segunda-feira, 6 de agosto de 2018

THALLES

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Noite dessas, enquanto me preparava para dormir, logo após assistir pela enésima vez o fantástico DVD 'Live Love In London', da King's X, fui surpreendido por uma sonoridade delicada, como que a acalmar meus neurônios após as quase 2 horas de pancadaria sonora despejada por Pinnick, Tabor & Gaskill, que saltava dos falantes da TV, sintonizada no simpático canal Music Box BR, dedicado exclusivamente à música brasileira, principalmente a produzida de maneira independente. E a música era tão cativante, com uma letra -em inglês perfeito!- extremamente bem elaborada, e o clipe tão surpreendentemente simpático, que sentei-me novamente no sofá para sorver aquele momento em sua plenitude enquanto ansiava por descobrir o nome do responsável por trabalho tão bonito, apenas para buscar conhecê-lo melhor e direto da fonte. Thalles...assim mesmo, apenas Thalles era seu nome. E a joia que tanto fascínio me provocou, 'Sad Boys Club'.
No dia seguinte, corri atrás de mais material do jovem e, tudo levava a crer, talentoso rapaz mas só me deparava com um 'gritador' evangélico. Definitivamente, não era quem eu procurava. Filtrando um pouco mais, cheguei a um tal Thalles Cabral, jovem e já prestigiado ator de teatro, cinema e TV gaúcho de PoA, além de compositor, cantor, multi-instrumentista e videomaker de, apenas,  24 anos. E não é que era o cara?!?! E já com um EP, o cru mas servindo muito bem como cartão de visitas, 'That's What We Were Made For', de 2013, e o catártico 'Utopia', uma pequena pérola lançada em 2017 que passou totalmente desapercebida, até mesmo pelos que, como eu, clamam por boa música autoral no país. 
E a surpresa não acaba aí. O rapaz é um verdadeiro prodígio, passeando com desenvoltura por várias mídias e com uma maturidade autoral de impressionar qualquer apaixonado por música, não importando o gênero desde que feita com amor. Com um belo timbre -um amálgama de Chris Isaac com Hozier-, Thalles emoldura sua voz com arranjos impressionantemente belos, tão minimalistas quanto extremamente elaborados, mostrando claras influências, de Radiohead ao já citado Hozier, para criar uma personalidade própria e indelével. Mas não faltando coros grandiosos e com naipes de cordas em profusão. Destaques ficam difíceis de serem apontados pois quando começo a ouvir 'Utopia', tal qual uma obra conceitual, é impossível tirá-lo do player...é atual, rebuscado, sombrio, envolvente, cativante, bem timbrado, exemplarmente produzido e...pop! Como todo pop deveria ser...
















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