segunda-feira, 29 de abril de 2019

PRISTINE / Atualização


Mais uma pancada nas 'orêia' desferida pela banda liderada pela incendiária ruivinha norueguesa, Heidi Solheim, recém-saída do forno. E, de tão fodástico, periga ser o melhor trabalho já lançado por esta banda de blues rock que veio do frio. Mas uma coisa é incontestável: é o mais pesado!
A abertura com 'Sinnerman' já deixava pistas disso, com Solheim emulando uma Grace Slick impregnada de metanfetamina. E a quase stoner faixa-título, na sequência, confirmaria o prognóstico. Mas com achegada de 'Aurora Skies' traz de volta a lisergia, agora com pitadas de folk e. até mesmo. trip hop. Já em 'Blind Spot' a veia zeppeliniana dá as cartas de forma brilhante -algo que uma banda medíocre como a Greta Van Fleet jamais conseguirá absorver. Mas a cereja do bolo é, definitivamente, a pequena obra-prima 'Cause & Effect', um dos melhores exemplares de blues contemporâneo que tive a oportunidade de conhecer. Sua primeira audição me trouxe lágrimas aos olhos...e a segunda também.

Ouçam djá!!!








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Atualização em 10.07.2017.



E a incansável Heidi Solheim e seus irmãos em blues seguem com mais uma irrepreensível compilação de inéditas. E 'Ninja' é um legítimo e digno sucessor para 'Reboot', apesar de não ser uma continuação pura e simples daquele que é considerado seu melhor trabalho. Antes de mais nada, 'Ninja' é uma sequência natural, além de celebrar uma pluralidade de dinâmicas nunca antes apresentada pela banda. Da abertura com o groove, com direito a um clavinet, de 'You Are The One', à placidez da belíssima 'Forget' (como Heidi me lembrou Karen Carpenter, aqui...), é perfilado um leque em que cabem a quase heavy 'The Rebel Song', a psicodelia de 'Jekyll & Hyde', uma zeppeliniana 'Ghost Chase', o blues minimalista de 'Perfect Crime' e, até mesmo, 'Ocean', um spiritual contemporâneo como poucos.
Se você gostou da Pristine até aqui, não faltarão motivos para comemorar o lançamento de 'Ninja'.





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Originalmente publicado em 06.03.2017.

Quase que já se convencionou afirmar que o melhor rock da atualidade vem do frio escandinavo, notadamente da Suécia. Mas não faltam excelentes exemplares sob os domínios de seus vizinhos de porta. Mais voltados para o metal em todas as suas vertentes, o stoner e o prog, a Noruega surpreende com Pristine. Como o próprio nome sugere, Heidi Solheim (vocais), Espen jalobsen (guitarras), Anders Oskal (Hammond B3/teclados/pianos), Asmund Eriksson (baixo) e Kim Karlsen (bateria) reuniram-se em 2006 com o firme propósito de moldar um blues rock recheado de r&b, funk, soul, porém pesado, sujo e com muita psicodelia na receita. Um som único, imaculado, puro...livre das amarras do mercado. 
E, já em seu primeiro trabalho, com o sugestivo título de 'Detoxing' (2011), elevaram esta proposta à enésima potência. Com riffs matadores, a poderosa voz de Heidi e longas jams. Totalmente registrado ao vivo em estúdio, a qualidade de todos os integrantes é flagrante, apesar da crueza próxima de uma demo. Destaca-se também a excelente presença do B3 de Oskal, um mix estilistico de Ray Manzarek e Gregg Rolie. e ainda uma interpretação arrasadora de Heidi para 'Whipping Post'. O impacto de 'Detoxing' foi imediato e participações em festivais eurpeus e norte-americanos, e até mesmo pequenas turnês, aumentaram em proporções geométricas. 
E 'No Regret', de 2013, confirma tudo o que se esperava da banda. Um tanto mais polido, mas ainda privilegiando as longas (pero no mucho) jams, trouxe o primeiro hit da banda, 'Carry Your Own Weight'. E as oportunidades e premiações não cessaram.
Em 2016 mantém sua fórmula de sucesso imaculada frente à forte pressão da indústria (sim, continuam independentes através da Pristine Music) e 'Reboot' vem à tona recheado de belíssimas surpresas, a começar pela alternância climática da faixa título, quase um progressivo, com mais um primoroso trabalho de Anders Oskal no B3 carregado de Leslie. A não menos surpreendente 'The Middlemen' vem em seguida e nos enche de esperanças em dias melhores para o rock. Mas é claro que os riffs pegajosos não poderiam ficar ausentes e 'Derek' abre os trabalhos sem deixar dúvidas a este respeito, passeia pelas veias do punk em 'Bootie Call' e entrega o fechamento à beleza quase pastoral de 'The Lemon Waltz'. Em resumo, 'Reboot' não é apenas o trabalho mais maduro da discografia da banda até o momento mas, também, uma pequena gema preciosa do rock, como poucos na atualidade. E acredito que será difícil à própria banda superá-lo um dia...espero, sinceramente, que consigam. Afinal, ganharíamos todos.









segunda-feira, 22 de abril de 2019

HOZIER-WASTELAND, BABY! (2019)


E, finalmente, a sequência da acachapante estreia deste irlandês porreta...e se 'Wasteland, Baby!' não possui os mesmos frescor e impacto estético daquele álbum que tomou o mundo de assalto com 'Take Me To Church' à frente, sobram sofisticação e bom gosto. A começar por trazer Mavis Staples e sua verve gospel para abrir os trabalhos de maneira arrebatadora com 'Nina Cried Power', uma pungente homenagem à diva Nina Simone. E mesmo explorando um pouco mais timbragens eletrônicas, a organicidade segue sendo a tônica do trabalho de Hozier, como faixas do porte da faixa-título e ainda 'Movement', 'Nobody', 'Shrike', 'Be' e a (quase) dançante 'Dinner & Diatribes' deixam tão bem transparecer.   
Par ouvir em noites solitárias regadas a um bom single malt...




segunda-feira, 15 de abril de 2019

EARL SLICK (Re-re-postagem & Atualização)

Atendendo a pedidos, novos links para os álbuns já postados anteriormente e ainda atualização com a inclusão dos álbuns 'Lost & Found' e 'Zig Zag'. Desta forma, a discog deste músico encontra-se completa.

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Originalmente publicado em 10.04.2008 e republicado em 26.09.2008.


Gallera, mais um bom aperitivo de Earl Slick desta feita patrocinado pelos parceiros Celso Loos e Ed, The Ted.
Começamos com os dois únicos e excelentes trabalhos de estúdio da The Earl Slick Band e cujo repertório originou o maravilhoso 'Live '76', já postado por aqui.
Depois de um tempinho de volta àquela vidinha besta de session man, Slick juntou-se a dois ilustres desempregados -Lee Rocker (baixo) e Slim Jim Phantom (bateria), ex-Stray Cats- para formar o Phantom, Rocker & Slick e lançar mais dois trabalhos. O primeiro, muito bom e homônimo, tem, pelo menos, um clássico, 'Men Without Shame', além do auxílio luxuoso de Mr. Keith Richards.
E, finalizando, seu primeiro 'disco de guitarrista', com um surpreendente bom gosto nas intervenções guitarrísticas e demonstrando que sabe tudo das seis cordas.
Propositalmente, deixei de fora seu único trabalho com a banda Dirty White Boy -com o irritante ex-Giuffria, David Glen Eisley- por ser muuuuiiiiito fraco. Gênero 'farofa' oitentista, sacaram?
Continuam os apelos para quaisquer outros materiais deste excelente guitarrista.

















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 Originalmente postado em 03.04.2008.

Gallera, juro, ajoelhado no milho, que esse post é a vera!!!
Sou um admirador do trabalho de Earl Slick pois, como sempre fucei fichas técnicas dos LPs, sabia ter participado de vários trabalhos de ponta do rock, principalmente com David Bowie, Ian Hunter, David Coverdale e John Lennon. Certamente, um dos guitarristas mais solicitados em estúdios e palcos. No entanto, não fazia a menor ideia de que o mancebo havia lançado discos solo -conhecia apenas o bom trabalho com o Phantom, Rocker & Slick. Por isso o susto quando me deparei com este, à época, recém-lançado CD perdido numa banquinha de camelô a um preço ridículo. Comprei pelo bom negócio e pela admiração pelo músico mas, sinceramente, não esperava tanto. Foi uma gratíssima surpresa!
É um discaço de ponta a ponta, totalmente gravado sem overdubs e com a mixagem que foi ao ar por uma rádio de Rochester, NY. O som é tão bom que sente-se o amp da guitarra 'respirando'. O line-up, poderosíssimo, conta com Jimmie Mack (vocais/guitarra), Gene Leppick (baixo/vocais) e Bryan Madey (bateria). O set list, abrangendo material dos dois únicos álbuns da banda -o primeiro homônimo e 'Razor Sharp', ambos também de 76- e com exceção de 'Boom Boom' (J.L. Hooker), é todo de material próprio ora composto por Slick, ora por Mack e ora pelos dois. Só a excelente 'Games' foi composta por toda a banda. Impressiona como um repertório tão ilustremente desconhecido rapidamente torna-se tão íntimo.
Desde então tento encontrar material do cara -tem, pelo menos, seis trabalhos solo, fora bandas diversas das quais participou- pela rede mas totalmente sem êxito. Se vocês tiverem sucesso nessa busca, tenham pena do parceiro e me enviem, ok?
O quê? Hora da vingança? Não façam isso...foi só uma pegadinha de 1º de Abril...não tiveram infância?!?!


segunda-feira, 8 de abril de 2019

A MÚSICA DOS SIGNOS-ANDRÉ GOMES & ALEXANDRE FONSECA (1993) / Re-re-postagem



Atendendo a pedidos...aproveitem e atraquem-se a este novo link para um dos trabalhos mais difíceis de encontrar boiando por aí!!!
Na próxima semana tem mais repostagem...fiquem ligados!

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Repostado em 11.11.2011.

Mais um daquela leva sempre meio chata de pescar por aí, mesmo após mais de 4 anos de sua primeira postagem por aqui. Ainda bem que o seu, o meu, o nosso G&B tem visitantes atentos como o Fábio Bandeira, que há pouco solicitou a re-postagem deste curioso trabalho com 2 dos melhores músicos deste país. Bom, no meu entender, André Gomes está entre os melhores do planeta!

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Originalmente publicado em 21.05.2007

Como o título sugere, este CD é constituído de 12 temas instrumentais que têm por objetivo transpor para a música as características de cada signo zodiacal. Não faço a menor ideia se o objetivo foi alcançado -isto é um trabalho para profissionais da área- até porque sou cético com relação a esses esoterismos, muito embora seja um típico aquariano, segundo pessoas ligadas nesses breguetes. Bom, segundo os preceitos de concepção deste CD, estou mais para Sagitário. É o tema que mais gosto.
Mas o que realmente importa é ser este um disquinho um tanto quanto difícil de encontrar do grande baixista André Gomes -aquele mesmo da banda Cheiro De Vida e fiel escudeiro de Pepeu Gomes (não são parentes!), aqui em parceria com Alexandre Fonseca na bateria/percussão/programações. E André Gomes, além de compor a maior parte dos temas, não se limita ao baixo, assumindo também guitarras, violões, cítara e teclados.
A dificuldade em encontrar esta bolachinha deve-se principalmente ao fato de que é um produto feito por encomenda para o Departamento de Marketing Especial da extinta Polygram. Ou seja, para ser comercializado como brinde ou encartado em alguma revista ou house organ. E eu fui um dos sortudos agraciados.
Este post vai dedicado ao Woody, baixista e parceiro muito querido aqui do G&B.