Re-postagem aproveitando-me do fato de tratar-se de uma excelente banda, seus 2 únicos (e excelentes) trabalhos até o momento ainda encontrarem-se em minha estante virtual e...de uma tremenda preguiça que se abateu sobre mim neste domingo chuvoso.
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Originalmente publicado em 26.03.2012.
Quando, ainda aos primeiros meses de 2010, este power trio de Columbus, Ohio, despejou em nossos ouvidos seu cruamente produzido álbum de estreia, tornou-se objeto de uma verdadeira enxurrada de publicações rede adentro exaltando as inúmeras qualidades daquele trabalho recheado de peso e blues; da escolha por uma sonoridade absolutamente vintage ao repertório muito bem construido e adornado pela bela voz de Matt Reed, com sentido de divisão digno de um Paul Rodgers e também responsável por excelentes momentos nas 6 cordas inspirados em mestres da envergadura de Alvin Lee e Paul Kossoff, tudo levava a crer em um futuro promissor para a banda, completada por uma cozinha furiosíssima formada por Pat Reed, irmão de Matt e baixista de timbres cheios e digitação precisa, e Kevin 'Buck' Skubak nos tambores, um verdadeiro furacão com as baquetas. No entanto, o que mais me chamou a atenção foram as influências percebidas por toda a estensão da bolachinha. É claro que Cream é um referencial óbvio, até pela própria formação; no entanto, algumas escolhas inusitadas para tão tenros músicos me chamaram a atenção, entre as quais Ten Years After (de quem fizeram uma divertida versão para 'Hear Me Calling'), Mountain, Blue Cheer, Humble Pie, Free e Creedence Clearwater Revival. Ou seja, nada (ou muito pouco) das tradicionais referências a Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath, Uriah Heep ou Grand Funk. E tudo soa muito bem, honestamente despojado e sem overdubs, até porque analogicamente registrado em apenas 24 horas e em um autêntico clima de demo. Um grande começo mas ainda uma incógnita.
Apenas 2 anos se passaram e nem mesmo o maior entusiasta daquele primeiro esforço de se lançar ao mercado poderia supor que a confirmação de uma tímida promessa se daria de forma tão contundente. Mas ela veio com 'Real Women' e seus 9 petardos, agora com uma sonoridade mais enxuta mas ainda emanando urgência, sujeira e os riffs gordos de sempre (apesar da preferência de Matt pela Telecaster com escala em maple) como deixam claro patadas na orelha do nível de 'Oh, Louisa', 'Swaggs', 'Choose Wisely', 'Lullaby' e a faixa-título, só para citar algumas.
Será o sinal que precisávamos de que o muitíssimo bem recebido retorno da Van Halen poderá não ser a única boa nova de 2012, como alguns já se apressaram em afirmar? Deixo a resposta com vocês.
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