coletânea de seus temas mais blues e incluindo uma faixa inédita, mas sua carreira solo é errática. O porque, não sei. Apurei apenas que continua sendo um session man extremamente requisitado pois não tem imitadores à altura.
Este é um daqueles casos em que perdi o trem da história, pois apenas conhecia o 'Kooper Sessions', excelente álbum mas em uma linha estilística mais direcionada por Kooper, e só vim a tomar contato mais efetivo com Shuggie Otis através da insistência do parceiro Sérgio, um infeliz tricolor 'dodói', que me enviou os 4 primeiros álbuns. Valeu, Serjão!



 



segunda-feira, 16 de abril de 2007

TRILHAS & CARREIRAS III:THE LAST EMPEROR(1987)

Não, esta belíssima trilha sonora não foi escrita a seis mãos por Ryuichi Sakamoto, David Byrne e Cong Su. Na realidade cada um trabalhou seus temas em separado para ilustrar as diversas fases da vida de Pu Yi, o último imperador da China.
O filme narra a trajetória deste soberano, coroado aos 2 anos de idade (se não me falha a memória), destronado e exilado na juventude pela Revolução comunista -quando tornou-se um verdadeiro playboy- e seu retorno como prisioneiro a seu país natal. A plasticidade e a precisão histórica do filme de Bernardo Bertolucci são notórias, tornando-o um dos mais oscarizados da história cinematográfica -incluindo aí o de Best Score. Um verdadeiro clássico do cinema. E com uma trilha a altura.
A decisão de dividir as tarefas partiu de Bertolucci determinando que a Sakamoto caberia a ambientação de Pu Yi na China, sua infância, adolescência e parte da juventude. A Byrne o exílio e a Cong Su, em uma faixa apenas, o seu retorno.
É impressionante como, mesmo não assistindo o filme mas sabendo destes pequenos detalhes, o ouvinte consegue perceber as intenções do diretor.
É uma daquelas trilhas que, de tão belas, encantam mesmo fora do contexto do próprio filme.
Não foi a toa que 'the Oscar went to...'

sexta-feira, 13 de abril de 2007

DAYS OF THE NEW



A Days Of The New é, para todos os efeitos, uma banda de um só homem. Seu nome? Travis Meeks. Não me perguntem o porque de alguns músicos sentirem a necessidade de se expressar 'como' banda. Talvez Jung explique...é, porque Jung é mais rock'n'roll que Freud.
O DOTN nasceu em Indiana, mas fincou raízes em Louisville, em 1995.
Após o mais do que necessário circuito de bares, uma demo de Travis Meeks, sob o codinome Days Of The New, caiu nas mãos de um executivo de um pequeno selo, Outpost Rec., que imediatamente começou a trabalhar o material já composto por Meeks, que arregimentou alguns velhos conhecidos -Todd Whitener (violões), Jesse Vest (baixo) e Matt Taul (bateria)- para esse registro.
Em 97 é lançado este primeiro trabalho, auto-entitulado, mas conhecido por 'Orange', fazendo com que a banda fosse saudada pela mídia como a primeira de grunge acústico. Exageros a parte, é verdade que algo nas harmonias e melodias de Meeks têm um pé no estilo mas, como todo rótulo, é extremamente simplista. O álbum, além de excelentes composições, traz uma banda afiada e com ótimas tramas de violões em arranjos extremamente bem cuidados e o registro vocal peculiar de Meeks, transitando entre Ed Kowalczic (Live) e Eddie Vedder (Pearl Jam), bem conduzido pela produção do craque Scott Litt. É impressionante o peso conseguido pela banda utilizando apenas instrumentos acústicos! Resultado: mais de 2.500.000 cópias vendidas em todo o mundo -para um selo obscuro, é um feito e tanto. E isso os credenciou a excursionar com o Metallica!
Mesmo assim, Whitener, Vest e Taul saem para fundar a Tantric.
Em 99, apenas alguns meses após a debandada, sai 'Green'. Este segundo trabalho, apesar de gravado com uma banda arregimentada as pressas -Craig Wagner e Doug Florio (violões e guitarra), Brian Vinson (baixo), Kimmet Kantwell (teclados), Nicole Scherzinger (vocais) e Ray Rizzo (bateria), é saudado pela crítica como uma obra genial, a confirmação de um talento já muito bem delineado desde seu primeiro trabalho. Realmente, é um belíssimo e vigoroso álbum onde os arranjos ganham elementos de cordas e sopros mas, sempre, sem abandonar o peso imposto por seus violões e uma cozinha estraçalhadora -apesar de já haver pequenas inserções de guitarra em 2 ou 3 canções. Imposição de mercado? Talvez...mas, apesar da beleza, vendeu pouco mais de 800.000 cópias mundialmente.
Mantendo a rotina, para a gravação de 'Red' (2001), Meeks muda tudo (ou quase) novamente. O 'quase' fica por conta de Rizzo, que permanece na banda. De resto, todo o line-up é alterado: Chuck Mingis assume violões e guitarras e Michael Huettig o baixo. Com isso, Meeks faz a banda retornar ao básico em termos de formação mas traz definitivamente a guitarra para sua sonoridade e adiciona ainda mais elementos orquestrais. Não há dúvidas de que 'Red' é um tremendo álbum, até porque o talento de Meeks para excelentes composições e arranjos continua irretocável. E se a incorporação de guitarras retirou um pouco da magia da sonoridade única do Days Of The New, acenou com mais possibilidades sonoras.
Um quarto álbum está prometido para ainda este ano e deverá se chamar 'Purple'.
Quais serão as novidades?


Em tempo:
1.Os codinomes utilizados para identificar os álbuns, devido a nenhum deles ter um título, segue o matiz predominante em cada uma de suas capas.
2.Adicionei um link para um vídeo com uma lindíssima interpretação de Travis Meeks com The Doors para 'The End'.




RED

quinta-feira, 12 de abril de 2007

FOOOOOOOOOOOOOOOOGGOOOO!!!!!!!!

CAMISA OFICIAL DO BOTAFOGO:
R$ 149,00
PAY-PER-VIEW DE VASCO X BOTAFOGO:
R$ 40,00
ASSISTIR O JOGO EM TERRENO DO INIMIGO, COM PAY-PER-VIEW E CERVEJA 'BANCADOS' PELO PRÓPRIO, APLICAR UM 'CHOCOLATE', VER O GOL 1000 VIRAR FUSQUINHA E DEPOIS
CARROÇA:
NÃO TEM PREÇO!


segunda-feira, 9 de abril de 2007

GOV'T MULE-HIGH & MIGHTY(2006) Repost

Postado riginalmente em 17.10.2006



MULEfanáticos, tremeeeeiiii!!!! Este é o novo CD do GOV'T MULE e, como de hábito, tá bom pra C******!!!!
Mais uma vez, o G&B sai na frente !


HIGH & MIGHTY

sexta-feira, 6 de abril de 2007

ROBBIE ROBERTSON


Esse cara aí de cima é uma lenda cult do rock. Quando começou eu nem mesmo era nascido. Robbie Robertson, canadense de pai judeu e mãe mohawk, desde cedo esteve envolvido com a música. Começou a tocar guitarra e compor ainda na adolescência e já em 59 foi convidado a fazer parte da banda de apoio de Ronnie Hawkins, onde conheceu os músicos com os quais criou, em 64, uma das maiores bandas da história do rock: The Band. A partir daqui, acho que todos já conhecem o roteiro de sucesso deste monstro sagrado. Se não conhecem, é só dar uma esticada no belo post do The Band, com toda a discografia, de uns dois meses atrás. Se derem sorte, os links ainda podem estar respirando por aparelhos.
Então, pulemos para o período pós-Band.
Após a dissolução extremamente amistosa, em um dos raros casos no showbizz em que uma separação não destrói anos de amizade, Robbie Robertson não ficou parado mas demorou anos a lançar um ansiosamente aguardado álbum solo.
Durante este período de 'ressaca', firmou uma sólida amizade com Martin Scorcese que começou ainda durante o projeto 'The Last Waltz'. Aí, sacuméquié...dois caras ricos, jovens e descasados que resolvem botar pra foder vivendo os idílicos finais dos 70/início dos 80. E o bicho pegou. O importante é que, ao final, tudo deu certo e até mesmo esse processo acabou sendo proveitoso.
Mas, e um disco solo? Não rola?
Demorou mas, em 87, co-produzido por Daniel Lanois e com o auxílio luxuoso de U2, Peter Gabriel, Ivan Neville, Tony Levin, The Bo Deans, Cassandra Wilson, Abe Laboriel, Manu Katché, e até mesmo de membros do The Band, finalmente é lançado o primogênito. Valeu a pena esperar!
Após um saudabilíssimo susto inicial, pois pouco do estilo moldado por ele e seus parceiros para o The Band transparece aqui, o resultado é não conseguir retirar o álbum do player. E, mesmo conseguindo, como extirpar da cabeça canções como 'Fallen Angel' e 'Broken Arrow'(clássicas!), 'Testimony', 'Showdown At Big Sky'...tudo? E não é que o álbum foi um sucesso, abocanhando diversos prêmios!?
Segue-se mais um hiato na gravação de um novo trabalho mas, dessa vez, Robertson não está parado. Começa a trabalhar com trilhas sonoras, apresentações não faltam e participações em álbuns de amigos são constantes.
Em 91, é lançado 'Storyville', um bom disco seguindo a mesma fórmula de seu predescessor.
Neste ponto, ao mesmo tempo em que entra de cabeça nas trilhas sonoras -principalmente para filmes de Scorcese- ocorre uma mudança radical em sua vida.
É quando Robertson resolve dissecar suas raízes indígenas. Paralelamente, resolve agregar a esse processo de redescoberta todo um ambicioso projeto audiovisual. Nasce, assim, 'Music For The Native Americans'(94) - o disco e o filme. Se começar a enumerar os prêmios que esse projeto ganhou, não saio deste teclado hoje. O cd é de beleza e honestidade ímpares. E extremamente contemporâneo! Se a ruptura com o estilo The Band já era flagrante desde seu primeiro trabalho, neste aqui é levada ao extremo. Mas uma característica se mantém intacta: integridade.
E essa integridade salta aos olhos, ouvidos e mente quando se assiste ao filme. Tive este privilégio há uns 6 anos pelo canal GNT e, além de belíssimo, é -Robertson deixa isto claro, em determinada passagem- um pedido de desculpas ao povo indígena por ter passado tanto tempo renegando, mesmo que involuntáriamente, sua origem.
Em 98 lança ainda 'Contact From The Underworld Of Redboy', uma continuação de seu premiadíssimo trabalho anterior, agora com produção de Howie B., o que significa um pouco mais de eletrônica na salada mas, sempre, muito bem azeitada.
Gallera, sei que sou meio suspeito por ser fã roxo de The Band, mas Robbie Robertson é fundamental.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

FOOOOOOOOOOOOOOOOOOGO!!!!!

CAMISA OFICIAL DO BOTAFOGO:
R$ 149,00
PAY-PER-VIEW DE VASCO X BOTAFOGO:
R$ 40,00
ASSISTIR O JOGO EM TERRENO DO INIMIGO, COM PAY-PER-VIEW E CERVEJA 'BANCADOS' PELO PRÓPRIO, APLICAR UM 'CHOCOLATE' E VER O GOL 1000 VIRAR FUSQUINHA:
NÃO TEM PREÇO!