segunda-feira, 30 de junho de 2014

ONE HAND FREE / Re-re-postagem & Atualização

Uma das mais obscuras e competentes jam bands que conheço e seu novo EP. Esperei o quanto pude por um novo álbum mas a One Hand Free é um tanto cerimoniosa em lançamentos. Na falta de um trabalho full, segue este excelente aperitivo - na verdade, 2 inéditas e uma releitura para 'Hard Times', já lançada anteriormente no excelente 'Quadraphonic', 6 anos antes -  jogado na rede em outubro do ano passado e também novos links para seus trabalhos anteriores, incluindo o excelente e incrivelmente bem registrado bootleg 'Live At The Stone Church', de 2008.




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Originalmente publicado em 19.11.2012.

Aproveitando o recente lançamento do EP 'Sweetbreads', na verdade uma compilação de faixas antes disponibilizadas apenas para download pelos assinantes de seu site, levantei novos links para a discog da banda.
Para quem ainda não os conhece, este pode ser um ótimo motivo de reparar o erro e tomar contato com a bela voz e os teclados muito bem articulados de Andy Blowen, a guitarra elegante e precisa de Josh DiJoseph (tá tocando muito!), a encorpada cozinha formada por Geoff Taylor e Kelly Bower e sua música livre de amarras e aberta a improvisos, como toda jam band que se preza deve fazer.
É verdade que um EP com material requentado é muito pouco para 4 anos sem um álbum inteiro mas acredito que, apesar das parcas informações disponibilizadas pela banda em seus inúmeros veículos de comunicação, estejam  servindo-se deste material apenas como batedor a abrir caminho para boas novidades em breve.



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Originalmente publicado em 03.11.2009

Já estavam com saudades de uma jam band por aqui, certo? É um gênero difícil, embora eu seja um fã declarado, de encontrar algo que, se não exatamente novo, apresente algum diferencial. Mas prometo redimir-me disponibilizando o que me vem clamando por atenção já há algum tempo e pouco vejo de bobeira por aí. E vamos começar em grande estilo com o peso classudo recheado de sangue southern e muito swing da One Hand Free, combo de New Hampshire formado por Andrew Blowen (vocais/teclados), Josh DiJoseph (guitarras), Geoff Taylor (baixo) e Kelly Bower (bateria/percussão) e responsável por 2 dos mais interessantes trabalhos de estúdio no estilo que ouço nos últimos tempos. Não, não é nada que vá estabelecer novos parâmetros para um gênero que privilegia criatividade e capacidade de improvisação acima de tudo mas que, por vezes, pode soar gessado ou estar correndo atrás do próprio rabo.
É claro que ícones absolutos como Allman Bros. e Grateful Dead sempre pesarão nos ombros de qualquer banda que se aventure por este perigoso terreno -até porque comumente habitado por músicos de excelência à toda prova- e poucas sabem dosar estes elementos de forma equilibrada. Acho que a One Hand Free o conseguiu de maneira muito satisfatória.
No momento, estão em processo de gravação de um novo trabalho e já até soltaram uma prévia com o single 'Sly'.






segunda-feira, 16 de junho de 2014

RADIO MOSCOW-MAGICAL DIRT (2014) + '3 & 3 Quarters' (2012) + 'The Hearya Live Sessions' (2007/Demos)

Como já esperávamos, vazou (o lançamento oficial está previsto para 17.06) o novo trabalho da banda liderada pelo genial, e também um recluso de temperamento um tanto difícil, Parker Griggs. E como de hábito, além das fantásticas guitarras e vocais, Griggs encarregou-se de toda a produção e partes de bateria (ao vivo, as baquetas no momento estão a cargo de Paul Marrone), restando ao novo integrante, Anthony Meier, executar à perfeição as linhas de baixo imaginadas por seu líder, hoje um dos nomes mais conceituados da cena hard psych. Novidades? Em absoluto...até porque não há o que esperar da Radio Moscow nada muito além de um poderoso hard blues misturado a fortes doses de lisergia. E isto, além de muito longe de ser pouco, sobra em 'Magical Dirty', da abertura com com a virulenta 'Soul Alone' ao magistral encerramento com o blues de base acústica de 'Stinging'. A ser consumido sem moderação, mesmo considerando seu antecessor - 'The Great Escape Of Leslie Magnafuzz', de 3 anos atrás - um marco no gênero, de uma qualidade difícil de ser atingida.
Aproveitando a oportunidade, segue atualização da discografia com a inclusão de '3 & 3 Quarters', lançamento oportunista de 2012 apenas com material de baú registrado de forma precária por um Griggs ainda adolescente, em seu porão entre 2000 e 2004 e o registro de demos que, posteriormente, cederiam algumas faixas para os álbuns 'Radio Moscow' e 'Brain Cycles', de 2007 e 2009, respectivamente.
Se gostaram e quiserem mais, é só dar uma passada aqui e aqui.


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3 & 3 Quarters (2012)

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The Hearya Live Sessions (2007)




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VIDEOS


domingo, 15 de junho de 2014

RADIO MOSCOW / Re-postagem

Originalmente publicado em 19.05.2009.


Depois da Slipknot, mais uma banda de Iowa. Bem, na verdade, 'banda' talvez não seja o termo mais exato pois a Radio Moscow é, na essência, um duo formado pelo virtuose Parker Griggs (vocais/guitarras/bateria) e Zach Anderson (baixo/teclados) dedicado a transpor a sonoridade west coast psychblues dos 60/70 para jovens ouvidos mais acostumados a um peso sem dinâmica, reto. Agregue a isso um certo clima space rock e a excelência do resultado está garantida. Quando os conheci, à época do primeiro CD, só não os postei por aqui pois, praticamente todos os blogs gringos (e os brazucas mais antenados) que costumo frequentar já o haviam disponibilizado. Esperei pacientemente pelo lançamento de seu segundo trabalho e, voilá!, 'Brain Cycles' chegou esculachando. Os avanços em sua sonoridade são flagrantes, da crueza daquele autointitulado álbum de 2007 ao peso cheio de excelentes timbres (resultado de uma produção mais esmerada) de seu recém-lançado trabalho, agora com bem dosadas influências hendrixianas, esses moleques mostram que, apesar da longa estrada ainda a percorrer para encontrar seu próprio caminho, estão com tudo em cima. No meu entender, seria essencial, apesar de Griggs ser um baterista além do apenas esforçado, a definição de um especialista para a posição -ao vivo, utilizam Corey Berry- e assumir-se em definitivo como um power trio. Em resumo, ainda são uma incógnita, mas valem (e muito!) uma audição.




RADIO MOSCOW-THE GREAT ESCAPE OF LESLIE MAGNAFUZZ (2011) / Re-postagem

Originalmente publicado em 17.10.2011.


E as indicações ao Prêmio Rabo de Rabosa 2011 continuam -desta vez engrossada pelo novo CD da Radio Moscow, 'The Great Escape Of Leslie Magnafuzz'- e embolando de vez, tal qual o nosso emocionante Brasileirão, a disputa por tão cobiçada láurea. E com este trabalho, o power trio encabeçado pelo fantástico Parker Griggs demonstra um apetite voraz para não só abocanhá-lo como também criar talvez o primeiro clássico desta década que mal engatinha, com 12 petardos irretocáveis. Admirador confesso da banda desde bastante tempo, acompanho sua carreira com um interesse dispensado a pouquíssimos nomes da cena atual e posso dizer que impressiona a maturidade alcançada por esta molecada de Iowa em tão pouco tempo de estrada e apenas 3 álbuns na bagagem. E já não há como negar que à frente deste excelente resultado está um dos mais talentosos valores desta geração. Além de apresentar um arsenal de riffs como nunca antes, o multiinstrumentista (é, ainda continua responsável por toda a bateria em estúdio) Griggs evoluiu de uma forma estupenda em todas as suas inúmeras atribuições, incluindo solos memoráveis, convencendo até mesmo ao debulhar fraseados assombrosos impregnados de leslie, efeito comumente de resultados duvidosos em solos, e performances vocais impactantes; até mesmo seu desempenho nas baquetas, antes o calcanhar de Aquiles da banda em estúdio, está irrepreensível. E compondo como nunca, sempre mantendo o espírito psych/blues/garage sob pleno domínio e produção no no melhor estilo  porão chic, já marca registrada da banda.
Sem dúvida, a Radio Moscow tem em 'The Great Escape Of Leslie Magnafuzz' não somente seu melhor trabalho, mas também um divisor de águas.




segunda-feira, 9 de junho de 2014

RIVAL SONS-GREAT WESTERN VALKYRIE / Special Edition (2014)

Talvez o disco mais aguardado do ano para os amantes do bom e velho hard/blues rock, este novo trabalho da Rival Sons não decepciona em nada. Como de hábito, a banda liderada pelo fantástico gogó de Jay Buchanan aposta na variedade de matizes para conquistar corações e mentes de incautos ouvintes e também firmar-se com honras no panteão das grandes bandas da atualidade no gênero. 
Mantendo a rotina de abrir seus álbuns com incendiários hinos de riffs gordos e refrões impregnados de soul, 'Electric Man' faz as honras escancarando com os dois pés as portas de um álbum que em nenhum momento deixa a octanagem cair, emendando pancadas do porte de 'Secret' e 'Play The Fool' antes de desembarcar em 'Good Things', um hard psych soul de levar o queixo do ouvinte ao assoalho. E o que dizer da bela citação ao saudoso Bonzo em 'Open My Eyes', incandescente faixa de trabalho? De arrepiar! E os momentos, digamos assim, mais psicodélicos, continuam com espaço garantido, agora representados pela viciante 'Rich And Poor', assim como o progressive blues tem em 'Destination On Course' um belo exemplar e ainda dão uma aula de como compor e executar à perfeição uma rock ballad com a dose certa de calorias em 'Where I've Been'. Em resumo, mais um disco indispensável da Rival Sons, já passível de ser entronizada como a melhor banda hard da atualidade. Ao menos para mim e uma legião de admiradores que aumenta exponencialmente a cada novo lançamento.

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domingo, 8 de junho de 2014

RIVAL SONS-HEAD DOWN (2012) / Re-postagem


Originalmente publicado em 19.09.2012

Agora é fato: a Rival Sons é, definitivamente, o grande nome do hard/heavy do início deste novo século. E sua trajetória meteórica não é apenas um detalhe nesta avaliação, mas a constatação de que atitude e um bom gerenciamento da carreira são fundamentais para alcançar tão nobre comenda. Talvez apenas a The Answer preencha, hoje, todos os requisitos para lhe fazer frente.
E como se não bastassem a excelência de seus 3 primeiros trabalhos, Jay Buchanan & Cia. superam todas as expectativas neste recém-lançado 'Head Down' e seus 13 petardos infamemente i-r-r-e-t-o-c-á-v-e-i-s. Aqui, o amadurecimento é flagrante, até mesmo na voz de Buchanan, que evoluiu de maneira exuberante, em muitos momentos soando como um Paul Rodgers em seu apogeu ou mesmo um Rufus Wainwright, trazendo à tona sua forte veia folk de início de carreira. É o maior talento vocal de sua geração, sem sombra de dúvidas. Notável também o belíssimo trabalho de guitarras de Scott Holiday, com uma fantástica paleta de timbres, riffs arrasadores e harmonizações inspiradas. E a cozinha continua muito bem provida por Robin Everhart e Mike Miley, virtusos sempre a serviço do melhor tempero para as canções.
Destaques? Tarefa espinhosa esta. Como disse antes, o álbum é absolutamente a prova de falhas. De sua contagiante abertura com o blues rock 'Keep On Swinging' ao seu surpreendente epílogo com a inebriante 'True' em um show particular de Buchanan, não há faixa a ser descartada. Até porque a tônica em todo o álbum é a variedade, estampada em power pops com pedigree como 'Wild Animal' e 'Until The Sun Comes', baladas do porte de 'Jordan' (poucos tem condição de escrever algo tão belo), hard rocks furiosos e capazes de colocar abaixo uma arena como 'You Want To', 'Three Fingers' e 'The Heist' -esta última a prova de que uma jam com Badfinger, The Turtles, Jefferson Airplane e The Doors seria perfeitamente viável- para em seguida fazer a plateia chacoalhar o esqueleto com um hino anti-belicista, 'All The War', emocionar-se como poucas vezes com o power blues de 'Run From Revelation' ou tomar contato com o heavy sabathico setentista de 'Manifest Destiny (Part I)', fazendo-nos questionar os rumos que o metal seguiu nas décadas seguintes.
Desnecessário dizer que é fortíssimo candidato ao Prêmio Rabo de Raposa 2012. Tem poucos mas valentes concorrentes até o momento.



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RIVAL SONS / Re-re-postagem



Originalmente publicado em 27.06.2011 e republicado em 16.09.2012.

De tempos em tempos, alguma banda é saudada como um novo Led Zeppelin. E a bola da vez é esta talentosa banda de L.A.. Sem entrar no mérito do absurdo de tais comparações, até porque jamais existirá uma banda que possa ser comparada aos Fant 4, Jay Buchanan (vocais), Scott Holiday (guitarras), Robin Everhart (baixo) e Mike Miley (bateria) não negam suas origens. Recheado de riffs matadores impregnados de boa dose da sonoridade zeppeliniana na manga, com apenas alguns meses de vida desovam o auto-produzido 'Before The Fire', de imediato chamando a atenção para suas incendiárias apresentações. Em seguida, algumas faixas passam a ser utilizadas em diversos anúncios televisivos, de F-Indy a cervejas premium, e convites para turnês de abertura passam a pipocar de todos os lados.


Contratada pela indie Earache Rec. em 2010, a Rival Sons estava só iniciando uma trajetória, tudo leva a crer, de muito sucesso. E a prova disto foi o lançamento, no início do ano seguinte, de um fantástico EP auto-intitulado, um autêntico marco zero. Aqui, as influências de Page-Plant-Jones-Bonham continuam flagrantes mas agora diluídas por diversas outras, ajudando a maturar o som da banda e não mais deixando o potente e personalíssimo gogó de Buchanan, desde já um dos melhores do atual cenário hard/heavy, responsável por tão árdua tarefa. Um trabalho perfeito. De 'Get What's Coming' a 'Soul', um emocionante blues à moda inglesa dos seventies, contabilizam-se 6 faixas irretocáveis.


Mas quando tudo levava a crer que este EP seria apenas um belo prefácio para o ansiosamente aguardado próximo álbum, a banda tranca-se em estúdio por escassos 20 dias para registrar um vigoroso documento inconformista. Urgente, acelerado e cru, 'Pressure & Time' é um tiro nos tímpanos digno de uma pororoca tsunami de MC5 com Blue Cheer e deixa claro que o caminho da banda rumo a tornar-se um dos grandes nomes do gênero está definitivamente traçado.Da explosiva e suja 'All Over The Road' ao final exuberante com 'Face Of Light' (que linha melódica fantástica!), desfilam a irresistível faixa-título, uma 'Get Mine' de ressuscitar qualquer defunto, a glam com neurônios 'Burn Down Los Angeles' e até mesmo ouve-se um rasgo de psicodelia em 'White Noise', a 'Tomorrow Never Knows' que toda banda almeja escrever.
As apostas no quarteto estão altas e bons motivos para isso existem. Até porque não é todo dia que uma banda novata é agraciada por elogios de Jimmy Page e um artwork exclusivo de Storm Thorgerson.
E vocês, o que acham?



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Pressure & Time (trailer)

Pressure & Time (Official Clip)