Mostrando postagens com marcador Rival Sons. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rival Sons. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

RIVAL SONS-FERAL ROOTS (2019)


A esta altura, acredito que tecer comentários e exaltar as virtudes desta banda californiana, é absolutamente redundante. E este 'Feral Roots', recém-nascido, só confirma o que todos que conhecem o trabalho de Jay Buchanan, Scott Holiday, David Beste e Mike Miley sabem, já há algum tempo: Rival Sons é a melhor banda de hard rock da atualidade.
Ouve saporraê e me diga se não é verdade...

Se concordou e quer mais, é só dar um rolê por aqui!





segunda-feira, 20 de junho de 2016

RIVAL SONS-HOLLOW BONES (2016)

E a melhor banda de hard rock da atualidade está de volta. E, como sempre, sem deixar a peteca cair. Na verdade, a Rival Sons só melhora com o tempo, em estúdio e nos palcos ao redor do globo, e este 'Hollow Bones' periga monopolizar seu player. Se já após uma primeira audição fica difícil apontar faixas em destaque, sinto informá-los que esta sensação só aumenta com as audições seguintes. É tal o desfilar de riffs matadores e desempenhos impecáveis que escolher entre os 9 itens deste curto -pouco menos de 38 minutos- CD, torna-se um exercício insano. Arrisco-me em indicar 'Hollow Bones, Pt. 2' e a mais bela rock ballad que escutei em, no mínimo, 10 anos, 'All That I Want'. E, na boa, Jay Buchanan confirma-se em definitivo como o melhor gogó da atualidade e já o colocaria, tranquilamente, entre os grandes em todos os tempos.

Play It Loud!!! Too Loud!!!


segunda-feira, 9 de junho de 2014

RIVAL SONS-GREAT WESTERN VALKYRIE / Special Edition (2014)

Talvez o disco mais aguardado do ano para os amantes do bom e velho hard/blues rock, este novo trabalho da Rival Sons não decepciona em nada. Como de hábito, a banda liderada pelo fantástico gogó de Jay Buchanan aposta na variedade de matizes para conquistar corações e mentes de incautos ouvintes e também firmar-se com honras no panteão das grandes bandas da atualidade no gênero. 
Mantendo a rotina de abrir seus álbuns com incendiários hinos de riffs gordos e refrões impregnados de soul, 'Electric Man' faz as honras escancarando com os dois pés as portas de um álbum que em nenhum momento deixa a octanagem cair, emendando pancadas do porte de 'Secret' e 'Play The Fool' antes de desembarcar em 'Good Things', um hard psych soul de levar o queixo do ouvinte ao assoalho. E o que dizer da bela citação ao saudoso Bonzo em 'Open My Eyes', incandescente faixa de trabalho? De arrepiar! E os momentos, digamos assim, mais psicodélicos, continuam com espaço garantido, agora representados pela viciante 'Rich And Poor', assim como o progressive blues tem em 'Destination On Course' um belo exemplar e ainda dão uma aula de como compor e executar à perfeição uma rock ballad com a dose certa de calorias em 'Where I've Been'. Em resumo, mais um disco indispensável da Rival Sons, já passível de ser entronizada como a melhor banda hard da atualidade. Ao menos para mim e uma legião de admiradores que aumenta exponencialmente a cada novo lançamento.

*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*
VIDEOS


domingo, 8 de junho de 2014

RIVAL SONS-HEAD DOWN (2012) / Re-postagem


Originalmente publicado em 19.09.2012

Agora é fato: a Rival Sons é, definitivamente, o grande nome do hard/heavy do início deste novo século. E sua trajetória meteórica não é apenas um detalhe nesta avaliação, mas a constatação de que atitude e um bom gerenciamento da carreira são fundamentais para alcançar tão nobre comenda. Talvez apenas a The Answer preencha, hoje, todos os requisitos para lhe fazer frente.
E como se não bastassem a excelência de seus 3 primeiros trabalhos, Jay Buchanan & Cia. superam todas as expectativas neste recém-lançado 'Head Down' e seus 13 petardos infamemente i-r-r-e-t-o-c-á-v-e-i-s. Aqui, o amadurecimento é flagrante, até mesmo na voz de Buchanan, que evoluiu de maneira exuberante, em muitos momentos soando como um Paul Rodgers em seu apogeu ou mesmo um Rufus Wainwright, trazendo à tona sua forte veia folk de início de carreira. É o maior talento vocal de sua geração, sem sombra de dúvidas. Notável também o belíssimo trabalho de guitarras de Scott Holiday, com uma fantástica paleta de timbres, riffs arrasadores e harmonizações inspiradas. E a cozinha continua muito bem provida por Robin Everhart e Mike Miley, virtusos sempre a serviço do melhor tempero para as canções.
Destaques? Tarefa espinhosa esta. Como disse antes, o álbum é absolutamente a prova de falhas. De sua contagiante abertura com o blues rock 'Keep On Swinging' ao seu surpreendente epílogo com a inebriante 'True' em um show particular de Buchanan, não há faixa a ser descartada. Até porque a tônica em todo o álbum é a variedade, estampada em power pops com pedigree como 'Wild Animal' e 'Until The Sun Comes', baladas do porte de 'Jordan' (poucos tem condição de escrever algo tão belo), hard rocks furiosos e capazes de colocar abaixo uma arena como 'You Want To', 'Three Fingers' e 'The Heist' -esta última a prova de que uma jam com Badfinger, The Turtles, Jefferson Airplane e The Doors seria perfeitamente viável- para em seguida fazer a plateia chacoalhar o esqueleto com um hino anti-belicista, 'All The War', emocionar-se como poucas vezes com o power blues de 'Run From Revelation' ou tomar contato com o heavy sabathico setentista de 'Manifest Destiny (Part I)', fazendo-nos questionar os rumos que o metal seguiu nas décadas seguintes.
Desnecessário dizer que é fortíssimo candidato ao Prêmio Rabo de Raposa 2012. Tem poucos mas valentes concorrentes até o momento.



*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*
VIDEO

RIVAL SONS / Re-re-postagem



Originalmente publicado em 27.06.2011 e republicado em 16.09.2012.

De tempos em tempos, alguma banda é saudada como um novo Led Zeppelin. E a bola da vez é esta talentosa banda de L.A.. Sem entrar no mérito do absurdo de tais comparações, até porque jamais existirá uma banda que possa ser comparada aos Fant 4, Jay Buchanan (vocais), Scott Holiday (guitarras), Robin Everhart (baixo) e Mike Miley (bateria) não negam suas origens. Recheado de riffs matadores impregnados de boa dose da sonoridade zeppeliniana na manga, com apenas alguns meses de vida desovam o auto-produzido 'Before The Fire', de imediato chamando a atenção para suas incendiárias apresentações. Em seguida, algumas faixas passam a ser utilizadas em diversos anúncios televisivos, de F-Indy a cervejas premium, e convites para turnês de abertura passam a pipocar de todos os lados.


Contratada pela indie Earache Rec. em 2010, a Rival Sons estava só iniciando uma trajetória, tudo leva a crer, de muito sucesso. E a prova disto foi o lançamento, no início do ano seguinte, de um fantástico EP auto-intitulado, um autêntico marco zero. Aqui, as influências de Page-Plant-Jones-Bonham continuam flagrantes mas agora diluídas por diversas outras, ajudando a maturar o som da banda e não mais deixando o potente e personalíssimo gogó de Buchanan, desde já um dos melhores do atual cenário hard/heavy, responsável por tão árdua tarefa. Um trabalho perfeito. De 'Get What's Coming' a 'Soul', um emocionante blues à moda inglesa dos seventies, contabilizam-se 6 faixas irretocáveis.


Mas quando tudo levava a crer que este EP seria apenas um belo prefácio para o ansiosamente aguardado próximo álbum, a banda tranca-se em estúdio por escassos 20 dias para registrar um vigoroso documento inconformista. Urgente, acelerado e cru, 'Pressure & Time' é um tiro nos tímpanos digno de uma pororoca tsunami de MC5 com Blue Cheer e deixa claro que o caminho da banda rumo a tornar-se um dos grandes nomes do gênero está definitivamente traçado.Da explosiva e suja 'All Over The Road' ao final exuberante com 'Face Of Light' (que linha melódica fantástica!), desfilam a irresistível faixa-título, uma 'Get Mine' de ressuscitar qualquer defunto, a glam com neurônios 'Burn Down Los Angeles' e até mesmo ouve-se um rasgo de psicodelia em 'White Noise', a 'Tomorrow Never Knows' que toda banda almeja escrever.
As apostas no quarteto estão altas e bons motivos para isso existem. Até porque não é todo dia que uma banda novata é agraciada por elogios de Jimmy Page e um artwork exclusivo de Storm Thorgerson.
E vocês, o que acham?



**********************
VIDEOS
Pressure & Time (trailer)

Pressure & Time (Official Clip)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

PRÊMIOS G&B 2012


A cada ano a enfumaçada cerimônia de entrega dos prestigiosos e disputados a 'tapas' Prêmios G&B está sendo agendada para mais tarde. Claro que muito disto se deve à falta de tempo deste que vos escrevinha e também único responsável pela outorgação de tão cobiçada láurea, mas grande parte posso jogar na conta do enorme volume de lançamentos nestes tempos youtúbicos e soundcloudicos, quando basta gravar, abrir uma conta no site de vídeos que dominou o mundo e na nuvem de fumaça sonora do momento e esperar a sorte bater à sua porta e, quem sabe, chegar aos seus 15 segundos (sim, Wharol foi muito generoso) de fama. A coisa é tão grave que, já com 2013 cheio de lançamentos, ainda continuo com uma boa quantidade de CDs/DVDs de 2012 aguardando na fila. Mas o tempo urge e, dentre o que consegui ouvir do que foi lançado no prolífico -mas nem por isso notável qualitativamente- ano que passou, os itens a seguir foram os que mais proporcionaram a meus tímpanos momentos indescritíveis de prazer, exceção feita ao indesejável Prêmio Palhoça, tradicionalmente outorgado ao pior lançamento do período. Curioso destacar que, em comum com a enorme maioria dos agraciados, está o formato power trio. Será uma tendência?

Mas vamos a eles!


PRÊMIO RABO DE RAPOSA

StoneRider-Fountains Left To Wake

Este foi um álbum que demorou um tanto para ser assimilado mas à medida que o estranhamento na digestão dissipava-se, também transformava-se em um vício. Passei a escutá-lo na íntegra ou em partes todos os dias mas, insatisfeito com as versões que eram constantemente disponibilizadas na rede, continuava no encalço de um arquivo com uma sonoridade mais gorda. Sem sucesso, decidi promover alguns ajustes através do SF 10 na melhor versão que encontrei e é esta que disponibilizo por aqui.
Mas vamos ao que interessa: o porquê da escolha de 'Fountains Left To Wake', segundo trabalho desta banda de Atlanta, para lançamento do ano. A verdade é que conheço a StoneRider desde o lançamento de seu primeiro trabalho, 'Three Legs Of Trouble' de 2008, quando ainda um quarteto formado por Matt Tanner nos vocais e guitarras, Neil Warren nas guitarras, Champ Champagne no baixo e vocais e Jason Krutzky na bateria e percussão. Com a excelente repercussão da estreia, recheada de um hard rock clássico com tempero southern, furioso e competentíssimo, os shows se avolumaram e chegaram a abrir para nomes como Robin Trower e Uriah Heep, sempre com enorme sucesso de público e crítica. 
Seduzido pelo rock e a psicodelia de fins dos 60 e início dos 70, Tanner começou a voltar sua veia criativa a forjar pérolas impregnadas de patchouli, provocando a saída de Champagne, que não concordava com o novo rumo da banda. Na impossibilidade de conseguirem um novo baixista a tempo de cumprir o restante da extensa agenda, Warren foi improvisado e posteriormente efetivado nas 4 cordas. E a StoneRider transformou-se em trio, agora com todos os seus integrantes imbuidos do desejo de recriar as sonoridades quentes e soltas de um dos períodos mais férteis do rock, e 'Fountains Left To Wake' começou a ser moldado.
Concebido como um caleidoscópio do rock, 'Fountains...' em muito se assemelha em conceito, roteiro e sonoridade a um dos grandes clássicos do gênero, 'Exile On Main St.', dos mestres The Rolling Stones. Mas as comparações acabam aí pois o que menos se encontra por todo o álbum são menções estilísticas ao clássico quinteto liderado pela dupla Jagger-Richards. No entanto, ecos de Faces, Humble Pie, Free, Kinks e outros fortes representantes do período e pitadas de west coast psych estão fartamente distribuidos, mas sempre alimentados pela forte personalidade das composições de Tanner e mantendo a indelével veia southern/country comum a todos os integrantes, por todos os 16 petardos que fazem parte do track list do álbum. E de forma magistralmente despojada, completamente registrado ao vivo no estúdio e valendo-se de econômico uso de overdubs, criaram uma pequena jóia contemporânea do roquenrou


De brinde, anexei também o link para seu álbum de estreia, até mesmo para que os que porventura nada conheçam da banda, possam não só deliciar-se com 2 belos exemplares do gênero musical mais popular do mundo como também fazer uma comparação dos diferentes estilos explorados pela banda.


+

 Langfinger-Slow Rivers  
(G&B Custom Edition)

Mas não havia como deixar de premiar 'Slow Rivers' (até porque um disco que consegue detonar meus wooferes, torna-se automaticamente sério candidato), novo trabalho da sueca Langfinger, banda que já havia conquistado meus coração e mente há 2 anos, quando de seu surgimento ainda adolescentes com 'Skygrounds', chegando a ganhar o Prêmio Semente 2010. Nitidamente mais maduro, este novo trabalho é a mais perfeita mistura de passado, presente e futuro do rock. Amálgama perfeito de alt e hard rock em 13 faixas (no original, apenas 9), a Langfinger e seu 'Slow Rivers' tem forte cheiro de sucesso comercial e de crítica, o que elevaria a Suécia a um novo patamar no cenário rock, para além do círculo restrito de admiradores do rock nórdico, no qual me incluo. Da psicodélica abertura instrumental com 'Them Tales' à estupenda faixa-título, uma das 4 estranhamente ausentes da edição original e incluidas nesta versão customizada, os ainda moleques Victor Crusner, Kalle Lilja e Jesper Pihl mostram um dos bons caminhos para o futuro do rock. Pegue uma carona sem receio você também. E se gostar e quiser  mais da banda, dê uma esticada até aqui e conheça também seu primeiro trabalho.


*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*
PRÊMIO SEMENTE

Não por acaso esta categoria ocupa posição tão destacada entre os Prêmios G&B. Afinal, é daqui que, contando também com alguma sorte, talvez presenciemos o nascimento de uma grande banda ou compositor ou músico ou, glória suprema!, tudo em uma só embalagem. Mas isto somente o tempo dirá. Aqui, na verdade, só aponto os caminhos que mais me fizeram ter esperanças em um futuro promissor frente a um cenário um tanto caótico pois ainda tentando entender como trabalhar as novas mídias e, assim, novos talentos se lançam a uma velocidade estonteante, como diria o poeta. Afinal, hoje qualquer quarto é um home studio em potencial com trocentos canais à disposição para overdubs variados com o 'taxímetro' congelado ao mesmo tempo em que os banheiros -já saturados de tantos números 1, 2 e...3 de seus moradores- voltam a ter o destaque de outrora nas gravações de vozes e guitarras recheadas de reverb. E mais ou menos desta forma são despejados digitalmente e/ou fisicamente dezenas de milhares de novos produtos, e grande parte de maneira totalmente independente. Mas o surgimento de pequenos selos, geralmente seguindo a cartilha da segmentação de seu conteúdo e geridos por sangue novo, já vislumbrando um belo horizonte, tem feito a festa de audiófilos sedentos de curiosidade. E foi exatamente daí que surgiram as principais promessas sonoras para um futuro muito breve, até porque todos foram também fortes candidatos ao prêmio principal. A começar pelo clima tanto mais sombrio quanto à beira da genialidade da Walking Papers para, em seguida, embriagar-se pelo abusado garage blues da John The Conqueror e quedar exausto frente ao classudo deep soul/funk da fantástica Hannah Williams & The Tastemakers, esta última uma certeira indicação de Findini, um dos mais assíduos e antigos  frequentadores da casa.
Querem saber mais e conhecerem os motivos de terem sido escolhidos? É só dar um rolê por...


Walking Papers-Walking Papers


John The Conqueror-John The Conqueror


Hannah Williams & The Tastemakers-A Hill Of Feathers


e
aqui

*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*
PRÊMIO APERTADO MAS SÓ ACENDIDO AGORA

Kingston Wall

Esta banda finlandesa de psych/prog me foi aplicada na carótida por meu spacey junkie brodim Maddy Lee e transformou-se em amor à primeira orelhada. Considerada uma lenda em seu país e extremamente conceituada no gênero, a Kingston Wall foi dirigida por um gênio de nome Petri Walli, que conciliou como poucos as diversas influências que flutuavam caoticamente por sua mente para transformar o som de sua banda em algo único e marcante em pouco mais de 6 anos de vida e 3 álbuns oficiais, antes do suicídio de seu líder. Interessou-se e deseja saber mais, faça uma viagem interdimensional ao Plano Z e ore de joelhos em milhões de sementes de cannabis a seu Comandante-em-Chefe pela repostagem de sua discografia. Valerá muito a pena.


*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*
PRÊMIO DA LATA

Outra categoria de enorme carga de responsabilidade, já que funciona como que a destacar material que correu por fora, muitas vezes e/ou por muito tempo à dianteira ou mesmo revezando-se nas primeiras posições do grid, vindo a perder por pentelhésimos de segundos. Dentre estas, uma das prediletaças desde muito tempo da casa, a Rival Sons de Jay Buchannan e seu magnífico 'Head Down', já vencedora em categorias diferentes em duas edições anteriores.
As novidades ficam por conta de duas bandas em situações muito diversas. De um lado, o power trio Mount Carmel confirmando ser uma aposta segura no blues rock por cortesia de belas influências de Free e Ten Years After em seu 'Real Women'. E por outro, uma banda que chamou a atenção na cena doom/hard/heavy desde seu surgimento com um álbum homônimo em 2004 mas que nunca me entusiasmou, sempre me soando um tanto amador, apesar das inegáveis qualidades de seu líder Magnus Pelander. Por ser uma voz destoante dos rasgados elogios da enorme maioria de resenhas abordando seus de fracos a medianos trabalhos iniciais, cheguei a temer sofrer uma espécie de bullying virtual. Mas o tempo provou que eu estava certo e, finalmente, após um belo pé na bunda de toda a banda - resultando em um hiato de 5 anos-, Pelander e seus novos companheiros de banda cunharam o melhor disco doom/metal que ouvi em 2012. Com produção impecável, 'Legend' é exatamente o que seu título alardeia a qualquer headbanger que se preze.


 Mount Carmel-Real Women


 Rival Sons-Head Down


Witchcraft-Legend


*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*
PRÊMIO PALHOÇA

Radio Moscow-3 & 3 Quarters
Muitos certamente estranharão a presença da cultuada Radio Moscow, já vencedora em categoria muito mais honrosa no passado, mas na falta de um trabalho que eu tenha considerado realmente desabonador, um mico abissal, decidi-me por este desnecessário resgate do que a gravadora afirma ser uma espécie de lost album da banda. Mas não se trata de nada disso. Na verdade, '3 & 3 Quarters' nada mais é que um retalho de gravações feitas por Parker Griggs solitário em seu porão/estúdio em 2003, quando ainda um garoto curioso procurando por sua identidade musical, que só terá serventia para fãs mais ardorosos, seja pela baixa qualidade dos registros ou pela ingenuidade das composições. Mas se, ainda assim, você desejar conferir o material (e sinceramente recomendo que o faça), é só clicar aqui.

*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*
PERSONALIDADES ENFUMAÇADAS

Desta vez esta premiação de caráter variado, podendo servir para destacar qualquer personagem ou iniciativa profundamente ligada à música como também para reconhecimentos por conjunto da obra ou até mesmo para homenagens póstumas. Coincidentemente, o tema deste ano acabou caindo em reuniões ou retornos. Assim sendo, como desconsiderar a importância do tardio lançamento em CD/DVD/BluRay do registro da reunião da Led Zeppelin em 10 de Outubro de 2007 para apenas 18.000 privilegiadas cabeças? Um registro emocionado e emocionante -pouquíssimo maquiado, apesar do temor de muitos fãs, entre os quais eu- por demonstrar que estes sexagenários, acrescidos de um legítimo herdeiro das baquetas da banda, ainda têm muito a oferecer. Esbanjando o indubitável talento e uma desenvoltura própria de garotos em início de carreira, Plant-Page-Jones-Bonham são ainda a salvação do rock. Aconselho a todos que adquiram este registro histórico no original mas sei que nem todos terão recursos; portanto, segue um link para o DVD.

  Led Zeppelin-Celebration Day  
(CD+DVD+BluRay)

Mas outra banda, embora sem um pedigree do porte de uma Led Zeppelin mas com seguidores ardorosos, resolveu retornar após longos 7 anos de separação. E assim, transbordando uma adrenalina que só a alegria do reencontro pode causar, a The Tea Party lançou um dos melhores discos ao vivo que ouvi nos últimos 10 anos, pelo menos. Registrado durante a Australian Reformation Tour 2012, Jeff Martin, Stuart Chatwood e Jeff Burrows demonstram uma coesão rara para tanto tempo de separação. Se desejarem conferir, basta uma passada para um chá gelado por aqui.

The Tea Party-Live From Australia
(CD+DVD+BluRay) 


E, claro, a saudade de Eddie e sua gang não poderia ficar de fora. Mesmo sem lançar um álbum brilhante, fizeram o mais difícil e sinal de bons agouros para os próximos anos: não deixaram dúvidas, com 'A Different Kind Of Truth', de que estávamos diante de um autêntico Van Halen. E isso é o bastante para colocá-los entre os destaques do ano. Duvidam? Então dêem uma passada por aqui e confiram.

Van Halen-A Different Kind Of Truth




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

PRÊMIOS G&B 2011

O ano de 2011 pode não ter sido tão pródigo em bons lançamentos como 2010 e, até mesmo, 2009; apesar disso, a qualidade de muitos dos trabalhos que vieram à tona é invejável. Muito sangue novo brotando, bandas confirmando tudo que delas esperávamos e pouca coisa realmente decepcionante -ainda bem!
O grande diferencial de 2011 foi a variedade, do hardão mais rasgado ao retorno com força de um muito bem repaginado rocksoul, tivemos também a sempre muito bem-vinda (neo)psicodelia e o blues entronizando seu nome mais forte desde SRV e, assim, ganhando uma visibilidade como há muito tempo não acontecia. A lamentar, apenas, a pouca expressividade dos lançamentos de prog, ao menos de grande parte que me chegou aos ouvidos. Em contrapartida, a enorme maioria das excelentes velhíssimas novidades pescadas por mim vieram desta vertente.
Sei que muitos não concordarão mas, apesar das manifestações de todos os fiéis (e de outros nem tanto)parceiros serem  fundamentais, os Prêmios G&B são absolutamente antidemocráticos. Em outras palavras, eu, o CEO desta humilde birosca, sou o único responsável pela outorgação de todas as premiações.


PRÊMIO RABO DE RAPOSA

Rival Sons - 'Pressure & Time'
Incontestável, apesar de nada fácil, a escolha de não apenas um mas dos dois trabalhos lançados em 2011 por estes angelenos emersos do cenário hard em 2009 com o promissor 'Before The Fire'. Mal começara o ano e, com um fantástico EP auto-intitulado, deixaram claro que, agora livres das amarras que comparações a "um novo Led Zeppelin" naturalmente criam, haviam já colocado uma de suas mãos na internacionalmente cobiçada comenda máxima do seu, do meu, do nosso G&B. Quando do lançamento, apenas poucos meses depois, de 'Pressure & Time'  -um vigoroso exercício de urgência visando não contaminar as  excelentes canções com preciosismos desnecessários- veio à tona, praticamente asseguraram o Prêmio Rabo de Raposa. Tratava-se apenas de uma questão de formalidade.

Rival Sons - 'Rival Sons' (EP)


*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*
 PRÊMIO SEMENTE

The London Souls - 'The London Souls'
De New York chega a maior revelação do ano que passou. E não só por ter lançado um petardo irretocável mas, também, por apresentar um autêntico compêndio da música pop dos últimos 40 anos sem o didatismo pelo qual trabalhos desta natureza costumam se caracterizar. E tudo devido a dois fatores irrefutáveis: em primeiro lugar, ao formato power trio que adotaram, o que garantiu uma saudável crueza a todas as suas 13 faixas; em segundo, a veia autoral livre de amarras, incorporando até mesmo elementos indie, garantindo uma completa ausência de ranços saudosistas. Com este seu álbum de estreia, a The London Souls nos presenteou com um trabalho recheado de vigor e absolutamente viciante. Certamente, uma grande aposta para o futuro mas não está só pois...    

The Shoes - 'The Shoes'
...da Itália, mais precisamente de Taranto, surgiu mais um power trio, desta vez adotando uma estrutura autoral mais tradicional, claramente espelhando-se nos grandes ícones deste tipo de formação, de Cream a Experience, mas com um surpreendente conhecimento de causa e, ainda assim, exalando um frescor inebriante. Músicos irrepreensíveis sob a liderança do talentosíssimo guitarrista/vocalista/compositor Elio Di Menza, a The Shoes não deixa pedra sobre pedra. É rock de verdade como pouquíssimas bandas italianas, tradicionalmente mais afeitas a sinfonismos, um dia já ousaram criar. Mais uma auspiciosa estreia, aplicada direto em minhas veias por meu spacey broDim Maddy Lee via Plano Z.

 *¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*
 PRÊMIO APERTADO MAS SÓ ACENDIDO AGORA


Blackfeather - 'At The Mountains Of Madness' (1971)
Indescritível! É o mínimo que posso dizer acerca do impacto que a descoberta desta obra-prima concebida há 40 anos me causou, a ponto de não conseguir pensar em outro para esta nova categoria dos Prêmios G&B, criada com o propósito de agraciar as velhíssimas novidades (não confundir com novíssimas velharias) garimpadas durante o período. Se desejarem saber mais, e ainda fazer o download, sobre esta jóia esquecida do hard prog, é só dar uma passada por aqui.

*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*
PRÊMIO DA LATA

Radio Moscow - 'The Great Escape Of Leslie Magnafuzz'
 
Como os visitantes mais antigos já sabem, esta categoria dedica-se a premiar outros excelentes trabalhos lançados, ou descobertos, durante o ano. Trata-se de uma espécie de menção honrosa, nunca um prêmio de consolação, devo deixar bem claro, pois cada um destes poderia encabeçar as demais premiações. E quase todos aqui perderam no photochart.
É exatamente este o caso de nossa velha conhecida Radio Moscow e seu 'The Great Escape Of Leslie Magnafuzz', um trabalho maduro e magistralmente conduzido por Parker Griggs, um dos grandes talentos da novíssima geração de músicos dedicados a explorar com muita personalidade o universo hard psych. Gostou? Quer mais? Então é só dar uma viajada até aqui.
Mas não havia como ficar apenas nisso e...

Three Seasons - 'Life's Road'
...decidi adicionar outro trabalho que me impressionou bastante: a estreia da Three Seasons, banda de Sartez Faraj, ex-vocalista (e o menos dotado dos que por lá passaram) da cultuada banda sueca Siena Root e aqui acumulando também a função de guitarrista, que conheci no Hard & Heavy de meu aborígene predileto, Dagon, também conhecido por Arariboia Man. E é justamente aí o calcanhar de Aquiles deste trabalho pois -a despeito da proposta extremamente bem direcionada e a excelente veia autoral de seu líder (por sinal, também mandando muito bem no gogó)- a incorporação de um guitarrista de mais 'pegada' seria fundamental para as pretensões da banda no futuro. Já até me coloquei à disposição...

The Sheepdogs - 'Five Easy Pieces'
Mas ainda era pouco e a inclusão de outra banda descoberta em visitas ao meu manim Maddy Lee que, inexplicavelmente, não atualizou sua postagem com seu novo lançamento, o estupendo EP 'Five Easy Pieces', foi a escolha mais óbvia. Estou falando da canadense The Sheepdogs. Caaaalma, não se deixem enganar pelo rídiculo nome pois trata-se de uma das maiores apostas do país que tem aquela folhinha um tanto canábica na bandeira e até já gozam de muito prestígio junto ao seu vizinho mais abaixo, sendo escolhidos pelo público para uma das capas da Rolling Stone em 2011. Como insinuado no título, tratam-se de 5 singelos pedaços do melhor que o rock pode oferecer a quem realmente conhece o gênero e sabe que 90% do que rola por aí está muito longe de merecer este título. Se quiserem mais, implorem ajoelhados em 150 kg de gravetos canábicos por 2 horas ao interplanetário comandante-em-chefe do Plano Z pela repostagem de sua discografia.

Lightning - 'The Lost Album' (1969)
A certa altura, pensei: "Por que não incluir nesta porra de categoria mais uma das tais velhíssimas novidades que garimpei durante o período?". E a escolha recaiu em 'The Lost Album' da Lightning, não só porque ainda esteja muito recente em meu único neurônio mas, também, por ser um trabalho irretocável em suas 8 faixas distribuidas por pouco mais de 28 minutos. Se gostou e deseja conhecer mais da banda e sua interessantíssima trajetória, dê um rolê por aqui.

*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*
PRÊMIO PALHOÇA

Superheavy - 'Superheavy'
Este é pule de dez!!! Provavelmente, no futuro, será conhecido como o pior disco de todos os tempos. Inexplicável o que levou a lenda Mick Jagger e o respeitado David Stewart a jogar seus nomes na lama ao convidar 2 inócuos e absolutamente desprovidos de talento (um deles espoliando o sacrossanto nome de Bob Marley) para um projeto fadado ao fracasso. Mas o pior -na verdade, imperdoável!- foi seduzirem Joss Stone, um dos maiores talentos da música pop nos últimos 20 anos, a embarcar nesta canoa furada.
Link??? Pra quê??? Fuja disso!
*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*
PERSONALIDADE ENFUMAÇADA

Joe Bonamassa

Não havia como deixar de prestar esta homenagem ao genial e incansável guitarrista, cantor e compositor novaiorquino de 34 anos de idade e 20 de carreira que tornou-se o nome mais popular do blues na era pós-SRV. Como se não bastasse ter iniciado o ano com o lançamento de mais um álbum solo, o incensado 'Dust Bowl', Zé Boapizza ainda encontrou forças para mais um petardo da Black Country Communion, o único supergrupo realmente merecedor deste título nos últimos tempos, e, como se não bastasse, lançou um belíssimo disco dedicado a covers de soul/r&b em parceria com a veterana blueswoman Beth Hart. E o maluco ainda encontrou tempo para turnês!
Acredito que 2012 será o ano das tais merecidas férias que, muito provavelmente, serão aproveitadas...compondo, criando novos e irrepreensíveis riffs e licks, reestruturando sua banda e adquirindo mais algumas dezenas de guitarras, violões, amplificadores e pedais de efeitos à sua modesta coleção.
Se decidir fazê-lo em um confortável hostel à beira-mar, o Rio o receberá de braços abertos,