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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

CIRCLES AROUND THE SUN-LET IT WANDER (2018)


E não é que o despretensioso projeto de Neal Casal deu certo e seguiu em frente por conta própria? E sem, necessariamente, manter-se atrelado à necessidade de funcionar sazonalmente em suporte a tributos à Grateful Dead mas mantendo a aura de sua força motriz.
E, desta forma, a bolachinha desce redonda, seguindo a receita de seu predecessor, 'Interludes For The Dead', uma psicodelia magistralmente fundida a um smooth jazz fusion e muito bem temperada com improvisações a dar com o pau. Como não poderia deixar de ser...





segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

CIRCLES AROUND THE SUN-INTERLUDES FOR THE DEAD (2015)

A Grateful Dead do saudoso Jerry Garcia é, inegavelmente, o ícone máximo da lisergia e do saudável hábito de promover longas jam sessions em palcos. Poucas bandas podem se dar ao luxo de afirmar ter criado uma nação, até mesmo uma dinastia, em torno de sua música. Talvez apenas Lynyrd Skynyrd e Allman Brothers Band possam ainda ser incluídas neste seletíssimo grupo. Para atender este fidelíssimo séquito movido a LSD e maconha é que pipocam tributos dedicados aos Deads por todo o continente norte-americano. Além de reuniões dos integrantes originais remanescentes -Mickey Hart, Bill Kreutzman, Bob Weir e Phil Lesh- com 'familiares' do porte de Trey Anastasio e Bruce Hornsby. E foi justamente para uma destas reuniões, a 'Fare Thee Well', realizada entre os dias 3 e 5 de julho de 2015 em comemoração aos 50 anos de criação da banda, que o videomaker Justin Kreutzman, filho de Bill e responsável pelos vídeos a serem projetados durante os intervalos, incumbiu Neal Casal, guitarrista da Chris Robinson Band, da produção, a toque de caixa, de, ao menos, 5h de material para ser utilizado como trilha para seu trabalho. Afinal, como de hábito nas apresentações da Grateful Dead, eram esperados em torno de 4 horas de apresentações por noite e períodos para descanso faziam parte da programação. E ainda com diversos convidados, o que demanda algum tempo de reordenação de palco.
Para tamanha empreitada, Casal cercou-se de seu companheiro de banda, o tecladista Adam McDougall, o baixista Dan Home e Mark Levy nas baquetas, com os quais trancou-se por dias em um estúdio e coletivamente criaram fiapos de temas que foram dissecados e eviscerados em longos improvisos, todos devidamente registrados ao vivo e totalmente desprovidos de overdubs. O resultado foi tão bom, superando e muito todas as expectativas, que resolveram lançá-lo comercialmente. Não espere ouvir aqui sequências muito lógicas, mas apenas a música em seu sentido mais puro. Na melhor tradição da banda objeto de adoração por parte de todos os envolvidos.
O melhor a fazer é deitar-se ao chão de seu quarto munido de um bom fone, dar o play enquanto a fumaça preenche o vazio do ambiente e esvazia sua mente e...bon voyage!!!