segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

BUFFALO GUN

Mais uma daquelas bandas que me chegam por puro acaso ao buscar por novidades do mundão southern, neste caso, sobre uma das prediletas da casa, a canadense White Cowbell Oklahoma. E desta vez a cidade de Oviedo, na Flórida, é a responsável por parir este quarteto dos mais insanos do southern rock em sua versão mais podreira. Liderados pelo endiabrado Bradd Shapiro, responsável por vocais, guitarras e composições, Daniel Muller (guitarra), Nick Torontali (baixo) e Stephen Shapiro (bateria/percussão e irmão de Bradd) são o veículo perfeito para a adrenalina punk proposta.
Fãs de western spaghetti, decidiram-se pela ousadia ao estrear com uma trilogia de EPs dedicada a um dos mais emblemáticos exemplares deste gênero, 'The Good, The Bad and The Ugly' de Sergio Leone. Assim, 2008 começou muito bem com 'The Good' e suas 5 arrasadoras faixas provando que o southern pode, sim, manter-se vivo e renovado mesclando-se a gêneros primos-irmãos como o hard clássico e o stoner. E faixas como 'Buffalo Gun', 'This Is War!' e 'Hair Of The Bear' servem de testemunho. Com apenas o burburinho local encarregando-se do marketing e, por conseguinte, mais palcos dispostos a abrigá-los, pouco mais de 1 ano cheio de ideias e muito trabalho passou-se antes do lançamento do acachapante -surpresa!- 'The Bad'. Mais bem resolvido e melhor registrado que seu debut, 'The Bad' leva um pouco mais a sério o conceito inicial da trilogia, a começar pela curta e reverente introdução spaghetti e já emendando com a pancada de 'Son Of The Gun' seguida da introdução tão arrasadora quanto simples de slide da minha predileta 'Lock, Stock And Barrel' e...resumindo: se um dia chegarmos ao absurdo de nossa legislação de trânsito passar a determinar que músicas seríamos proibidos de ouvir enquanto ao volante -e pelo andar da carruagem não estamos muito distantes disso-, não tenho dúvidas de que todas deste quarteto sulista encharcado de whiskey estariam nesta lista.
Enquanto isso, aguardemos ansiosamente pelo fechamento da trilogia com 'The Ugly' para breve. 

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domingo, 22 de janeiro de 2012

VAN HALEN - ZERO (1977 Gene Simmon's Demos)

Aos que estão encontrando dificuldades com o host Jumbofiles, apesar dos mais de 250 downs até o momento, adicionei um mirror do Sendspace.


A esta altura, todos já devem saber que um novo álbum, 'A Different Kind Of Truth', desta que é uma das melhores bandas de hard rock de todos os tempos está na boca do forno. Confesso minha ansiedade por vários motivos, de dúvidas sobre os desempenhos de David Lee Roth (retornando aos microfones após longos 26 anos) e Wolfgang Van Halen (filho do big boss Eddie em substituição ao boa praça e deveras subestimado baixista Michael Anthony) à qualidade do repertório. E tal sentimento é plenamente justificado devido ao carinho que nutro pela banda, que carreguei no colo e cujo álbum de estreia -entre os melhores de todos os tempos- me deixou absolutamente fascinado, seja pela qualidade do ganchudo repertório mas, sobretudo, pela sonoridade absolutamente inédita e as novas técnicas escancaradas pela performance absolutamente fantástica de seu ainda jovem guitarrista, Eddie Van Halen. Finalmente, após muitos anos, o instrumento voltaria a ter um marco zero, um guitarrista que mudaria toda a abordagem do instrumento a partir daquele ano de 1978, para o bem ou para o mal. Sim, pois a partir de então, tappings e hammer-ons, recursos utilizados com extrema propriedade no flamenco e transpostos mesmo que de maneira tímida para a guitarra elétrica por Harvey Mandell uns 10 anos antes, e a incrível velocidade de Eddie aliada a uma sonoridade crunch inédita criaram seguidores instantaneamente e, tal como Gremlins, espalharam-se por todos os gêneros, do hard mais farofa ao heavy, ao prog e, até mesmo, ao pop -o solo do próprio Eddie em 'Beat It', de Michael Jackson, deveria ser considerado Patrimônio da Humanidade, uma das 7 Maravilhas do Mundo Contemporâneo, ou qualquer outro equivalente. Aliás, o mesmo para a hoje banalizada mas ainda e sempre surpreendente 'Eruption'.
Bem, deixemos de divagações e vamos ao que interessa: esta postagem -as famosas demos produzidas pelo linguarudo mais ilustre do planeta- serve apenas como contagem regressiva para o tão aguardado novo trabalho da banda, até porque traz uma faixa -'She's The Woman'- só agora aproveitada, após alguns ajustes em letra e arranjo. E que venha a diferente verdade!

JUMBOFiles

Sendspace

OBS: diante do caos instalado com o fechamento do Megaupload e o consequente congestionamento em diversos outros hospedeiros como Multiupload, Filesonic, MediaFire, FileServe, etc, estou utilizando este álbum como cobaia para o JumboFiles enquanto aguardo novidades que me ajudem a decidir o caminho a ser tomado.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

EXTRA! EXTRA!

Acho que todos há muito esperávamos por este dia. Diria até que temíamos por sua chegada. Um momento como há muito não se via no ativismo civil coordenado, desta vez desencadeado por uma série de desastrosos eventos provocados pelo Congresso norte-americano (ok, estadunidense, como preferem os politicamente corretos), tendo como ponto de partida o lobby da indústria do entretenimento pela aprovação de uma estapafúrdia legislação censitória denominada SOPA (sigla para Stop On Line Piracy Act), que a esta altura já virou consomée devido à revoada da quase totalidade dos Senadores responsáveis por apoiá-la, gerando protestos em todo o mundo cibernético, e culminando com a desastrada invasão do FBI às dependências do MEGAUPLOAD, um dos sites de hospedagens de arquivos de maior prestígio da Grande Rede, e a prisão de todos seus funcionários, executivos e de seu CEO, o produtor musical e nas horas vagas marido de Alicia Keys, Swizz Beats, bem como o desativamento de todos os seus servidores. Desnecessário dizer o quanto isto desagradou milhões de clientes internet a dentro, incluindo poderosas empresas que mantinham caríssimas contas vitalícias para armazenamento de preciosas informações, muitas de enorme valor estratégico.
E o que dizer de nossos links hospedados com tanto carinho? Irrelevante perante tudo o que significa este conjunto de insidiosos atentados terroristas à liberdade de expressão por parte da (ainda) nação mais poderosa do planeta e o que se seguiu como resposta, pois é aí que reside toda a beleza deste instante raro pois estou falando do maior ato de desobediência civil que testemunhei em meus quase 53 anos de vida.
Se você chegou agora, talvez ainda não saiba do desdobramento deste conjunto de ações e tentarei resumir o máximo possível pois acompanhar está ficando difícil, tal a velocidade dos acontecimentos: o Anonymous, coletivo hackvista existente já há quase 10 anos e responsável direto por diversos atos de protesto e desobediência civil -notadamente a partir de 2008, quando adquiriram maior status- e que tem entre suas ações mais notórias a coordenação da recente invasão a Wall Street, simplesmente 'bombardeou' -me acompanhem se puderem!- os sites da Universal, Warner, RIAA, MPAA, US Copyright Office, US Justice Dept., e...do FBI !!! E já avisaram que isto é só o começo e quem desejar acompanhar que municie-se com muitos sacos de pipoca pois devem varar a madrugada e até, quem sabe?, durar vários dias.
Não faço ideia de como terminará tudo isso mas de uma coisa tenho certeza: estou testemunhando um momento histórico e a euforia apossou-se de mim como há muito não acontecia. Talvez desde que pichei meu primeiro muro com a frase "Abaixo a Ditadura!!!". 
Quer assistir de camarote? Então é só dar uma chegadinha aqui e divertir-se!
Até a Luiza, que já voltou do Canadá, está acompanhando.




segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

STAR SPANGLED BANGER-STAR SPANGLED BANGER (1973)

Mais uma bela descoberta do ano que passou, esta bem humorada banda australiana de Melbourne surgiu das cinzas de outra -The Sect- com um bom currículo naquele continente pelas mãos de 3 de seus ex-integrantes -o inglês de Liverpool, John Brownrigg, nos vocais e guitarras, Ron Walters no baixo e vocais e Paul Doo na bateria- em 1972 e lançou apenas este único trabalho, sequer chegando a se apresentar em palcos. Carregado de humor em meio a letras recheadas de críticas políticas e sociais e um arsenal de efeitos registrados em tempos vagos nos estúdios da Havoc, conseguiram um interessantíssimo mix de prog, folk, blues e muita lisergia, unidos pela excelente, e de timbre muito peculiar, voz de Brownrigg. A magistral faixa-título, e que acabou por emprestar seu nome à banda, é hoje considerada uma pequena jóia do prog.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

CELSO BLUES BOY


Quem me conhece sabe que lembrar de datas de aniversário não está entre minhas maiores virtudes. Até hoje, só não esqueci o de minha Primeira-Dama, até porque não estaria hoje digitando estes bits e bytes, e de meu filho, este por motivos bem mais relevantes. É isso mesmo que vocês entenderam: já esqueci até o meu aniversário. Duas vezes. Mas o mais traumático foi o de minha santa progenitora, pelo qual fui castigado com 1 ano de abstinência de um de meus pratos prediletos, Camarão com Catupiry. No entanto, sempre desejei homenagear este ícone tupiniquim do blues e do rock, nesta data carburando 56 velas, disponibilizando sua mais do que relevante discografia. Não que seja alguma novidade no cyberspace, ao contrário; na verdade, após infrutíferos anos de espera pelo lançamento de sua obra oitentista em formato digital, fui obrigado a me servir dos mesmos sofríveis rips de  vinil disponibilizados pela rede há quase 10 anos e disseminados como virais por centenas de sites/blogs. A diferença é que aqui restaurados com o melhor que o padrão G&B de qualidade pode oferecer de acordo com o estado de cada item e em generosos 320kbps. Infelizmente, fui obrigado a deixar de fora seu trabalho de 1989, 'Quando A Noite Cai', pois todos os links disponibilizados, além de incompletos -'Suspeita Errada' foi substituída por sua versão em português para 'Six Silver Strings', imortalizada por seu ídolo maior, B.B. King-, apresentavam uma ripagem de K7 ridiculamente ruim, como se um pedal phaser percorresse todas as faixas. Isto posto, quem sabe uma alma caridosa nos presenteie com um link que nos dirija a uma boa extração de vinil. 


Os motivos deste antigo projeto são muitos e vão desde um afago em minha memória afetiva -conheço o trabalho de Celso Blues Boy desde os 70, assisti-o muitas vezes esmerilhando na Appaloosa (essa boate de Copacabana daria um interessantíssimo rockumentário) de Geraldo D'Arbilly com o Aero Blues no início dos 80 e chegamos a nos esbarrar pelos palcos algumas vezes nesta mesma onírica década- ou pelo reconhecimento e respeito que as gravadoras deveriam ter (mas, como de costume, não o tem) com sua obra e relançá-la toda em caprichosas edições remasterizadas. Afinal, é inegável que 'Som Na Guitarra', sua estreia em LP em '84, já nasceu clássico -um trabalho bem feito de remixagem/remasterização a partir das master tapes realçaria ainda mais todas as suas qualidades- e todos os trabalhos que se seguiram, apesar de nunca alcançarem o nível de excelência daquele belo debut, sempre apresentaram uma música honesta, extremamente competente, recheada de lindos e incandescentes solos e profundamente emocional. Mas o grande segredo de Celso BB foi conseguir a proeza de compor e cantar blues em português de  uma maneira tão convincente como nunca algum outro na história da música deste país tropical e bonito por natureza ai que beleza. E sua voz rouca e o pleno domínio da linguagem do gênero foram fundamentais para esse resultado admirável. 


Após 8 álbuns de estúdio, o último de 1999 e contendo diversas regravações de antigos sucessos, e 1 excelente registro ao vivo, em 1991, retornou em 2008 com 'Quem Foi Que Falou Que Acabou O Rock 'N' Roll?', CD/DVD registrado -como o primeiro- em sua segunda casa, o Circo Voador, lendária casa de espetáculos do Rio de Janeiro.
E eis que em 2011, Celso Blues Boy retorna aos estúdios para gravar seu melhor trabalho desde aquela bela estreia, 17 anos antes. Recheado com 13 petardos muitíssimo bem produzidos por Roberto Lly, 'Por Um Monte De Cerveja' apresenta inúmeros destaques -'Conversando Com Horácio Baunn', 'Vinho Vermelho',  'Toneladas De Solidão',  'O Nevoeiro, O Albatroz E A Sombra', 'A Vida Faz Mal À Saúde' e a contagiante faixa-título, um de seus novos hinos, são apenas alguns destes- e um Celso Blues Boy incendiário e merecedor de toda a exposição na mídia que lhe possamos fornecer.

No mais, um Happy Blues Birthday ao inigualável mas, infelizmente, vascaíno roxo  
Celso Ricardo Furtado de Carvalho!

Estúdio

G&B Remaster

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G&B Remaster

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Aguardando Link com conteúdo correto.





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