É com pesar que informo o falecimento em Los Angeles, CA, de um dos últimos gênios, não só da música brasileira, mas mundial, MOACIR SANTOS . Descobri, há pouco mais de 5 anos a música deste OURO NEGRO - assim seus discípulos carinhosamente se referiam a ele - e, imediatamente me apaixonei. Radicado há mais de 30 anos nos EUA, Ouro Negro era extremamente requisitado para trilhas sonoras e arranjos para cinema, além de mestre. Consta, inclusive, que uma das músicas mais marcantes das telinhas -e hoje das telonas, também - não foi composta por Lalo Schifrin e sim por Moacir Santos: estou falando do tema de "Missão Impossível".Segundo dizem, Lalo(famoso compositor de trilhas sonoras e argentino de nascimento-sempre eles a nos roubar!), contratado para compor todo o 'escore' do seriado não conseguia achar um tema sedutor o suficiente para ser a abertura. Foi quando pediu a Moacir, seu orquestrador, para ajudá-lo a ter uma idéia. Moacir não só resolveu a questão. No dia seguinte entregou este inesquecível tema totalmente pronto. A seguir uma breve biografia:
Moacir Santos 8/4/1924 - 6/8/2006
Nascido no sertão pernambucano, começou a tocar clarinete aos 11 anos. Ainda adolescente foi para Recife e em seguida excursionou com um circo pelo interior do estado e tocou em bandas. Nos anos 40 trabalhou na Bahia, Ceará e Paraíba. Por essa época aprendeu a tocar saxofone. Juntou-se à Orquestra Tabajara de Severino Araújo e foi para o Rio de Janeiro em 1948. Logo foi contratado pela Rádio Nacional, onde permaneceu por 19 anos. Além de instrumentista, atuava também como maestro e arranjador. Foi professor de Roberto Menescal, Nara Leão, Sergio Mendes e outros, e nos anos 50 e 60 compôs em parceria com músicos como Vinicius de Moraes e Mário Telles. É considerado um dos grandes mestres da renovação harmônica da MPB. Seu primeiro disco, "Coisas", foi lançado em 1965 pelo selo Forma com todas as dez faixas numeradas com esse nome. Mais tarde fez trilhas para cinema, trabalho que o levou para os Estados Unidos, para onde se mudou. Lá trabalha com cinema, é professor de música e passou a se interessar também por música erudita. Gravou discos pela gravadora Blue Note e vem esporadicamente ao Brasil, onde já recebeu diversas homenagens. Entre suas composições mais célebres e gravadas estão "Nanã" (com Mário Telles), "Menino Travesso", "Triste de Quem" e "Se Você Disser que Sim", todas com Vinicius de Moraes. O parceiro Vinicius o homenageou no "Samba da Bênção" (com Baden Powell): "Moacir Santos/ tu que não és um só, és tantos/ como este meu Brasil de todos os santos").
Em breve postarei o cd duplo "OURO NEGRO".
Vai deixar saudades.
EDSON d'AQUINO
2 comentários:
Cadê o cd?
Tá aí um cara que eu preciso conhecer o som.
EM BREVE, IVAN,EM BREVE. TENHO CERTEZA QUE VC VAI GOSTAR.
ABS,
Edson d'Aquino
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