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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

KARMAKANIC & AGENTS OF MERCY-THE POWER OF TWO/LIVE USA (2009)

E para finalizar com chave de b#$%+@ esta tremenda suruba sem camisinha patrocinada pela The Flower Kings, deixo com vocês este testemunho da união de forças da Karmakanic com a Agents Of Mercy registrado durante o tour em clima de incestuosa orgia musical que fizeram por Europa e EUA em 2009. Aqui, basicamente, revesaram apenas os vocalistas no palco, até porque nenhuma das bandas carregou seu line-up completo. E ainda mandaram um cover venenoso, apesar de reverente, de 'Afterglow' para encerrar o set.

Valeu muito, Spacey BroDim!!!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

KARMAKANIC - Re-atualização e Re-postagem

É de se admirar um projeto de tamanha longevidade como a Karmakanic. Na verdade, no momento, nenhum outro aglomerado de músicos com empregos fixos em outras bandas, e com perfil. tão longevo, me vem à cabeça. Afinal, se já é difícil concentrar-se e lidar com os problemas inerentes às suas bandas de origem, mais ainda conciliar todas as agendas. Mas já se vão 10 anos e Jonas, Göran e Krister -infelizmente, o fantástico Zoltan pediu o boné tanto desta como da The Flower Kings e foi substituído em ambas por Marcus Liliequist-, acrescidos agora de lendas do prog sueco do porte de Lalle Larson e Nils Erikson nos teclados e vocais, nos presenteiam com excelentes serviços prestados ao progressivo, na melhor acepção do termo. Se por um lado mudanças em time que está ganhando são sempre uma questão delicada, neste caso específico pouco mudou; afinal, respondendo à pergunta formulada no trabalho anterior do projeto, o chefão é Jonas Reingold. Mas é claro que, em uma audição mais criteriosa, percebe-se que pequenos detalhes foram acrescentados -caso contrário, seria trocar 6 por 1/2 dúzia- mas a essência da sonoridade muito particular da Karmakanic permaneceu inalterada, mesmo agora se permitindo experimentalismos com o latin jazz de 'Can't Take It With You' caminhando lado a lado com uma 'Turn It Up' quase pop -eu disse 'quase'. E ainda se arriscam em quase 10 minutos de um blues estilizado, 'When Fear Came To Town', e que acabou por tornar-se minha predileta.
Em resumo, mais um belo trabalho de um projeto que se deseja eterno enquanto dure.



PS: many, many thanx ao meu Spacey BroDim, Maddy Lee, por disponibilizá-lo, assim que lançado, em seu Plano Z.

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Originalmente postado em 23.03.2009

Sei que os queridos amigos progheads que aportam por aqui já devem ter há muito esse mais recente disco da Karmakanic, mas não poderia deixar passar em branco este que é considerado um dos melhores trabalhos do último ano no gênero. E, como previa, dosando peso de seu primeiro lançamento, o magistral 'Entering The Spectra', com as etéreas paisagens musicais muitas vezes utilizadas em demasia de 'Wheel Of Life'. Se você ainda não conhece a banda pode começar por este excelente cartão de visitas e, em se aprovando, os demais estão logo aí abaixo.


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Originalmente postado em 18.08.2008

Espero que tenham queimado muitas gorduras ao som do post anterior pois este aqui é de parar tudo e ouvir com muita atenção. Não porque seja menos estimulante, muito pelo contrário. Karmakanic é, na verdade, filhote de uma das mais respeitadas bandas do new prog, a sueca The Flower Kings, e não apenas um de seus inúmeros projetos. Além de ostentar uma qualidade musical perturbadora.
Liderada pelo estupendo baixista/tecladista/compositor Jonas Reingold, contando com seu parceiro baterista Zoltan Csörsz, ambos membros fundadores da TFK, e ainda Göran Edman -um veterano do gogó com um currículo invejável- e a guitarra precisa e criativa de Krister Jonsson, é impossível aos admiradores do prog clássico ficar indiferente à música produzida pela banda.
Em 2002, com algumas idéias que pouco fariam sentido na sua banda de origem, Reingold sentia-se compelido a colocar esses conceitos para fora. Encaixadas todas as peças, registrar e lançar este material era só questão de muito suor e assim, no mesmo ano em que foi criada, a Karmakanic estreia com o magistral 'Entering The Spectra'. Seu conteúdo, de tão bom, conseguiu agradar a gregos e troianos. Ou seria melhor headbangers e progheads?
Há alguns anos, poucas bandas conseguiriam este feito, mas a fusão do metal com o prog já não é mais novidade pois inúmeras bandas, tendo como principais expoentes, cada um à sua maneira, Dream Theater, Opeth e Porcupine Tree, além de terem conseguido muito sucesso nesta aproximação, criaram muitos seguidores. O notável neste feito é que não estamos falando de uma banda de prog metal ou heavy prog ou melodic metal ou seja lá que termo escolham. Karmakanic está acima deste conceito pois, se tem suas passagens pesadas estimuladas pelo uso de timbres mais crunch de guitarra, consegue trazer o rebuscamento, a delicadeza, a placidez etérea e a polirritmia inerentes ao prog e quase sempre ausentes na sua mistura com o seu parceiro mais pesado. E com a vantagem -muito pela excelente forma vocal de Göran Edman aos 52 anos!!!- de adicionar ao excelente nível de harmonização vocal, marca registrada da TFK, ecos de Queen e 10CC . O saldo foi prêmios e mais prêmios por toda a Europa. Até porque nunca ouviram uma versão tão radical e, ao mesmo tempo, respeitosa de 'Cello Suite # 1 In G Major' de J.S. Bach toda executada por Reingold em seu fretless bass. Ouve-se o falante de seu amplificador -muito provavelmente, um Gallien-Krueger- peidando!!! Um conselho: a audição desta peça em volume exagerado pode prejudicar seu equipamento e/ou seus tímpanos, no caso do uso de headphones.
Em 2004 lançam 'Wheel Of Life' e quem esperava um trabalho rolando no mesmo trilho de seu cultuado predecessor, teve uma baita surpresa. Talvez no intuito de prestar uma homenagem às suas maiores influências, ouvem-se claros matizes de Yes, Genesis, Frank Zappa e King Crimson. É um ótimo disco mas prejudicado pela pressa, o excesso de trabalho -afinal, por esse período ocorreu o estouro da TFK e os demais músicos também são extremamente requisitados para diversos projetos- e com Reingold decidido a ocupar-se da autoria de todas as (apenas boas) canções. O resultado ficou aquém do esperado, com teclados em excesso dando uma certa empastelada. Até mesmo as inspiradas harmonizações vocais e as sempre certeiras pontuações da guitarra de Jonsson acabaram um pouco escondidas na mixagem.
Ainda assim, confio na Karmakanic como uma das maiores promessas de um gênero cuja sobrevivência de suas bandas/músicos -mais do que de virtuosismo- passa, necessariamente, pelo exercício constante da criatividade e pela busca incessante de -ou rasgos de- originalidade. E isso a Karmakanic tem de sobra.