segunda-feira, 27 de agosto de 2018

MATUTO MODERNO/MODA DE ROCK (Atualização)


EXTRA!!! EXTRA!!!
Atualização com o recém-lançado álbum 'Toca Led Zeppelin', o terceiro do duo de violeiros Moda De Rock.
Um trabalho irrepreensível, com destaques -de um total de 15 (!!!) faixas- para 'Thank You', 'Rain Song', 'No Quarter', 'Friends', 'Immigrant Song', 'Going To California' -com bonita interpretação de Zé Helder- e, claro, 'Kashmir', já um clássico das concorridas apresentações do duo, em gravação ao vivo com Marcos Suzano na percussão.
Para admiradores dos Fant 4...ou não.


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Originalmente publicado em 16.02.2014.


Já que estamos em um período compreensivelmente ufanista -mesmo que um tanto menos entusiasmados frente ao atual momento político- devido à realização da Copa do Mundo de Futebol em Terra Brasilis, nada melhor que trazer para o meu, o seu, o nosso G&B uma banda que respeita (e conhece!) como poucas nossas tradições culturais, ainda que muito saudavelmente as processe com o bom e velho roquenrou de cada dia. E um agrupamento de músicos com estas características, não poderia responder por outro nome que não fosse...Matuto Moderno.
Formada em 1999 com a clara intenção de promover, de acordo com seus próprios integrantes, o encontro de Tião Carreiro com Jimi Hendrix, a Matuto Moderno nasceu da cabeça de experimentados músicos de circuitos musicais diversos e tendo em seu epicentro a viola incendiária de Ricardo Vignini, hoje dividindo a responsabilidade com o não menos extraordinário Zé Hélder. E foi assustando muitos mas cativando muitos mais que a banda seguiu seu caminho, aboiando seguidores interiorzão adentro e sendo encarada com desconfiança capitais afora. Muito a duras penas e contando com o prestígio que amealhavam de todas as vertentes comuns ou não ao seu trabalho, um tropeiro misturando o coco e a catira com o universo elétrico do rock, conseguem lançar 'Bojo Elétrico' apenas 1 ano depois. Aproveitando-se muito bem da derrocada das majors e investindo pesado em todo o universo midiático disponível, Vignini cria a Folguedo, gravadora dedicada a todas as linguagens exploradas pela viola sertaneja e outras expressões do folclore nacional, por onde passaria a lançar com sucesso todos os seus trabalhos, solo e em banda.
De lá para cá, vão-se 15 anos e 5 impecáveis trabalhos, de uma sonoridade única, mesmo que não exatamente original em sua essência - vide Dotô Jeca, e qualidade artística inquestionável.
Com o sucesso da empreitada e a curiosidade de seu público com as influências musicais de seus integrantes, a dupla de violeiros Vignini e Hélder resolveu apresentar-se vertendo grandes clássicos do rock para a linguagem da viola e, uma vez mais, o laço foi certeiro pois, 'Moda de Rock - Viola Extrema' foi uma das mais gratas surpresas de 2010, levando a viola de 10 cordas, tão segregada pelo público urbano, a patamares nunca antes sonhados, gerando até mesmo um DVD.
Só me resta pedir que abram suas orêia mó de quê Matutu Mudernu é tudibão!!!






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Moda De Rock
(Ricardo Vignini & Zé Hélder)




SUPER NOVO!!!

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VIDEOS





segunda-feira, 20 de agosto de 2018

TOTTY


Alçada por muitos ao patamar de joia perdida dos seventies, a banda dos irmãos Dennis (vocais/guitarras) e Byron (baixo/vocais) Totty talvez não chegue a tanto, mas lançou, ao menos, um tremendo álbum em 1977. Mesmo que tardiamente reconhecido.
De família musical, os Totty Bros. logo cedo envolveram-se com bandas da região de Tulsa. O primeiro concerto, como costumam afirmar, ocorreu em sua própria garagem, onde ensaiavam com alguns amigos. Devido ao calor, resolveram abrir o portão e...um grande público do bairro encontrava-se instalado em frente ao portão. Desde então, tocaram onde pudessem e com quem os quisesse. No final dos 60 já tinham uma bela agenda de gigs com o power trio Cedric, a primeira banda de verdade, com Roger Roden nos tambores. O repertório, claro, combinava o suprassumo da época, de Hendrix e Cream a Grand Funk Railroad. Pouco depois já estavam compondo. E o desejo de registrar este material passou a dominar os planos de Dennis e Byron. E assim, bastava alguma sobra de dinheiro para que corressem para algum estúdio, sempre tentando registrar o peso de sua música com o máximo de fidelidade possível, um enorme desafio para os estúdios da região, totalmente focados na country music. Em 73, já com a banda desfeita, os irmãos dirigem-se para a Califórnia, de onde retornam recheados de muitas ideias e algumas novas composições. E mais um power trio surge, com a convocação de George Cooper: a Starstream Bodine. O sucesso, finalmente, parecia bater à porta e 6 faixas para um álbum já haviam sido registradas. No entanto, inesperadamente, Cooper pede o chapéu e muda-se para outro estado. Firmes na decisão de gravar um álbum completo, agora sob o nome de Totty, arregimentam os amigos David Blue e Roger Roden (lembram dele?) para se revesarem nas sessões de gravação. Com 'Totty', o álbum, pronto e com Cooper de volta a Tulsa, prensam algumas dezenas de cópias e partem para sua divulgação, com boa agenda de shows e visitas a rádios e gravadoras, por grande parte de 76 e todo 77. Mas as coisas não aconteciam como esperado.
De volta a Tulsa, em 78, registram 4 novas músicas e reiniciam o périplo por gravadoras e rádios. E, uma vez mais, sem sucesso. E também uma vez mais, culminando com a saída de Cooper para casar e formar uma banda com a esposa. 
Entretanto, uma nova chance surgiria através de um antigo amigo de escola e admirador do trabalho dos irmãos, que decide-se por patrocinar a gravação do segundo álbum da banda, desta vez mixado no aclamado Criteria Studios. Para esta empreitada, retornaram com David Blue nas baquetas, agora em período integral. E 'Totty Too' foi lançado em 81, levando-os a LA e a concertos em lugares, incluindo arenas, que poucos almejariam chegar e recebendo excelentes críticas da mídia especializada. Em 86, chegam a gravar um videoclip para o single 'What About Me?', já como The Totty Bros.. Os irmãos Totty são, hoje, uma espécie de patrimônio cultural de Oklahoma, contabilizando diversas premiações regionais, e seguem tocando diversos projetos, em dupla ou separados, mas nunca deixando escapar uma chance de gravar suas composições. Consta que, neste momento, encontram-se em estúdio registrando material para um novo álbum. Será?! Tomara que sim...





G&B Remaster



segunda-feira, 6 de agosto de 2018

THALLES

Resultado de imagem para thalles cabral.com.br

Noite dessas, enquanto me preparava para dormir, logo após assistir pela enésima vez o fantástico DVD 'Live Love In London', da King's X, fui surpreendido por uma sonoridade delicada, como que a acalmar meus neurônios após as quase 2 horas de pancadaria sonora despejada por Pinnick, Tabor & Gaskill, que saltava dos falantes da TV, sintonizada no simpático canal Music Box BR, dedicado exclusivamente à música brasileira, principalmente a produzida de maneira independente. E a música era tão cativante, com uma letra -em inglês perfeito!- extremamente bem elaborada, e o clipe tão surpreendentemente simpático, que sentei-me novamente no sofá para sorver aquele momento em sua plenitude enquanto ansiava por descobrir o nome do responsável por trabalho tão bonito, apenas para buscar conhecê-lo melhor e direto da fonte. Thalles...assim mesmo, apenas Thalles era seu nome. E a joia que tanto fascínio me provocou, 'Sad Boys Club'.
No dia seguinte, corri atrás de mais material do jovem e, tudo levava a crer, talentoso rapaz mas só me deparava com um 'gritador' evangélico. Definitivamente, não era quem eu procurava. Filtrando um pouco mais, cheguei a um tal Thalles Cabral, jovem e já prestigiado ator de teatro, cinema e TV gaúcho de PoA, além de compositor, cantor, multi-instrumentista e videomaker de, apenas,  24 anos. E não é que era o cara?!?! E já com um EP, o cru mas servindo muito bem como cartão de visitas, 'That's What We Were Made For', de 2013, e o catártico 'Utopia', uma pequena pérola lançada em 2017 que passou totalmente desapercebida, até mesmo pelos que, como eu, clamam por boa música autoral no país. 
E a surpresa não acaba aí. O rapaz é um verdadeiro prodígio, passeando com desenvoltura por várias mídias e com uma maturidade autoral de impressionar qualquer apaixonado por música, não importando o gênero desde que feita com amor. Com um belo timbre -um amálgama de Chris Isaac com Hozier-, Thalles emoldura sua voz com arranjos impressionantemente belos, tão minimalistas quanto extremamente elaborados, mostrando claras influências, de Radiohead ao já citado Hozier, para criar uma personalidade própria e indelével. Mas não faltando coros grandiosos e com naipes de cordas em profusão. Destaques ficam difíceis de serem apontados pois quando começo a ouvir 'Utopia', tal qual uma obra conceitual, é impossível tirá-lo do player...é atual, rebuscado, sombrio, envolvente, cativante, bem timbrado, exemplarmente produzido e...pop! Como todo pop deveria ser...