segunda-feira, 29 de setembro de 2014

STRAY / Re-postagem & Atualização


Uma vez mais atendendo a pedidos desesperados para a re-postagem da discog desta excelente banda inglesa, aproveitei-me de um novo álbum - 'Live In Japan' - saindo do forno para atualizar o conteúdo para a gALLera que costuma pousar aqui por esta birosca prum cafezinho ou pruma gelada...ou pros dois.
Segue, então, a discog da Stray totalmente atualizada para deleite de todos os que curtem um hard rock de altíssimo nível!

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Originalmente publicado em 09.11.2009

Finalmente, a tão aguardada discografia de estúdio desta cultuada, porém subestimada comercialmente à época, banda hard inglesa. Formada ainda em meados dos '60s por quatro amigos de escola - Del Bromham (guitarras/vocais/mellotron/orgão/piano/teclados), Steve Gadd (vocais), Gary Giles (baixo) e Steve Crutchley (bateria/percussão) -, a Stray forjou uma fiel legião de seguidores devido ao seu hard rock muito bem trabalhado e cheio de melodias ganchudas, riffs matadores e um senso de dinâmica extraordinário. Incansáveis no circuito de pubs e clubs londrinos, logo chamam a atenção de um pequeno selo - Transatlantic Records - e, já com Ritchie Cole ocupando as baquetas, partem para a gravação de seu primeiro disco autointitulado e lançado em 1970. Já nesse primeiro trabalho, encontram um relativo sucesso com 'All In Your Mind', um petardo hard boogie que, muitos anos depois, tornaria-se muito conhecida na interpretação de uma bandinha chumbreca chamada...como é mesmo o nome?...ãããããã...aaahhhh!...lembrei!...Iron Maiden. Alguns devem até erroneamente pensar que essa música é da safra de Steve Harris & cia.
Mas a verdade é que, a despeito de algumas participações em festivais e abertura para diversas bandas de renome, as coisas não andavam como se esperava. A despeito disso, já no ano seguinte partem para o lançamento de mais um excelente disco, 'Suicide', mas continuam sem alcançar a projeção de outras bandas do período. É interessante perceber - e vocês terão a oportunidade de constatar isso se ouvirem os trabalhos em ordem cronológica - que a banda evoluía a passos largos a cada lançamento, a pena de Bromham estava cada vez mais afiada, mas as coisas simplesmente não aconteciam, não conseguiam se livrar da aura cult. Em 7 anos mostraram-se extremamente prolíficos lançando exatos 8 discos de estúdio - 5 deles com a formação original e os demais já com Pete Dyer no gogó - que apenas vieram à tona devido ao respeito e admiração que inspiravam no meio musical e a uma pequena mas muito sólida base de fãs.

Após esta primeira fase, já em meados dos '80s, capitalizando o sucesso daquela citada cover de 'All In Your Mind' e tendo Del Bromham como único membro remanescente e assumindo todos os vocais (por sinal, uma boa surpresa), a Stray ensaiou diversos retornos como power trio, possibilitando durante as décadas seguintes o lançamento de mais 3 discos de estúdio, sendo o último - o ótimo, embora em uma veia um pouco diferente do costume em sua fase clássica, 'Valhalla' - há apenas poucos meses, e uma penca de compilações e 2 alive. Segundo o site oficial da banda, estão em plena turnê de divulgação e parece que voltaram para ficar. Assim espero.

Pode-se mesmo considerar a Stray a banda-símbolo dessa temporada de caça aos (na imensa maioria das vezes superestimados) tesouros perdidos das décadas de 60/70 proporcionada por esta já enorme e irrefreável rede de compartilhamento, e da qual muito me orgulho fazer parte, pois, dentre todas, talvez seja a mais cultuada, ao ponto de todo o seu catálogo ter sido digitalizado - algo raro até mesmo entre os medalhões - em edições caprichadíssimas e vendendo muito bem, obrigado. Certamente, muito mais do que à época de seus lançamentos. Mas ainda assim continuam...cult.















(G&B Remaster)








EXTRAS

The 1974 BBC Sessions



NEW!!!






Dedico esta postagem carinhosamente aos parceiros Dagon, Guzz, Marcos Beghetto e TM, fãzaços da banda, que me me perseguiram obstinadamente para que eu disponibilizasse esse material. Já temendo pela segurança de minha família ou, no mínimo, que 'malhassem' minha brenfa com carqueja mofada, não tive outra escolha.
Valeu, gAllera!!!


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

BUCCANEER-BUCCANEER(1979) / G&B Remasters / Re-postagem

Essa repostagem não havia como não acontecer, até porque este material ainda encontrava-se, inexplicavelmente, perdido em meus HDs. 
Para quem ainda não conhece, vale muitíssimo a pena. 
De uma época em que diversão não era, necessariamente, sinônimo de baixa qualidade.

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Originalmente publicado em 15.06.2009.

Este é um daqueles discos que poucos tomaram conhecimento - em terras tupiniquins, ao menos - à época em que foi lançado. E mesmo estes afortunados, como eu, também não podem afirmar tê-lo conhecido. Pode parecer que andei fumando mato vencido mas é a mais pura verdade: antes da internet, ninguém poderia afirmar, de fato, conhecer este trabalho e seus criadores. Lembro-me que um amigo me apresentou essa pérola, importado e com um encarte caprichado, e, sob a desculpa de gravar uma cópia em K7, acabei ficando com a guarda de tão valioso item por algo em torno de uma semana com mais de 30 dias. Tudo neste disco me encantava, da arte e do conceito pirata às ganchudas composições hard, sempre muito bem escoradas em um baixo matador, ataques de guitarra certeiros e uma bateria inquieta. Mas, ainda além, havia um forte mistério pairando sobre esta divertida hard rock opereta. Afinal, 'quem' era a banda Buccaneer? Sim, meus caros, esse era um mistério indecifrável naquelas épocas pre-web visto que o plasticamente rico encarte era totalmente omisso com relação à ficha técnica. Certa vez, totalmente chapados e já ouvindo o disco pela enésima vez, chegamos a fazer um banco de apostas pois acreditávamos que havia gente muito graúda por trás da banda. É claro que sobrou para todos os grandes da época, de Alice Cooper a Joe Walsh, passando por Toni Iommi, Jimmy Page e integrantes da Kiss, mas não chegamos a nenhuma conclusão.
É neste instante que retorno ao assunto internet pois, somente após 30 anos e com a ajuda deste poderoso e assustador veículo, a identidade dos sanguinários e charmosos piratas William Bonney, Lord Vendetta e Madjack pode, finalmente, ser revelada. São eles os 'célebres'...Jay Wilfong (sim, aquele mesmo da Primevil em seu único álbum, 'Smokin' Bats At Campton's', de 5 anos antes), Gary Dunn e Jerry DeRome!!! E, assim, toda aquela teoria conspiratória imaginada por mentes doentias e enfumaçadas foi por água abaixo, mas não a admiração por este delicioso petisco ao qual muitos atribuem o título de pequena joia perdida do proto-NWONAHM (putaqueoparéo! até para o heavy norte-americano inventaram uma sigla quilométrica!) mas que, na verdade, nada mais é que um divertido exemplar do nosso bom e velho rock'n'roll.
Pesquisando ainda um pouco mais, descobri que existe no meio-oeste americano um forte culto a este trabalho desde que foi apresentado pela primeira vez no Indianapolis Convention Center em 2 noites sold out de 1980. Consta, também, que em muitas universidades da região são organizadas convenções onde o disco é encenado na íntegra - incluindo banda ao vivo - e os fãs comparecem devidamente caracterizados por indumentária pirata. Mais nerd impossível, né? Mas ninguém precisa chegar a tanto, bastando apenas acionar o play e se esbaldar com um hardão de primeira e uma divertida historieta de capa-e-espada comum a qualquer filme de Errol Flynn  ou 'Piratas Do Caribe', o que melhor lhe aprouver. Afinal, foi assim comigo por tanto tempo.





sexta-feira, 19 de setembro de 2014

HEAT

Algumas pessoas me são tão queridas que mesmo a distância, maior algoz das amizades, mesmo as mais profundas, não consegue separar. E meu spacey broDim Maddy Lee está, seguramente, neste seleto grupo. Pois foi justamente desse porralouca que recebi, com direito a 'textículo', como ele costuma referir-se a seus curtos mas sempre caprichados textos, links para os trabalhos da Heat, nova e pesada sensação germânica. É...mais um gol da Alemanha!

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Volta e meia me dá uma tremenda saudade de postar alguma coisa, então, das duas uma: ou espero a vontade passar ou encho o saco de algum amigo pra postar alguma coisa. Como dessa vez o Edson me cedeu, de bom grado (depois de rolar um certo subornato de propinol na forma de maple syrup, pasta de amendoim e uma certa erva natural, hehehe), uma oportunidade de dar as caras aqui no queridíssimo G&B, aí vai.
Quem aparece por aqui pelo G&B com certeza vem à procura de bons sons, rock, principalmente, talvez sem se importar com qualquer coisa além da qualidade intrínseca do "produto". Pois bem, partindo desse princípio, resolvi trazer para vocês os 2 discos dessa banda totalmente excelente chamada Heat.
Os caras são alemães, de Berlim, e fazem um rock baseado no hard setentista (na verdade, na época seria chamado de heavy metal, da mesma forma que uma certa bandinha inglesa de iniciais LZ...), com pitadas de psicodelia, hard prog e com o que há de mais atual do stoner rock (sem ser necessariamente stoner...); alguns chamam o estilo de retro rock, 70s revival ou qualquer outra coisa do gênero; nós, por aqui, chamamos de "som bom da porra"!
No "pedigree" da Heat temos uma raiz que muitos já conhecem, já que o baixista, Richard Behrens, também faz parte da igualmente excelente Samsara Blues Experiment; completam o time Patrick Fülling (vocais), Marco Rischer (guitarra), Marcus Töpfer (bateria), Ingo Börner (guitarra no álbum "Old Sparky", de 2012) e Matthias Schult (guitarra no recém lançado "Labyrinth").
Aqueles que curtem Graveyard, Horisont, Witchcraft e Siena Root, que seguem mais ou menos essa mesma linha, têm aqui mais para se deliciar.
Curtam sem qualquer restrição!!!

By Maddy Lee







segunda-feira, 15 de setembro de 2014

IRISH COFFEE-LIVE AT ROCKPALAST 2005 (DVD / 2005)

Finalmente, a repostagem que muitos esperavam! E será, mesmo!, a última vez em que foram subidos novos links para este DVD. Portanto, larguem tudo o que estiverem baixando e atraquem-se imediatamente a estes links especialmente fornecidos, uma vez mais, pelo parceiro de longa data do meu, do seu, do nosso G&B, Dio. Um dos motivos de ainda manter esta birosca aberta é pela imensa capacidade de desprendimento de parceiros como ele.
Por isso, apesar de ateu, acredito em Dio, Santo Dio!!!

Part 01

Part 02




segunda-feira, 8 de setembro de 2014

KLAATU/Atualização & Re-re-repostagem

 Já que estamos falando de repostagens, a discog desta cultuadíssima banda canadense não poderia ficar de fora. Mas para não dizer que não trouxe nada de novidade (ou seria melhor 'velhidade'?) do trio que um dia já consideraram tratar-se da reencarnação de uma certa bandinha xexelenta de Liverpool, finalmente o box set duplo 'Sunset', de 2005, que, entre tantas preciosidades, trouxe à luz a versão para a obra-prima 'Hope' com todo o esplendor de seus arranjos orquestrais na íntegra com a The London Symphony Orchestra, conforme concebido pela banda mas vetado à época pela gravadora devido a uma alegada inviabilidade comercial.
Agora, sim, a discografia da Klaatu está completa...

KLAATU BARADA NIKTO!!!

Pt 01
Pt 02

Many thanx to Hanalex from Boyz Make Noize blog
 for these flac links.
Password: hanalex

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Originalmente publicado em 19.10.2006, republicado em 01.11.2007 e atualizado e 
republicado em 13.11.2009.


Estou constantemente em busca por material inédito da Klaatu, particularmente uma versão do belíssimo 'Hope' com a íntegra dos arranjos para orquestra -já começo a desconfiar que sua existência seja pura lenda urbana. Com isso, acabei me deparando com um torrent para essa compilação de outtakes, alternative takes e raridades que deliciarão qualquer admirador dos 'fab four' (apesar de contar com apenas 3 integrantes) canadenses. Como se não bastasse, inclui 6 faixas registradas em sua apresentação no Klaatu Kon -convenção de fãs realizada anualmente em Toronto- de 2005.
Se ainda existe alguém que não conheça essa banda, tome por base o inacreditável volume de, efusivos em sua imensa maioria, comentários desde sua primeira postagem no G&B em outubro de 2006, e baixe tudo. Não se deixe enganar pelas aparências dos mancebos, é muito som.




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Re-repostagem

 
 
E espero que seja a última. A diferença é que, desta vez, subi novos links para todos os álbuns. Diante da ameaça de alguns visitantes -falaram até em sequestro de meu pote de Chica Bon!- não me restou outra alternativa. Mas a verdade é que nada é mais adequado para homenagear os finados que ressuscitar alguns, mesmo contra seus desígnios. Caraca, isso aqui tá parecendo sinopse de um filme do Wes Craven. De robô, o Klaatu foi promovido a zumbi.
Divirtam-se!!!

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Repostagem

 
Diante de apelos desesperados e ameaças de suicídio coletivo, altruisticamente, subi novo link para o álbum 'Sir Army Suit'. Informamos que os demais links continuam respirando por aparelhos e que manifestaram por escrito o desejo de não serem ressucitados. Esperamos, assim, ter salvo algumas preciosas (e outras nem tanto) vidas.
G&B para o Prêmio Nobel da Babaquice, djá!


A Klaatu - para quem ainda não sabe, este nome é um tributo ao robô alienígena personagem do clássico sci-fi 'O Dia Em Que A Terra Parou' - foi pivô de uma das maiores polêmicas da história do rock. Quando do lançamento em 76 de seu excelente primeiro álbum, '3:47 EST'(ou, simplesmente, 'Klaatu', para alguns), devido aos arranjos vocais e estruturas harmônicas e melódicas mantendo alguma similaridade com os Beatles utilizados em algumas (poucas) canções e catapultados rapidamente a uma condição privilegiada devido ao inesperado sucesso da versão dos Carpenters para 'Calling Occupants Of Interplanetary Craft', gerou-se a expectativa de que a banda seria, na verdade, os fab 4 retornando de longas férias e sob nova alcunha. Resultado: o disco vendeu muuuiiiiito. A Capitol Recs, que os havia lançado sem maiores pretensões, rapidamente capitalizou mercadologicamente a celeuma escondendo e omitindo quaisquer informações sobre seus integrantes e privando-os de aparições públicas e apresentações ao vivo. Resultado: seu segundo, e igualmente maravilhoso (talvez o melhor), álbum, 'Hope'(77), com colaboração da The London Symphony Orchestra, vendeu ainda mais. Tal mistério somente foi esclarecido quando do lançamento de seu terceiro trabalho, 'Sir Army Suit'(78), quando, finalmente, os canadenses (!!!) Dee Long (vocais, guitarra), John Woloschuck (vocais, baixo e teclados) e Terry Draper (vocais e bateria) deram as caras - são esses 'zés manés' com pinta de Os Pholhas aí de cima.
A partir de então, o feitiço virou contra os feiticeiros. Em 80 lançam 'Endangered Species' que, apesar das concessões, é um álbum excelente, não vendeu nada, culminando com um grande pé na bunda pela garvadora. Ainda conseguiram lançar, em 81, mas apenas para o mercado canadense através da Capitol local (vai entender...), um derradeiro e belo suspiro: 'Magenta Lane'.
Lembro-me muito bem de toda esta polêmica pois fui um dos poucos, mesmo que invariavelmente sob risco de linchamento, a afirmar categoricamente à época que a Klaatu era apenas uma excelente banda que, como tantas outras, amava mais os Beatles que os Rolling Stones. Aliás, é bom frisar, os músicos são magníficos (ah, se Ringo tocasse tão bem!) e as canções, os arranjos intrincados e a excelente engenharia sonora tornam toda a sua discografia obrigatória.
Outro fato curioso é que, pesquisando na grande rede, descobri a existência de todo um fanatismo em torno da banda, envolvendo até mesmo convenções anuais, as Klaatu-Kons, com eventuais apresentações da própria banda e de bandas cover, em que são expostos e negociados memorabilia, sobras de estúdio e quaisquer outros itens relativos ao trio. Como será que se denominam seus seguidores? Será 'klaaters', em alusão aos trekkers? Pode até ser.
Só sei que há muito não ouvia estes álbuns - me desfiz dos LPs tempos atrás - mas, depois que os encontrei na rede, me deliciei novamente. São, realmente, de uma qualidade ímpar. Pequenas gemas preciosas.
Deliciem-se vocês também e escolham seu predileto. Se conseguirem.












Mini-LPs Custom Artwork by G&B


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