segunda-feira, 5 de novembro de 2018

JORJA SMITH


Há alguns meses sem apresentar uma diva nesta birosca brenfoetílicomusical, já começava a questionar minha sagacidade em descobrir novos talentos femininos na área musical. Será que a magia se acabara? Como um apaixonado por vozes femininas, custava acreditar nisso...mas onde estas vozes estariam se escondendo?
E foi exatamente como em um passe de mágica que a beleza estonteante e o timbre único dessa inglesinha de Walsall surgiram na tela de minha TV nos impactantes pouco mais de 3 minutos do plano americano em P&B de 'Where Did I Go?'.  
Com apenas 21 anos, Jorja Smith já começa a despertar a atenção da mídia especializada. Mas essa talentosa cantora, compositora e pianista -além de canto lírico, no currículo- não surgiu do nada. Com uma incrível mistura de soul, r&b e jazz, compõe desde os 11 e expõe vídeos com seus trabalhos desde os 15 anos. No entanto, seu primeiro single, 'Blue Lights', só foi lançado em 2016, aos 19 anos. Já com 'Where Did I Go?', seu segundo single, chama a atenção de Drake, que a elege como canção predileta em uma das plataformas de streaming e resolve apadrinhá-la, inserindo-a como convidada em sua turnê de 2017. Segue-se, ainda em 2016, o EP 'Project 11', com destaque para a complexa, quase uma pequena suite, 'Imperfect Circle'.
E, assim, a música classuda e cheia de sensualidade de Jorja Smith inicia sua jornada para um futuro que já se vislumbrava brilhante. E 'Lost & Found', lançado há poucos meses, reforça esta ideia com 12 petardos, em sua maioria, beirando a perfeição. Além das já citadas 'Blue Lights' e 'Where Did I Go?', merecem destaques a delicadeza de 'Goodbyes', as confessionais 'On Your Own' e 'The One' e a sinuosa faixa-título.
Esperemos que o, geralmente, cruel mercado da música pop tenha um especial cuidado com essa pequena gema e procure preservar ao máximo a integridade de seu trabalho. 












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